Opinião (pág. 14)
Jornal de Espiritismo nº 59 · Julho 2013Página 142 min
O Bom Pastor desaconselhou-as no relacionamento humano, exortando as vítimas a prescindirem delas como um direito seu, e optarem pelo perdão, amor, indulgência. Mas no aspeto de leis cósmicas (sentido profundo da letra bíblica), não as aboliu ou quereria sequer suspender-lhes a vigência imutável. Corroborou-as até, ensinando: “na medida em que julgardes, sereis julgados”, “a cada um segundo as suas obras”, “quem com ferro fere, com ferfoto loucomotiv morte do ímpio, mas sim que se converta e viva” (Ezequiel 33:11), e jamais programaria criaturas senão para o Bem eterno, sustentado, para que todos tendemos evolutivamente.
O que designamos “pecado” nunca poderia ser eterno e irreparável; os seres mais endurecidos e perversos que imaginemos, inevitavelmente desiludidos pelas quimeras do mal e compelidos à depuração pelo tempo que seja necessário, alcançarão irreversivelmente a harmonia eterna, soberana exigência do determinismo do Bem. Nos anos 60 do século passado, um prémio Nobel de medicina (Jacques Monod) concluía pelo acaso do Universo, no livro ACASO E NECESSIDADE.
A conclusão lógica da sua argumentação parecia-me justamente o oposto; continuo a preferir a companhia de Einstein, quando afirmava que Deus “não joga aos dados”: a criação não é acaso, mas um seu exacto desígnio. Em vésperas dum dia de Finados, prestigioso teólogo interrogava-se quanto ao destino deles, confessando ignorá-lo para lá das certezas da sua infância, na catequese. Mas acrescentava lucidamente: “confio que o amor que Deus nos tem é mais sábio e mais poderoso do que a morte, do que o pecado, do que as nossas vãs antropologias” (Frei Bento Domingues, jornal PÚBLICO, 31/ out/2010).
Por João Xavier de Almeida Teria Jesus banido as leis do Antigo Testamento ditas “de talião” (vida por vida, olho por olho, dente por dente…)? JULHO.AGOSTO 2013 A Inteligência Suprema “não quer a morte do ímpio, mas sim que se converta e viva” (Ezequiel 33:11), e jamais programaria criaturas senão para o Bem eterno, sustentado, para que todos tendemos evolutivamente Obtivemos comunicações de pessoas que nem sequer conhecíamos, tendo pesquisado e chegado à conclusão que tinham existido e que os detalhes que nos tinham sido fornecidos estavam correctos.
Eles não conhecem as pessoas, nem quem são, nada conhecem do seu passado, não têm qualquer ligação com elas, ou qualquer coisa do género e, mesmo assim, a informação é totalmente verdadeira.” (in “Jornal de Espiritismo” n.º 6, Set-Out 2004). “Penso que não há dúvidas, temos evidências suficientes para demonstrar que esses acontecimentos paranormais acontecem. Demonstrámos isso em condições inequívocas. O próximo passo é o de demonstrar, para satisfação dos cientistas cépticos, que parecem ser muito difíceis de convencer, que não se trata apenas de possíveis capacidades psíquicas, mas sim que a vida continua após a morte Dedicou grande parte da sua vida à pesquisa da TCI, onde o encontrámos em dois congressos em Vigo, Espanha, organizados pela Dr.
ª Anabela Cardoso (diplomata portuguesa). Guardamos de David Fontana a imagem de um homem sereno, muito calmo, ponderado, seguro, simples, simpático, afável, cuja companhia deixava um lastro de paz e harmonia, decerto a traduzirem o seu estado de alma. Apesar da sua grandeza espiritual e intelectual, tratava todas as pessoas e com todas falava, de igual para igual. Até breve Dr. Fontana, e continuação de bom trabalho no mundo espiritual.
Por José Lucas David Fontana: até breve!
