Vídeo / Literatura
Jornal de Espiritismo nº 59 · Julho 2013Página 173 min
VÍDEO / LITERATURA O “Som do Coração”, no seu título original “August Rush”, é uma encantadora fábula moderna que nos inspira pelo poder da música mas, ao mesmo tempo, consegue criar um enredo com o seu lado mágico que aguça a nossa sensibilidade. O Som do Coração JULHO.AGOSTO 2013 Distinto discípulo do positivista Herbert Spencer (1820-1903), legou-nos mais de uma centena de trabalhos sobre a fenomenologia espírita, cujo estudo e conclusões eram sempre fundamentados em factos.
Esta obra foi traduzida e prefaciada pelo seu estudioso e admirador Dr. Francisco Klörs Werneck. Os mais reconhecidos estudiosos e militantes espíritas do século XX, como Carlos Imbassahy, Deolindo Amorim, Herculano Pires, Yvonne do Amaral Pereira, Francisco Cândido Xavier a Divaldo Pereira Franco, citavam e citam- -no como uma referência incontornável da Ciência Espírita. A presente monografia resultou, na maioria do seu conteúdo, de uma paciente e minuciosa pesquisa de testemunhos idóneos catalogados pela Society for Psychical Research (Sociedade de Pesquisas Psíquicas) de Londres e da revista “Light”, que comprova à saciedade que os animais, também nossos irmãos segundo o inspirado de Assis, possuem memória, sentimentos, faculdades telepáticas, percepções extra-sensoriais, e que ainda se podem manifestar após a morte do corpo.
Perante tais factos, concluímos que estes possuem, igualmente, uma alma, distinta do seu envoltório físico. Não dizemos que possuem espírito porque ainda não atingiram a condição hominal; falta-lhes para tal um longo caminho a percorrer, necessitando de entrar no plano da razão, da responsabilidade dos seus próprios actos. O instinto é o seu guia. Ainda não conquistaram o livre-arbítrio para poderem ser responsáveis pelas suas atitudes e escolhas, mas estão a caminho.
Sabemos, pelo que nos informaram os Imortais na questão número 540 de O Livro dos Espíritos, que todos os seres vivos, sem excepção, estão destinados à perfeição — do “átomo ao arcanjo”. Ainda não sabemos, apenas, onde nem como se processa a mudança de reino. Será em mundos materiais? No Mundo Espiritual? Especula-se a respeito da passagem do princípio espiritual dos animais para a condição de Espírito mas, na realidade, nada se sabe de concreto no nosso presente estádio de evolução.
Temos, sim, a certeza de que Deus não criou seres privilegiados, seres detentores de determinadas prerrogativas que outros não possuem. Todos fomos criados da mesma substância, tendo a perfeição em potência que se irá desenvolver ao longo do tempo, ao longo das eras. Todos atingirão a perfeição, demore o tempo que demorar. Essa é a única fatalidade a que todos estamos sujeitos. A dor que os animais sentem (doenças, mutilações, fome, etc.)
, incluindo a dor moral (perda do parceiro ou do dono, por exemplo), não é dor-expiação, mas sim dor-evolução, como nos dizem os Espíritos através da mediunidade irrepreensível de Francisco Cândido Xavier, uma vez que ainda não possuem livre-arbítrio e, consequentemente, responsabilidade pelos seus actos. É importante esclarecer que os animais não possuem mediunidade no verdadeiro sentido da palavra, ou seja, não podem ser mediadores dos Espíritos, e isto por duas razões objectivas: primeiro, a incompatibilidade da natureza do seu perispírito com a de um Espírito, por serem de natureza muito distinta, impossibilitando a afinidade fluídica, necessária ao fenómeno mediúnico da comunicação; segundo, o Espírito para se comunicar necessita encontrar no médium os elementos necessários para vestir os pensamentos (letras, palavras, algarismos, etc.)
que não encontra no cérebro do animal. Para compreendermos bem esta questão da mediunidade nos animais, necessitamos ir à fonte que esclarece: capítulo XXII de O Livro dos Médiuns, intitulado «Da mediunidade dos animais», com particular incidência na comunicação do Espírito Erasto, no artigo nº 236. Concluímos com Léon Denis: «A alma dorme no mineral, sonha na planta, agita-se no animal e acorda no homem.» Por Carlos Alberto Ferreira Ernesto Bozzano (1862-1943) foi um dos mais notáveis estudiosos e pesquisadores espíritas após Kardec.
