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Pesquisa Janeiro.fevereiro

Jornal de Espiritismo nº 56 · Maio 2013Página 125 min

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PESQUISA JANEIRO.FEVEREIRO 2013 O cérebro dos médiuns em laboratório Embora seja célebre a expressão «o espírito não cabe num tubo de ensaio», a verdade é que há muita investigação científica para fazer em torno das faculdades mediúnicas que acompanham o ser humano desde que surgiu na Terra. Recentemente houve novidades. Foi notícia na imprensa o trabalho publicado por cientistas da área da medicina e da psicologia em inglês.

A fonte é a «PLOS ONE» * (www.plosone.org, novembro de 2012, volume 7, 11). Na pesquisa utilizaram equipamento de última geração no intuito de analisar o comportamento do cérebro de médiuns durante o transe. Da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal de Juiz de Fora, da Universidade Federal de Goiás (Brasil) e da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia (EUA), a equipa de cientistas formou-se – Alexander Moreira-Almeida, Júlio Fernando Peres, Leonardo Caixeta, Frederico Leão e Andrew Newberg – e tratou de realizar uma investigação sobre o que revela o cérebro mediúnico durante o transe publicado sob o título «Neuroimaging during trance state: a contribution to the study of dissociation» (Neuroimagem durante o estado de transe: uma contribuição ao estudo da dissociação).

Tudo isto se passou durante dez dias, em julho de 2008, em laboratórios do Hospital da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos da América. O campo de pesquisa envolveu uma dezena de médiuns, sendo eles quatro homens e seis mulheres. Todos concordaram em participar voluntariamente neste trabalho, sendo configurados como pré-requisitos «não ter nenhum transtorno mental ou fazer uso de medicação psiquiátrica». Segundo o artigo científico publicado cinco dos médiuns são casados, há três solteiros e os restantes estão divorciados.

Seis destas pessoas têm trabalho profissional a tempo inteiro, havendo no grupo duas reformados, uma dona de casa e uma em regime de «part time» no que toca à sua vida profissional. Todos eles só nos tempos livres se ocupam da prática mediúnica, sempre sem remuneração, como é norma no espiritismo. O artigo explica que a maioria neste grupo tem formação universitária, havendo a considerar a exceção de dois, cuja formação equivale ao liceu em Portugal.

O resultado é coerente face à perspetiva dos médiuns que afirmam ser a autoria das psicografias de outrem, os Espíritos, e não deles próprios, no caso, «dos espíritos que supostamente enviam as mensagens». Esta pesquisa já começou em 2008 mas só quatro anos depois surgiram os resultados, agora tornados públicos. Foi utilizado «o método conhecido por Spect (tomografia computadorizada de emissão de fotão único) e mapeou a atividade do cérebro com o fluxo sanguíneo durante o transe da psicografia».

As conclusões surpreenderam a equipa: durante a psicografia – ou escrita mediúnica – «os cérebros em causa ativaram menos as áreas relacionadas ao planeamento e à criatividade». O resultado é coerente face à perspetiva dos médiuns que afirmam ser a autoria das psicografias de outrem, os Espíritos, e não deles próprios, no caso, «dos espíritos que supostamente enviam as mensagens». Denise Paraná, jornalista que visitou o grupo de trabalho em 2008, escreveu no seu artigo publicado na revista «Época» de 19 de novembro do ano passado: «Naquele verão, em Filadélfia, os dez médiuns produziram psicografias espelhadas — escritas de trás para a frente —, redigiram em línguas que não dominavam bem, descreveram corretamente ancestrais dos cientistas que os próprios pesquisadores diziam desconhecer, entre outras tantas histórias.

Convivendo com eles naquele experimento, colhendo as suas histórias, ouvindo os dramas e prazeres de viver entre dois mundos, encontrei diferentes biografias. Todos eles compartilham, porém, a crença de que aquilo que veem e ouvem é, de fato, algo real». Alexander Moreira-Almeida, psiquiatra e co-autor do estudo – recebeu o Prémio Top Ten Cited, como o primeiro autor do artigo mais citado na «Revista Brasileira de Psiquiatria» (RBP), com Francisco Lotufo Neto e Harold G Koenig –, declarou: «Este foi um dos primeiros estudos realizados no mundo sobre experiências mediúnicas com a investigação do cérebro», acrescentando que «a pesquisa vai permitir testar a hipótese materialista de que a personalidade seja um produto do cérebro».

Alexander Moreira-Almeida explicou que «a análise do funcionamento do cérebro dos médiuns merece mais estudo e atenção, contudo, o primeiro passo já foi dado. É preciso investigar seriamente, mas estamos no caminho certo. Ainda não é possível afirmar o que poderá ajudar no futuro, mas agora destacamos que estamos preparados para atuar nessa área», concluiu. Vale recordar de modo complementar que, em 1996, a Fundação Bial, em Portugal, financiou uma bolsa de investigação para um estudo desenvolvido por Gláucia Lima, psiquiatra, e a sua equipa sobre «Os aspetos psicofisiológicos do transe mediúnico».

Neste estudo científico, em síntese, «não foram observadas alterações estatisticamente significativas entre os traçados eletroencefalográficos em médiuns antes e durante o transe mediúnico». * http://www.plosone.org/article/ info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal. pone.0049360. foto arquivo Mais uma noite de sexta-feira, no Centro de Cultura Espírita, nas Caldas da Rainha, em que tem lugar uma conferência espírita, o passe espírita (tratamento bioenergético) e o atendimento em privado, para algum esclarecimento adicional.

naturalidade. Achava ela que devia andar triste, a chorar pelos cantos, a lamuriar-se. Tinha até complexo de culpa por não se sentir mal. Fátima dizia que, com o que tem aprendido no centro espírita e com os livros de Allan Kardec, parece que a sua vida mudou. Claro que mudou! Ao entender o porquê da vida, o ser humano acalma-se, esclarece-se, consola-se, percebendo que tudo na vida se encadeia dentro das leis divinas, que são eternas, imutáveis e justas, que a vida continua, e cada um de nós só passa por aquilo que precisa, para a sua evolução espiritual, tendo em conta as suas opções do passado e do presente.

Ao entender o porquê da vida, o ser humano acalma-se, esclarece-se, consola-se, percebendo que tudo na vida se encadeia dentro das leis divinas, que são eternas, imutáveis e justas, que a vida continua, e cada um de nós só passa por aquilo que precisa, para a sua evolução espiritual, tendo em conta as suas opções do passado e do presente. Regressando a casa, meditava na grandeza da mensagem espírita, que, esclarecendo, consola, e consolando faz com que as pessoas vivam melhor o seu quotidiano, na certeza de que a vida continua, baseada em factos e não em crenças cegas.

“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a lei”, diz- -nos o Espiritismo, que também nos ensina que fora da caridade não há salvação.