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Jornal de Espiritismo nº 63 · Outubro 2014Página 63 min

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No dia 3 de janeiro de 2014 o Centro de Cultura Espírita (CCE) de Caldas da Rainha fez 11 anos de idade. Ali, o convívio é pacífico e interativo. Objetivo: ser útil ao próximo, divulgando a cultura espírita. Começou com um grupo de dez pessoas, que, por carolice, formaram esta associação espírita. Dia após dia, ao longo de mais de uma década, sempre aberto, tem tido como prioridade servir seres humanos, não só do ponto de vista material como espiritual.

Tendo como lema espírita “Fora da Caridade não há salvação”, explica-nos um dos seus dirigentes que, tal significa que somente com caridade conseguimos evoluir espiritualmente e que a caridade começa em nós, pois somente sendo caridosos connosco podemos ser com os outros. Por exemplo, coisas simples mas difíceis: deixar de ser maledicente, aproveitando melhor o tempo em atividades úteis ao próximo, largar o orgulho, enfim, desenvolver virtudes existentes e desejadas e abstrair-se de defeitos que carreguemos, tendo como meta a felicidade individual.

Nestes 13 anos, conta-nos António Luís, vice-presidente, “fizemos de tudo um pouco: alfabetização de adultos, www.adeportugal.org curso básico de espiritismo on-line em Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal Onze anos a servir estamos a apoiar 13 famílias com bens alimentares, vamos a casa de pessoas doentes ou locais onde estejam acamados fazer o passe espírita (doação energética), temos um grupo de evangelização de crianças e um grupo de jovens, voluntariado, fazemos formação básica de espiritismo, educação da mediunidade, entre outros cursos, temos uma reunião semanal de intercâmbio com o mundo espiritual, conferências semanais, atendimento em privado semanalmente, passe espírita no fim da conferência pública, uma biblioteca e videoteca, livraria, bem como, recentemente, um grupo de pesquisa em torno da transcomunicação instrumental (TCI) procurando comunicar com o mundo espiritual através de aparelhos eletrónicos.

” António Luís refere ainda que “todas as atividades são gratuitas, já que um espírita não pode aceitar dinheiro em troco da atividade espiritual, pois se os espíritos não cobram, não temos o direito de cobrar, nem de aceitar dinheiro, em troca de serviços que não dependem de nós, mas sim dos espíritos superiores que nos auxiliam”. Questionado acerca de como viviam, António Luís refere que os espíritas têm as suas profissões de onde retiram o seu ganha-pão, sendo que o Centro de Cultura Espírita é mantido por alguns sócios e beneméritos, pessoas que já frequentam o centro espírita há mais de um ano, já se identificam com a causa e não estão na condição de necessitados, mas sim de adeptos, colaboradores.

O aniversário foi comemorado com um programa diferenciado, ao longo do mês de janeiro, todas as sextas-feiras, pelas 21h00. No último dia 3 de janeiro de 2014 teve lugar um debate/entrevista, com a presença de Conceição Venâncio, Maria de Jesus, Leonor Leal e Paula Venâncio, dirigentes da Associação Cultural Espírita de Alcobaça, que abordaram com muita mestria o tema ”Impacto do Espiritismo na nossa vida” seguindo-se um debate com o público que encheu por completo o auditório do CCE.

Nas semanas seguintes estiveram presentes Jorge Gomes, tendo sido depois visionado um filme seguido de debate. Houve ainda a presença de uma médica e psiquiatra e, por fim, um outro médico que trabalhou numa Organização Não Governamental (ONG) em África, que Dia 3 de janeiro de 2003 nascia o Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha: passados 11 anos, continua firme, servindo o próximo que ali se desloca, não só da cidade como também de outros locais de Portugal.

partilhou algumas das suas experiências. O aniversário foi comemorado com um programa diferenciado, ao longo do mês de janeiro, todas as sextas- feiras, pelas 21h00. “Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar tal é a lei”, diz-nos a doutrina espírita, que não é mais uma seita nem mais uma religião, conforme nos assevera António Luís, mas sim uma filosofia de vida em que o objetivo é esclarecer e consolar as pessoas, explicando-lhes quem são, de onde vieram, para onde vão, o que estão a fazer na Terra e a causa de tantas dissemelhanças entre nós.

Esta associção fica na Rua Francisco Ramos, 34, r/c, no Bairro das Morenas. Texto: JCL foto CCE MARÇO.ABRIL.