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Editorial Novembro.dezembro.2014

Jornal de Espiritismo nº 67 · Setembro 2014Página 23 min

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EDITORIAL NOVEMBRO.DEZEMBRO.2014 Aprender mais, sempre. Recolher informação útil. Testar. Amadurecer conhecimento. Corrigir, avançar. A brisa sopra. No bojo leva um bafo ainda morno, que esconde a queda do calor lá dentro. Por isso passaram algumas cegonhas no céu rumo a sul. O tempo está a mudar. Em passinhos de lã, o frio virá, a temperatura pouco a pouco vai alterar-se. Coisas sobre as quais não adianta ter opinião, são as leis da natureza, no caso do clima, a que a vida milenar tem de obedecer.

Aos nossos olhos, ver essas aves a deslizar sustentadas pelo ar fá-las medianeiras das Esferas Maiores. Que sensação fantástica voar assim, apesar de só o podermos por enquanto supor em pensamento... até se sente o ar a passar nos ombros... volitar fora do corpo físico se ainda não é conquista do ser logo mais será. Não custa imaginar. Talvez tenha sido daí que surgiu o mito de que as cegonhas trazem bebés, mensageiras da alegria, com o raro privilégio de se ver o ser humano a atribuir halo de bênção a um animal selvagem, que heresia, capaz de lhe comer alguns pintos à menor distração.

Ao olhar os migradores, fica-se a pensar sobre os instares de mudança que esta viagem terrena traz. Um pai que olhe para a fotografia de infância do seu filho mais velho hoje adulto poderá ter a sensação de que aquilo já se passou noutra vida, noutro século. No entanto não há de ocorrer carga de velhice. Há só a dobagem do tempo, mestre de todas as mudanças, de braço dado com “miss” reencarnação, ao sopro das vidas sucessivas.

Aprender mais, sempre. Recolher informação útil. Testar. Amadurecer conhecimento. Corrigir, avançar. Não há limite à vista tão cedo, talvez só mesmo na última dobra do infinito. Quem não gosta de voar assim, mais do que em pensamento, para ver mais longe? Conforto existe e acentua-se: esta semana tem pista de cegonha! A cada dia há mais e novas formas de ser útil, de abrir horizontes, de aprender a melhor viver. A felicidade é um filtro… envia alguém o pensamento à nuvem da internet.

E não é que é mesmo? Quando se pode usar. Separa todo o ruído que mantemos por vezes a zoar no entendimento dos sentimentos bons, sustentados pelo afeto de todo o amor que nos cerca, até quando não se percebe que seja assim. Quanto a si, deixe voar o seu sorriso sempre que conseguir. Atrai bênçãos, é semeadura. A colheita vem mais tarde, despreocupada. A Terra, apesar de todos os lapsos nossos, continua a ser o palco onde o Eterno Bem age e aguarda, insiste, pede discreto atenção, e se passeia com múltiplos mensageiros entre todos nós, sem exceção.

Sem os vermos, dão as dicas capazes de nos levar a cada dia a uma vida melhor. Ouvi-los é reter a voz dos imortais. Escutados uma vez, alguém dizia no poema, não se esquecem nunca mais. Texto: Jorge Gomes FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: ADEP Redator: Jorge Gomes Maquetagem: www.loucomotiv.com Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.

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