Editorial
Jornal de Espiritismo nº 55 · Setembro 2012Página 24 min
complicado. Erros ortográficos à dúzia. Até que, por força do estudo e das provas, superámos de forma eficaz esses equívocos. O mesmo acontece em muitas outras áreas da nossa experiência de vida. Junta-se a este facto uma conquista das mais importantes: o livre- -arbítrio, ou seja, a liberdade de optar, essa generosa fonte de aquisições evolutivas. É o perfil oposto do tutelado contumaz a quem retiram muitas opções de decidir por si próprio, por incapacidade ou não; num caso extremo, um robot construído para nada decidir.
A possibilidade de optar, errando e acertando, aprendendo, cria sabedoria, proporciona evolução. Diante de decisões difíceis, mesmo que o horizonte pareça mais turvo do que nunca, vale a sageza popular que ensina andar Deus a escrever por linhas tortas. Vai daí, se cada um procurar a harmonia consigo próprio e com os outros, tudo o resto, mais tarde ou mais cedo, virá por acréscimo. Por Jorge Gomes Decisões: como acertar?
NOVEMBRO.DEZEMBRO 2012 literalmente assim: «Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o “tónus vital”, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material».
Fora isso, depois de largarmos um casaco sobejamente gasto, que obviamente se não serve para nós próprios também não servirá para outros, o Espírito livre desliga-se, vira a página do livro da vida, e prossegue a sua existência sem preocupação pelos restos da sua passagem material. Comportamentos absurdos Na noite de 25 de setembro passado Natália escreveu: «Preciso que analisem o meu filho de 7 anos com comportamentos por vezes absurdos.
Tenho muita preocupação com a sua educação e uma equipa médica orienta-o, mas ainda o sinto pior. Mais agitado, revoltado, etc. (…) Poderão ajudar-me?». Pelo correio eletrónico, seguiu a resposta: «Olá Natália, se o seu filho anda a ser acompanhado pela medicina – que deve estar sempre primeiro – e os problemas não se resolvem, não perde nada em ir a uma associação espírita. A ADEP só se dedica a divulgar o Espiritismo, mas há pelo país muitas associações que têm as portas abertas para esclarecer e consolar quem precisa.
Todos os serviços espíritas são gratuitos e sem compromissos, como deve saber, e a ajuda que prestamos é essencialmente pôr as pessoas a par de como funciona a interação entre o mundo espiritual e o nosso mundo material. Uma vez esclarecidas as dúvidas, os problemas têm tendência a resolver-se. Cultivamos o Evangelho como fonte de conhecimento e paz interior. Tratamos toda a gente como igual e nossa irmã, independentemente da crença de cada um.
Apareça, numa associação idónea (contacte-a para saber horários, etc.) e será muito bem recebida». nada pessoal, é genérico. Tenho ouvido falar de plantas protetoras de ambiente, como o caso da arruda, que absorve más energias e o alecrim que atrai os bons espíritos. Isto é verdade? Peço desculpa incomodar, mas os centros não são assim tão próximos da zona em que vivo e esta questão acaba também por ser genérica. Claro que para algumas outras questões, terei que ir pessoalmente a um centro.
Mas se me puderem esclarecer por esta via, agradeço». O missivista de serviço, Mário, deu o mote: «Olá, as plantas possuem extraordinárias potencialidades medicinais (a maior parte dos medicamentos vêm das plantas), e são maravilhosas obras da Criação Divina. Nos tempos antigos, em épocas como a dos Druidas, acreditava-se que era possível captar os favores dos bons Espíritos fazendo-lhes oferendas. Mesmo no Antigo Testamento, podemos constatar que os judeus, sob as orientações de Moisés, faziam oferendas a Deus.
Ainda hoje nos templos católicos, ortodoxos e anglicanos (entre outros) se queima o incenso, que tem origem vegetal. No entanto, essas práticas são ainda reflexo da mentalidade humana de há milhares de anos. Os Espíritos são pessoas como nós, e só existe uma maneira de podermos angariar a simpatia dos bons e afastar os maus: pelo nosso empenho na prática do bem. Há quem queime arruda em casa para afastar os maus Espíritos.
Os Espíritos não são propriamente maus, diga-se; são sobretudo ignorantes, e por isso se comprazem ainda em aborrecer o próximo. Se queimarmos arruda afastamos esses Espíritos ainda muito presos às sensações e interesses da matéria? Talvez, pois a arruda tem um cheiro desagradável para a maior parte das pessoas, e esses Espíritos limitam-se a ir dar uma voltinha e… regressam quando o cheiro passa. Os bons Espíritos não se interessam absolutamente nada pelas oferendas materiais que lhes possamos fazer.
Interessam-se pelas pessoas que estão empenhadas em se melhorarem e de bom grado as ajudam. Não é preciso usar amuletos, defumadouros ou orações especiais para afastar os maus Espíritos. Basta que o nosso bom proceder capte a simpatia dos bons. Os Espíritos ignorantes e travessos não conseguem atingir as pessoas que têm boas companhias espirituais. Nem lhes interessam os ambientes de paz, bondade, estudo, esforço no bem.
É onde há confusão, agitação, discussões, baixos FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: ADEP Redator: Jorge Gomes Maquetagem: www.loucomotiv.com Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124325 Depósito Legal: 201396/03 Administração e Redacção ADEPRua do Espírito Santo, N.º 38, Cave Nogueira – 4710-144 BRAGA Assinaturas Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 BRAGA E-mail jornal@adeportugal.
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