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Jornal de Espiritismo nº 59 · Julho 2013Página 72 min

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Glândulapineal“versus”terapiaespírita foto arquivo No jornal de março, quando respondeu sobre a predisposição orgânica para a mediunidade, falou do papel da glândula pineal. Poderia falar mais sobre isso? Dr.ª Gláucia Lima – André Luiz, no livro «Missionários da Luz», define a glândula pineal como “a glândula da vida espiritual”. Descreve atividades espirituais em que os médiuns enquanto em intercâmbio espiritual estão com a glândula pineal a emitir intensa luminosidade, fazendo pensar ser esta uma ponto “G” da espiritualidade.

Está glândula é também conhecida como “epífise”, mas, preferimos chamá-la de “pineal” para não confundi-la com a “hipófise” outra importante glândula do sistema nervoso central. A pineal está localizada entre os dois hemisférios, tem o tamanho de uma ervilha (cinza-avermelhada), pesa cerca 150 mg de massa, tem a forma de um cone de pinha (pinea) e no adulto mede 8 mm de comprimento por 4 mm de largura, pesando 0,1 a 0,2 gramas.

Apesar de sua anatomia tão discreta está sempre envolta por um misticismo, sendo até citada em várias doutrinas, desde 3 há mil anos a. C. Parece exercer um papel importante na regulação dos ciclos circadianos (principalmente o sono) e no controlo de atividades sexuais e da reprodução. Normalmente, no adulto, esta glândula encontra-se calcificada, podendo ser vista através de um raio-X normal. Existe o relato de que, durante o transe mediúnico, as ondas eletromagnéticas que existem da interação entre espírito comunicante x médium fazem vibrar esta glândula, constituída por cristais de apatita.

Estas ondas são transformadas em impulsos nervosos para as demais estruturas do sistema nervoso central (neuro-químico e neuro-endócrino) e todo este vibra, transmitindo assim para o sistema nervoso autónomo e periférico os impulsos provenientes do espírito. Na realidade, a partir deste “input”, nesta interação espírito x mente x cérebro, existe uma expansão da consciência do médium, alterando muitas vezes a noção dos domínios e limites do corpo físico.

Descartes, no século XVII, atribuiu à pineal o papel de ponto de união da alma ou espírito ao corpo biológico. O Espiritismo não lhe atribui o mesmo papel, apesar de lhe reconhecer um papel importante no exercício das faculdades paranormais. Também referido na literatura como “6.º sentido”. A ciência moderna, também em 1959, através de Lerner et al. isolou a melatonina, a hormona da glândula pineal. Descobriu-se assim que não é como se pensava um órgão em involução e sim uma estrutura responsável pela transmissão de informação foto-periódica ao organismo, exercendo um papel regulatório sobre os ritmos circadianos.

(reprodução, sono-vigília). “Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras, e em seguida continua a funcionar como o mais avançado laboratório de elementos da criatura terrestre”, JULHO.