57 — índice de conteúdos

Opinião (pág. 12)

Jornal de Espiritismo nº 57 · Abril 2013Página 124 min

Partilhar
Idioma

Economia e espiritismo Ultimamente não se tem falado noutra coisa: crise, dinheiro, taxas de juro, agências de “rating”, bolsa de valores, troika, FMI, euro, dólar, etc. Para quem nunca foi versado em economia, o pânico é generalizado, onde a opinião substitui o facto, o boato substitui a probabilidade, a incerteza entranha-se no imo do ser humano como praga inevitável. Se é verdade que existem situações sociais graves, importa identificar a causa e, esta, radica no orgulho e no egoísmo do ser humano, que vivendo na matéria, da matéria e para a matéria, desconhecendo a sua génese espiritual, embrenha-se em caminhos egoístas, querendo ter cada vez mais, sem olhar a meios.

Vivemos numa época de capitalismo selvagem, onde o ser humano pouco ou nada vale se comparado com as contas bancárias de cada um. O Espiritismo, na sua tríplice vertente de ciência, filosofia e moral, tem como princípios básicos, a existência de Deus, a imortalidade do Espírito, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnaçãoea pluralidade dos mundos habitados. Sabendo que somos espíritos imortais, que voltaremos a ter novas existências carnais, o ser humano superar- se-á, libertar-se-á do materialismo anestesiante Demonstrando através da pesquisa a imortalidade e a reencarnação, tais paradigmas (outrora crenças e hoje evidências científicas) mudarão inevitavelmente o figurino social muito em breve.

Ian Stevenson, um dos mais notáveis psiquiatras americanos, afirmou na Casa do Médico, no Porto, aquando da sua participação no simpósio “Aquém e Além do Cérebro”, que hoje em dia é perfeitamente possível acreditar na reencarnação com base em provas. Realçou o nobre cientista que, o que mais o entristecia era uma certa indiferença por parte dos cientistas materialistas, em relação a uma descoberta (imortalidade e reencarnação) que, quando for reconhecida oficialmente, operará na Terra uma revolução com impacto superior ao que a revolução industrial teve.

Sabendo que somos espíritos imortais, que voltaremos a ter novas existências carnais, o ser humano superar-se-á, libertar-se-á do materialismo anestesiante e, começará a vislumbrar que afinal a xenofobia, racismo, diferença de género, “superioridade social” ou cor de pele não têm razão de ser, pois o Espírito voltará em novas existências, na condição que lhe for mais útil, de modo a poder, amanhã, rectificar erros de outrora, bem como, ter novas oportunidades de aprendizagem intelectual e moral.

Assim, o avaro de ontem poderá renascer numa condição de extrema necessidade, não como castigo, mas muitas vezes solicitado pelo próprio, para que aprenda a valorizar aquilo que desperdiçou em vida passada, e assim sucessivamente, até que aprendamos a viver em fraternidade em sociedade. Quando assim for, a economia não se baseará no lucro, mas sim no ser humano. Toda a atividade económica terá por objetivo o bem-estar de todos os seres humanos e não apenas o de alguns, e as empresas buscarão apenas os lucros necessários, a fim de contribuírem para o bem geral, sem desperdícios reprováveis e destrutivos das matérias-primas do planeta.

Esse é o mundo para o qual caminhamos inevitavelmente, quer queiramos ou não, pois é uma inevitabilidade da evolução, dizem os espíritos superiores. Resta-nos optar por merecermos voltar a nascer nesse novo mundo ou sermos relegados para outros planetas, que estejam mais de acordo com as nossas inferioridades morais. Por José Lucas MARÇO.ABRIL 2013 foto loucomotiv respondeu que tinha mandado crucificar o Cristo. Porém, quando o mensageiro do imperador regressava a casa, encontrou Verónica que o informou que certo dia, quando se deslocava à residência de um pintor para este traçar a imagem do Cristo num lenço seu, o próprio Jesus a havia interpelado e, ao saber do seu propósito, lhe devolvera o lenço com a imagem do Seu rosto.

O véu de Verónica estava agora com a imagem da face do Cristo e seria considerado pelos Homens como um dos objetos mais carismáticos do cristianismo primitivo. A mulher garantiu a Volusiano que, “se o teu senhor olhasse tal imagem com devoção, dever-se-ia imediatamente agraciado com benefício da cura.” De imediato Volusiano pretende comprar com ouro e prata tal lenço, mas Verónica diz-lhe que jamais o venderá, oferecendo-se contudo a emprestá-lo, em troca de permissão para acompanhar o mensageiro até à presença do Imperador.

A viagem até Roma terá durado perto de oito dias, e Volusiano chega então com Verónica e o lenço com a imagem de Jesus. A história é relatada ao Imperador e o texto reporta que, no instante em que o lenço de Verónica é destapado, Tibério César fica curado de todas as suas doenças. Tomemos como exemplo Verónica que antes de encontrar Jesus era, como nós, carente de orientação, doente do corpo e da alma. Antes de alcançar o Mestre tinha passado doze anos a ser desprezada, humilhada e amaldiçoada por todos, incluindo seus familiares.

Após a cura e porque fez bom uso da sua fé, conviveu de perto com Jesus, obteve a sua compensação de paz pelo consolo que Lhe prestou na derradeira hora e ainda contribuiu, através da cura do Imperador romano, para o eternizar do cristianismo. De proscrita a apóstola!