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Opinião (pág. 14)

Jornal de Espiritismo nº 63 · Outubro 2014Página 143 min

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Abrem-se as portas. A partir desse momento, tudo se vai tornando mais claro. Se procuramos amor, encontramos. Se procuramos carinho, está lá. Se procuramos uma palavra amiga, está sempre presente. Se procuramos abraços, são às dezenas. Encontramos mil e um afetos dos quais, e felizmente, ficamos dependentes. A chave abre qualquer porta. Estejamos, nós, disponíveis. Guardamos carinhosamente o chaveiro, porque transporta a chave mais preciosa: a do amor.

O altíssimo sentimento que nos mantém mais perto de Deus e uns dos outros. O amor não dorme! Nós é que nos permitimos adormecer, por vezes... A chave deverá estar sempre disponível nos Centros Espíritas. A chavea do amordeve ser partilhada, vivida e celebrada. As sementes, que temos a obrigação de espalhar, tornam - -se potenciadoras de amor, carinho e palavras do bem no coração de tantos outros. Nem sempre, quando abrimos a porta, a luz é nítida.

As maravilhas de Deus, tão gentilmente oferecidas, são desfiguradas por pensamentos perturbadores, tristes e infelizes. Porque este senhor, no qual depositamos os sentimentos, e a que chamamos de coração, por vezes, carrega dores que corroem, levando o corpo e a mente por marés atribuladas. Depois, levantamos a cabeça. E continuamos. Ainda que pelo caminho surjam recaídas. De imediato, são tantas as mãos que se estendem.

As palavras do simples e humilde, mas profundo, Chico Xavier são bálsamos: “Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão”. Aqui, é obrigatório fazer uma pausa e refletir. As pessoas, os momentos, os lugares e locais... São estes alguns dos Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão MARÇO.ABRIL.2014 “caminhos” que se cruzam à nossa frente.

Graças a Deus, há sempre oportunidades. Citando, uma vez mais, o nosso querido irmão: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. As vivências sucedem-se, como se de montanhas russas se tratassem. Vivências excitantes e perigosas, de amores e de ódios, de alegrias e de tristezas, de paz e de guerra, de coragem e de solidão... Cada um de nós conduz a sua montanha russa, olhando para o seu EU e acreditando que todos os dias poderemos ser melhores filhos.

Um dia seremos, mesmo! Como qualquer escadaria, a vida tem de ser subida degrau a degrau. Até lá, nesta grande viagem, vamos abrir os corações às abençoadas palavras da doutrina espírita, aguardando que os dias e as noites sejam como campos de flores silvestres, que humildemente perfumam e dão cor às nossas existências. À noite, quando o altar de luz se impõe majestosamente, contemplamos, com outras cores, outras das faces de Deus.

E qual delas, perante os nossos limitados sentidos, é a mais bela: as luzes da noite ou as do dia? Que importa, esta resposta. Cada um de nós foi criado para ser imortal e ter o seu livre-arbítrio, neste Universo de Luz. Por isso é tão importante esta linda partilha de Divaldo Franco: “O mal que me fazem, não me faz mal. O mal que me faz mal é o mal que eu faço porque me torna mau”. Amar é dizer amo-te. Amar é partilhar o nosso chaveiro, sem exigir nada em troca.

O amor volta sempre, porque o amor não dorme! Texto: LP foto arquivo do ambiente em que nos encontramos, das pessoas com quem nos relacionamos e dos comportamentos que evidenciamos. Diante do desequilíbrio, preferimos investir em soluções ditas mágicas em vez de sermos coerentes com os princípios de espiritualidade que nos abrirão o caminho para saciarmos a urgência de plenitude e transcendência que habita no coração humano.

A sensibilidade mediúnica não se restringe ao papel de intermediário à manifestação das ideias e emoções dos Espíritos. São olhos que nos ajudam a perscrutar a essência mais genuína do nosso sentir, ouvidos preparados para compreender os reais anseios da nossa consciência. É ainda ela que nos projecta para tactear as emoções, sentimentos e necessidades das pessoas que nos rodeiam, adequando palavras e comportamentos às mais diversas situações, saboreando o perfume da inspiração divina em tudo aquilo que gira ao nosso redor.

A mediunidade é um canal subtil de comunicação com a vida a um nível mais profundo. E o mais sublime grau da mediunidade é dar voz a Deus nos nossos corações.