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Homenagem

Jornal de Espiritismo nº 62 · Maio 2014Página 73 min

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Nilson de Souza Pereira: obrigado! A sua vida foi um grande exemplo de vivência de amor pleno, total humildade e abnegação. Deixou muitas pegadas luminosas que podem ser vistas e sentidas na Mansão do Caminho, obra que fundou e dirigiu durante 67 anos, junto de Divaldo pereira Franco. Nilson de Souza Pereira, popularmente conhecido como tio Nilson, nasceu em 26.10.1924, no subúrbio ferroviário de Plataforma, na cidade do Salvador, Bahia.

De origem humilde, porém detentor daquela sabedoria peculiar aos homens de bem. Profissionalmente foi bancário, telegrafista do Ministério da Marinha e funcionário público dos Correios e Telégrafos. A partir de 1945, vinculou-se ao médium Divaldo Franco. Ambos eram jovens, com 20 anos e 18 anos, respectivamente. Juntos e orientados pela Mentora Joanna de Ângelis, edificaram a admirável obra que é o Centro Espírita Caminho da Redenção, fundado em 7.

9.1947, cujo epicentro é o seu Departamento Social Mansão do Caminho, fundado em 15.08.1952. Tio Nilson foi o presidente e administrador dessa grande obra que tem alcançado plenamente seus objetivos, exigindo, porém, muito trabalho e dedicação de todos que a conduzem. No ano de 2007, como reconhecimento ao seu incansável labor na área de assistência social e solidariedade humana, Tio Nilson recebeu das mãos do prefeito João Henrique, em bonita solenidade, a honrosa “Medalha 2 de Julho.

” Partiu rumo à pátria espiritual em 21.11.2013. Fonte: www.mansaodocaminho.com.br JANEIRO.FEVEREIRO 2014 Júlia Pereira: até sempre! Poucas pessoas no movimento espírita português conhecerão Júlia Pereira, que voltou à pátria espiritual em 8 de novembro de 2013. Nascida em 17 de junho de 1930, na cidade do Porto, vivia em Águas Santas, em Ermesinde, perto da cidade do Porto, integrando, antes do 25 de Abril de 1974 (no tempo da ditadura que perseguiu os espíritas) um grupo com Laurentino Simões e Albuquerque Rocha, no Porto, apoiando pessoas com mediunidade deseducada.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, este grupo constituiu o Núcleo Espírita Cristão (NEC) e D. Júlia torna-se uma das colaboradoras. Laurentino Simões, presidente do NEC nessa altura, fez questão de publicar o livro de poemas psicografados por Júlia Pereira intitulado «Tu», em 1978. Em 23 de agosto de 1980 desliga-se e disponibiliza a sua garagem para as reuniões de uma nova associação, a Juventude Espírita Meimei.

Teve dois filhos, o Zéeo Jorge Gomes. Nunca se quis substituir aos jovens, que de facto dirigiam o seu grupo, mas dava sugestões oportunas. Realizavam-se os chamados recitais de canções espíritas, uma oportunidade que reunia várias associações da região numa confraternização atractiva, e por vezes com gente de fora, nomeadamente Julieta Marques (Lagos), Manuel dos Santos Rosa e João Xavier de Almeida (Lisboa). Nessa década surgiram os dois discos de canções espíritas, de vinil, com o patrocínio de Alexandrino Nunes e Arnaldo Trindade.

No lançamento do 2.º disco (vinil), no NEC, em 6 de janeiro de 1985, juntaram-se numerosos jovens, de Viseu inclusive, e a ideia de uma espécie de minicongresso depressa se formou. Surgiu o 1.º encontro nacional de jovens espíritas, evento realizado, embora noutros moldes, até ao presente, envolvendo gerações sucessivas. Surgiu depois, por volta de 1986, na época das chamadas rádios livres, o programa «Além do Véu». Júlia sempre gostou de estar nos bastidores e os jovens organizavam, trabalhavam e executavam.

Senhora dinâmica, notava-se à distância o seu espírito activo e determinado, sabendo o que queria, orientando sem forçar, deixando posteriormente os “louros” para quem executava, refugiando-se na retaguarda dos aplausos. Foi no 5.º Encontro Nacional de Jovens Espíritas que conheci D. Júlia, que me ajudou a dar os primeiros passos no movimento espírita português, quando aí participei pela primeira vez num encontro nacional de jovens espíritas.

Via-se nela a alegria de toda aquela azáfama, típica dos jovens, a quem ela assistia, apoiava discretamente e a quem empurrava para a frente, notando-se a satisfação do dever cumprido. Sempre disponível, crítica mas tolerante, foi uma espírita muito activa que teve sempre o cuidado de não se fazer notada. Por tudo aquilo que me ensinou, quer falando, quer agindo, por todo o apoio que me deu (bem como a outros jovens e adultos de então), pelos seus ensinamentos pacientes na irreverência da minha juventude eu digo: muito obrigado D.

Júlia, que possa estar em paz e feliz no mundo espiritual. Por José Lucas (escrito sem o acordo ortográfico) foto arquivo foto http://www.famososquepartiram.