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Entrevista Julho.agosto

Jornal de Espiritismo nº 59 · Julho 2013Página 93 min

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ENTREVISTA JULHO.AGOSTO 2013 evolutivo em várias espécies de hominídeos, de que serve uma espécie hoje extinta de ser humano, o Homo neanderthalensis, conhecido como homem de Neanderthal. Ambas estas espécies se cruzaram geneticamente e hoje os nossos corpos materiais partilham ADN comum. Supomos que o corpo espiritual, ou perispírito, admita uma compatibilidade afim. Num outro exemplo, veja isto, entre espécies do grupo dos cães (canídeos).

O nome científico do cão é Canis lupus familiaris. O do lobo europeu é Canis lupus lupus, apesar do aspeto morfológico diferente. O nome científico de um dos chacais africanos é Canis aureus. Os três últimos são do mesmo género: Canis (cão em latim). O restritivo de espécie, depois do género, é em 2 lupus e no chacal aureus (dourado). Será compreensível uma passagem reencarnatória mais rápida entre o lobo europeu eocão doméstico do que entre estes e o chacal, embora possa haver aproximações sucessivas, com todo o tempo necessário para essas modificações do corpo espiritual.

Acresce dizer que a nossa noção de tempo é uma ilusão. O tempo de vida material, mesmo que dure 70 anos, é um momento fugaz no tempo do universo, em cuja amplitude Deus processa a nossa evolução. Talvez se consiga mais rapidamente ver o surgimento de uma grande montanha ou a abertura de um mar do que assistir a estes processos da evolução das espécies. Mas na verdade não sabemos com suficiente certeza. Não sei se ajudei, mas espero tê-lo feito.

Sugiro que continuemos estudar o tema com a tranquilidade que se justifica”. Ensinamentos do Alcorão Diz Miguel: “Estava a ler o Caderno 3 quando deparei com um assunto que gostava de poder esclarecer, embora o meu objetivo aqui não seja o de criticar – se nas religiões a ideia que se impõe é o bem, por que razão os ensinamentos do Alcorão apelam à guerra contra os infiéis? Será por terem um significado do “bem” diferente do nosso?

”. Um tutor responde: “Caro Miguel, não conheço o Alcorão em pormenor, mas já ouvi entendidos nessa matéria distinguirem entre a interpretação correta dessa obra religiosa e leituras incorretas. Numa leitura correta do Alcorão os entendidos garantem que não é um livro que apele à violência, pelo contrário. Acredito que estes estejam certos. Nós outros, inseridos numa cultura cristã desde que nascemos, nesta parte ocidental do planeta, se não fizermos de conta que nada se passou na história, seremos honestos a ponto de reconhecer que o próprio evangelho, cuja filosofia é de bondade e sabedoria, há alguns séculos serviu de pretexto para acender fogueiras com tochas humanas na Inquisição, perseguiram - -se famílias, levantaram-se guerras sanguinolentas na Palestina com as Cruzadas...

Em suma, não são os textos que se leem que acendem a agressividade em seres que ainda cultivam a sede da violência que nós outros e muitos mais já sabemos não ser a melhor solução nas relações humanas. Confesso que em pleno século XXI, com todo o conhecimento angariado, ainda se vejam nações erguerem o estandarte dos canhões e das bombas, sabendo-se que todos os conflitos podem ser efetivamente resolvidos com diálogo, com senso de justiça e humanidade entre as partes.

Mais do que preocuparmo-nos com livros que supostamente possam apelar à violência, procuremos aplicar na medida possível em nós próprios as recomendações dos bons livros que já lemos, que ensinam todo o ser humano a tornar-se uma criatura melhor, tal como Jesus nos ensinou.” E agora o que me aconselham? Sandra terminou o ultimo caderno do curso e escreve: “Boa noite, terminei o Curso Básico de Espiritismo. E agora o que me aconselham?

”. Um dos tutores responde: “Olá, Sandra. Aconselhamos a que leia boa bibliografia. Ninguém conhecerá bem o espiritismo, ou doutrina espírita, se não ler as várias obras de Allan Kardec. Depois seguem-se autores complementares, como Hernâni Guimarães Andrade, Herculano Pires, entre outros. Na literatura de origem mediúnica há que separar o trigo do joio, mas a coleção André Luiz ditada ao médium Francisco Cândido Xavier, os romances históricos de Emmanuel ditados ao mesmo médium são ótimas obras.

E durante esse caminho, seguir adiante, aplicando os ensinamentos em prol da caridade tal como a entendia Jesus (ver «O livro dos Espíritos»)”. foto loucomotiv Jornadas de Cultura Espírita: Gosto?