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Capa da edição nº 67 do Jornal de Espiritismo

67Jornal de Espiritismo nº 67

Setembro 2014 · 20 secções · ≈ 68 min de leitura

A edição de novembro-dezembro de 2014 do Jornal de Espiritismo aborda a mediunidade e sintonia, o Espiritismo como filosofia e ciência, e o movimento espírita em Angola. Inclui um editorial reflexivo sobre aprendizado e mudanças, e uma seção de correio com um debate sobre a postura anti-espírita da revista 'Magnificat' e a resposta a uma leitora que relata experiências paranormais, explicando a mediunidade de forma racional e oferecendo orientação gratuita.

Mediunidade
Espiritismo
Sintonia
Angola
Ciência
Reencarnação

Capa

Página 11 min

67 ANO XII JDE NOVEMBRO . DEZEMBRO . 2 0 1 4 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL DIRETOR . ULISSESLOPES | PRE Ç O € 0 . 5 0 Tema recorrente: como analisar a íntima relação entre mediunidade e sintonia, sobretudo quando se tem em conta a afluência às associações espíritas de pessoas surpreendidas por uma faculdade que pensam ser indesejável? 15 OPINIÃO KARDEC FILÓSOFO?” Kardec estruturou a terceira revelação, partindo dos fatos, dos fenómenos mediúnicos, os quais revelavam uma causa inteligente...

8 REPORTAGEM ANGOLA: MOVIMENTO ESPÍRITA Filipa visitou a Casa do Caminho André Luís, obra de assistência social da SEAKA, situada em Viana, a 20 km de Luanda, cujo trabalho se estende até à província de Kwanza Norte. 12 INTERNACIONAL CIÊNCIA, ESPIRITISMO E SAÚDE O Fórum Espírita de Blumenau decorreu no Sul do Brasil nos dias 12, 13 e 14 de setembro. “Ciência, Espiritismo, Saúde”, o tema central, não podia estar mais adequado ao momento vivido.

13 CRÓNICA O MUNDO ESTÁ LOUCO? É convicção que o mundo… está louco! Mas qual será o mundo louco? O que vemos, o dos outros, ou nós também fazemos parte desse mundo?

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Editorial Novembro.dezembro.2014

Página 23 min

EDITORIAL NOVEMBRO.DEZEMBRO.2014 Aprender mais, sempre. Recolher informação útil. Testar. Amadurecer conhecimento. Corrigir, avançar. A brisa sopra. No bojo leva um bafo ainda morno, que esconde a queda do calor lá dentro. Por isso passaram algumas cegonhas no céu rumo a sul. O tempo está a mudar. Em passinhos de lã, o frio virá, a temperatura pouco a pouco vai alterar-se. Coisas sobre as quais não adianta ter opinião, são as leis da natureza, no caso do clima, a que a vida milenar tem de obedecer.

Aos nossos olhos, ver essas aves a deslizar sustentadas pelo ar fá-las medianeiras das Esferas Maiores. Que sensação fantástica voar assim, apesar de só o podermos por enquanto supor em pensamento... até se sente o ar a passar nos ombros... volitar fora do corpo físico se ainda não é conquista do ser logo mais será. Não custa imaginar. Talvez tenha sido daí que surgiu o mito de que as cegonhas trazem bebés, mensageiras da alegria, com o raro privilégio de se ver o ser humano a atribuir halo de bênção a um animal selvagem, que heresia, capaz de lhe comer alguns pintos à menor distração.

Ao olhar os migradores, fica-se a pensar sobre os instares de mudança que esta viagem terrena traz. Um pai que olhe para a fotografia de infância do seu filho mais velho hoje adulto poderá ter a sensação de que aquilo já se passou noutra vida, noutro século. No entanto não há de ocorrer carga de velhice. Há só a dobagem do tempo, mestre de todas as mudanças, de braço dado com “miss” reencarnação, ao sopro das vidas sucessivas.

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Correio Novembro.dezembro.2014

Página 37 min

CORREIO NOVEMBRO.DEZEMBRO.2014 Reconsidere a postura Sr . Diretor da revista “MAGNIFICAT”: “…Hás-de tu ter maus olhos porque os meus são bons?” (Mt 20:15) Como pessoa de bem junto a outra pessoa de bem, peço-lhe reconsidere a postura editorial obstinada em deturpar e denegrir o Espiritismo. Legendar como “truque de espiritismo” a gravura duma ectoplasmia, além de truque de catolicismo tendencioso, menor, engana os leitores e desserve o Catolicismo.

Esbanjar erudição a “provar” que os espíritos não comunicam com o mundo material, hoje mais do que nunca é tapar o sol com uma peneira. Idem, impugnar outro fenómeno da natureza: a reencarnação, de há muito sustentada individualmente por tantos cientistas; e pelo menos por dois (Ian Stevenson, não espírita, e Décio Iândoli), explanada como lei biológica. Faz mais de século e meio, “O Livro dos Espíritos” apresentou- a não como crença ou artigo de fé, mas como lei da natureza.

Se o “academicamente correto” e o “religiosamente correto” ainda lá não chegaram… problema das respectivas ortodoxias reinantes. Contrariamente a lérias quase sempre mercantis tomadas por Espiritismo, este age em teoria e prática inteiramente ao serviço do Bem, respeitável e desinteressadamente. Não se conota minimamente com ilusionismo; ainda menos com dolo e fraude, que, por sua natureza, lhe compete identificar e desmascarar .

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FEP Périplo de Divaldo Pereira Franco em Portugal Sob a égide da Feder

Página 42 min

FEP Périplo de Divaldo Pereira Franco em Portugal Sob a égide da Federação Espírita Portuguesa (FEP), Divaldo Pereira Franco faz um roteiro de palestras e seminários entre 22 de outubro e 1 de novembro em Portugal. O ciclo de conferências inicia em 22 de outubro às 21h00 no auditório da FEP. No dia seguinte estará em Coimbra, seguindo depois por cidades e localidades como Viseu, Funchal (Madeira), S. João de Ver, Braga, Águeda, Santarém, Terceira (Açores) e Leiria.

Na in ternethttp://pt.wikipedia. org/wiki/Divaldo_Pereira_Francolê-se que “Divaldo Pereira Franco, mais conhecido como Divaldo Franco ou simplesmente Divaldo (Feira de Santana, 5 de maio de 1927) é um professor, médium, filantropo e orador espírita brasileiro. Divaldo é um verdadeiro “apóstolo do Espiritismo”, com mais de 50 anos devotados à mediunidade e mais de 60 como um importante orador espírita. Dos seus 87 anos, 67 foram devotados à causa espírita e às crianças excluídas, das periferias de Salvador, na Bahia (Brasil).

Para este último fim fundou, em 15 de agosto de 1952, junto com Nilson de Souza Pereira, a instituição de caridade Mansão do Caminho, que ajuda diariamente cerca de 6 mil pessoas e abriga mais de 3 mil, centenas delas registadas como filhos do médium. Ain da que tenha psicografado mais de 150 livros e realize um grande trabalho filantrópico, é como conferencista e missionário do Espiritismo no exterior que ele é mais conhecido.

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Breves

Página 55 min

Viseu – Interferências Espirituais No dia 31 de agosto, domingo, entre as 9h00 e as 12h30, teve lugar um workshop subordinado ao tema INTERFERÊNCIAS ESPIRITUAIS NO CENTRO ESPÍRITA, em Viseu. Esta iniciativa foi levada a cabo por José Lucas e Manuela Simões, membros do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha. Estiveram presentes 30 trabalhadores de três centros espíritas de Viseu e do centro espírita de Tondela.

O encontro destinou-se exclusivamente a colaboradores das associações. O evento decorreu em ambiente agradável, com interação por parte dos participantes, tendo ficado a promessa de futuros eventos similares. Com entrada livre e gratuita, o evento teve lugar na Associação Espírita “O Conforto” - Adolfo Bezerra de Meneses, na Rua do Gestal lote B Rio de Loba 3505 - 498 Viseu, e-mail a.espiritaoconforto@gmail.com. Alcobaça: dois anos de trabalho No passado dia 20 de Setembro, com início às 16h00, a Associação de Cultura Espírita de Alcobaça comemorou o seu 2.

º aniversário. Para esse efeito foi destacado o tema O ESPIRITISMO NA NOSSA VIDA – RETROSPETIVA num sistema de perguntas e respostas. Com entradas são livres e gratuitas, “teve como convidados Jorge Gomes e Xavier de Almeida, duas figuras emblemáticas na doutrina espírita em Portugal, deixando-nos os seus pontos de vista e partilhando experiências de duas gerações diferentes no meio espírita”. João Xavier de Almeida, com a sala cheia de pessoas atentas, referiu episódios do movimento espírita português anteriores ao 25 de abril e deu nota de como se começou a interessar pelo espiritismo.

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Breves (pág. 6)

Página 62 min

Dia 4 de outubro, pelas 18h00, Leonor Leal, da Associação Cultural Espírita de Alcobaça, palestrou sobre “Autoconhecimento e reforma íntima” no Centro Espírita Boa Vontade, em Portimão (cebv. blogspot.com). No dia seguinte, domingo, José Lucas, do Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha, ministrou um workshop subordinado ao tema “O Centro Espírita no século XXI: eu e o centro espírita; eu e o espiritismo”, que decorreu entre as 9h00 e as 16h30.

Este workshop teve por destinatários exclusivamente pessoas que colaboram nos centros espíritas. Portimão: palestra e workshop foto arquivo A Associação Cultural Espírita Fernando de Lacerdaassociação sem fins lucrativostem palestras públicas às 5-feiras às 21h30 na Rua da Ferraria, 615 - Rio Tinto, GondomarPortugal. Dia 4, Valdemar palestrou sobre O CRISTO CONSOLADOR. Dia 11, Joaquim Lopes falou sobre FRATERNIDADE. Dia 18, A LEI DE CAUSA E EFEITOEQUAÇÃO PERFEITA foi a dissertação de Margarida Martins.

Dia 25, Jorge Gomes expôs o tema «Perdoar não 7 mas 70 x 7 vezes...». As palestras têm a duração de cerca de meia hora seguindo-se a aplicação de passe magnético a quem desejar. Rio Tinto palestras NOVEMBRO.DEZEMBRO.2014 Nos passados dias 13 e 14 de Setembro, a União Espírita da Região do Porto levou a cabo nas instalações da Escola Básica de Matosinhos a sétima edição anual das suas Jornadas de Cultura Espírita. O tema central foi o terceiro livro da codificação, O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, publicado em Paris há cento e cinquenta anos; 2014 é o ano do seu sesquicentenário.

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Consultório

Página 75 min

Filhos que mentem? foto loucomotiv Psiquiatra que nos seus tempos livres estuda, desde jovem, a doutrina espírita, Gláucia Lima dá continuidade a esta secção do jornal: responde a um par de perguntas entretanto surgidas. NOVEMBRO.DEZEMBRO.2014 no centro espírita tem uma importância fundamental na PREVENÇÃO destas condições. Não que isto seja qualquer garantia, mas sabemos que a criança evangelizada será uma criança que guardará na sua personalidade os sedimentos dos valores ético-morais na sua vida de relação, contribuindo para o seu equilíbrio e desenvolvimento mais equilibrado.

Dificuldades reais e outras imagináriasComo ajudar as pessoas que buscam o centro espírita, com dificuldades reais e outras imaginárias, e não sabem se têm ou não um problema de ordem psiquiátrica? E como o Espiritismo poderá ajudar estas pessoas? Gláucia Lima – Habitualmente as pessoas que vão ao centro espírita com sofrimento de alguma ordem procuram o atendimento fraterno (acolhimento feito por trabalhadores do centro espírita com o suficiente conhecimento doutrinário e capacidade empática com o intuito de oferecer orientação ao utente).

Nas idades referidas, e até a personalidade da criança estar formada, teoricamente aos 18 anos, não podemos falar em “transtorno de personalidade” Ocorre que por ideias preconcebidas asTenho uma filha de 15 anos e um filho de 12. A primeira mente, o que penso ser normal. O segundo mente muito! Como distinguir o que é normal e o que pode ser já um transtorno de personalidade? O que posso fazer para lidar melhor com a situação e detetar se os pais têm culpa?

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Reportagem

Página 83 min

Umcaminhonomovimento espírita em Angola “Eu vou trabalhar em Angola com Cristo Jesus no coração. A paz é minha bandeira, o amor é minha meta. Eu vou trabalhar no planeta com Cristo Jesus no coração. Eu vou trabalhar no universo com Cristo Jesus no coração. Eu vou trabalhar na SEAKA (Sociedade Espírita Allan Kardec de Angola) com Cristo Jesus no coração. A paz é minha bandeira, o amor é minha meta”. Outrora um grande pólo industrial, a localidade onde a Casa do Caminho está hoje apresenta bem os efeitos dos 30 anos de guerra que fustigaram Angola.

A vila foi um dos destinos que mais acolheram populações deslocadas provenientes de várias províncias do país. Hoje acolhe 2 milhões de habitantes. Como tudo começou Amélia Cazalma, natural de Benguela e com 54 anos, e Trajanno Nankova são o casal que começou a SEAKA e a Casa do Caminho. Conheceram o Espiritismo em 1996. “Tudo começou com um projeto de 3000 livros que eu, o Trajanno e outros escritores angolanos, apresentámos ao Governo com o objetivo de que as verbas revertessem a favor da terceira idade”, conta Amélia Cazalma, presidente da SEAKA, membro do Conselho Espírita Internacional e coordenadora executiva no Ministério de Hotelaria e Turismo.

“Nessa altura já fazíamos várias preces, ainda sem conhecer «O Evangelho Segundo o Espiritismo». Cerca de um mês depois da apresentação desse projeto, um membro do Governo telefonou-nos dizendo que tinha uns livros de uma doutrina espírita e que gostava que nós os lêssemos. Eram as obras de codificação de Kardec, incluindo as «Obras Póstumas». Li os 6 livros numa semana e só pensava ‘meu Deus, afinal o que eu penso está escrito’”, acrescenta.

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Reportagem (pág. 9)

Página 94 min

já existe uma série de infraestruturas e construções com equipamentos prontos a serem utilizados. A Casa É Jacinto, um dos trabalhadores da Casa, quem nos faz a visita guiada à propriedade, inaugurada a 4 de agosto de 2008 por João Baptista Kassumuwa, ministro de reinserção e assistência social do Governo de José Eduardo dos Santos. Amélia é cautelosa ao falar deste apadrinhamento governamental à Casa do Caminho.

“Todos temos de ‘pagar os nossos pecados’”, comenta apenas. O projeto tem como prinicipal financiador uma instituição do Brasil, mas conta com apoios de empresas petrolíferas, ou outras como a Sonangol e o Porto de Luanda. Curiosamente, Amélia considera que os seus colegas no Ministério aceitam bem a doutrina espírita. “Tudo depende da forma como é transmitida. Rejeitamos totalmente a ideia de que o espiritismo é uma religião e enfatizamos as suas vertentes de ciência e filosofia com consequências morais”, defende.

Acompanha-nos também Vixía, uma das meninas que ali vive e que se abraçaanós com grande entusiasmo. Na zona residencial é onde todos dormem e vivem (incluindo Amélia e Trajanno que passam ali os seus finais de semana, sendo que Trajanno trabalha a tempo inteiro na Casa do Caminho). Nessa zona, a organização das pessoas é a de uma família real “com o objetivo pedagógico de trabalhar os laços familiares nestas pessoas desprovidas de uma”.

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Atualidade

Página 101 min

Parece contar talvez 30 anos de idade e o olhar revela preocupação. Chama-se Isabel e vem pela primeira vez a esta associação espírita. Numa conversa privada, alega ter esperança de por fim encontrar quem a ajude. Diz ver entidades espirituais quando menos espera e isso desagrada-lhe. Algumas são inoportunas e chegam a perturbar. A pergunta chegou: como me posso ver livre disto? Primeiro, há de entender que não é como carregar num botão.

Também não é como ir ao supermercado, ver e trazer na hora. Por outro lado, não é também doença. Assim, não é caso para andar à procura de uma cura, mas faz todo o sentido amparar, prestar informações que ajudem a educar essa forma de sensibilidade. Quer esta indagação quer outras afins surgem sempre que a mediunidade aflora em alguém e provoca dúvidas, leva a varejar soluções, acarreta alguma frustração e uma data de outros itens...

mas, afinal de contas, quem procura encontra. Por exemplo, se tem por hábito beber vinho às refeições, não exagere por muito que lhe apeteça. Anotamos algumas perguntas relacionadas que escutámos numa associação espírita, em bruto, tal como surgiram. Procuraremos dar uma resposta possível, sendo certo que estes assuntos devem ser revistos e reanalisados ao longo do tempo. Afinal, o que é a mediunidade? A palavra deriva do latim “medium” que Allan Kardec passou a utilizar em meados do século XIX para definir uma modalidade da sensibilidade humana que serve de interface entre o plano material e o plano espiritual.

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Atualidade (pág. 11)

Página 117 min

de transmissão de mensagens, de perceções, entre ambos os planos de vida. Por vezes as pessoas usam a palavra dom para a definir. Não é bem assim. O termo dom está ligado a dádiva, talento. Mediunidade não é isso. É uma ferramenta que carece de educação, equilíbrio e bom uso, sem qualquer tipo de remuneração. Não é uma prenda. Melhor palavra para a caracterizar é, sem dúvida, faculdade, que até pode ser temporária… A tipologia mediúnica é variada.

Há os médiuns que veem e/ou ouvem entidades espirituais. Designa-se por vidência e audiência mediúnica. Outros entram em transe e tornam - -se veículos de manifestação de Espíritos desencarnados, que falam através deles, a psicofonia. Outros recebem textos ditados pelos Espíritos, fala-se aqui de psicografia. E há outros formatos desta sensibilidade. A lista dos vários tipos de mediunidade e outras informações mais vastas encontra-as numa obra colossal, «O Livro dos Médiuns» de Allan Kardec.

Quando a faculdade é notória, fala - -se de médiuns ostensivos. Nestes a faculdade mediúnica é evidente. Mas no fundo, de alguma maneira, até nos momentos mais vulgares, quando por exemplo um Espírito amigo nos dá uma sugestão útil e nós a ouvimos misturada com pensamentos nossos, até neste caso há fenómeno mediúnico, porém, subtil. Já agora, a haver fenómeno mediúnico tem de haver algum tipo de sintonia: sintonia é o quê?

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Internacional

Página 123 min

Numa organização primorosa da Comunidade Espírita Irmã Lúcia (CEIL) – www. ceil.com.br – www.facebook.com/ceiluciadecorreu na cidade de Blumenau (SC), no Brasil, o II FOREBLU, no Teatro Carlos Gomes, evento que teve o apoio da Comunidade Espírita Amor em Movimento (CEAM) localizado em S. João Baptista. Nando Cordel, espírita, músico brasileiro, considerado o melhor compositor do ano no Brasil, teve o ensejo de cantar e encantar as cerca de 400 pessoas presentes no nobre auditório do Teatro Carlos Gomes, deixando no ar, com as suas belas melodias, um misto de espiritualidade e alegria que, seria o prenúncio do que haveria de vir.

Posteriormente, José Lucas, de Portugal (que teve o ensejo de efetuar outras 3 palestras, 2 entrevistas para a Rádio Boa Nova e uma para a TV Visão Espírita) abriu o evento com o tema “Provas científicas da fluidoterapia”, terminando o dia com música de Nando Cordel. No Sábado, dia 13 de setembro, todos procuravam a grande, boa e variada livraria que a organização montou, com livros, CD, DVD e outros materiais de índole espírita que, foram posteriormente autografados pelos autores.

O médium José Araújo (Blumenau, Brasil) abriu o evento, nesse dia com o tema “Noosfera”, título do seu livro lançado uns dias antes e vendido em 1.ª mão neste evento. Zé Araújo falou da energia de cada um de nós, das dissemelhanças, suas implicações no nosso dia-a-dia e na nossa saúde, fazendo ali exemplos práticos desta nova ciência empírica como denomina a temática exposta. Ney Prieto Peres eomúsico Nando Cordel fizeram primoroso duo abordando (um falando o outro cantando) “O Homem Analfabeto Emocional”, deixando preciosos ensinamentos, bem como muita alegria e bem-estar no público.

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Crónica

Página 134 min

As pessoas são unânimes: “o mundo está louco”, dizem, “está tudo doido”, “guerras e mais guerras, mortes, violência brutal, escândalos, roubos, mentira, falsidade”. Aparentemente, não existe esperança no horizonte, não há volta a dar. O medo espalha-se, qual vírus contagioso. Os direitos humanos foram pela sarjeta abaixo. Os princípios ético-morais foram substituídos pelo materialismo caduco e feroz que transformou o ser humano numa máquina de produção.

As doenças psicológicas campeiam, os casamentos destroem-se, os suicídios aumentam. Busca-se a causa de tanta desgraça nos modelos macroeconómicos, nas políticas de direita ou de esquerda, no FMI, no BCE, no grupo de Bilderberg. Procuram-se os “culpados” algures, fora de nós… No entanto, nós fazemos parte da sociedade terrestre, do mundo louco que criticamos e, contribuímos para que ele esteja como está, com os nossos pensamentos, sentimentos e atitudes.

Entretanto, veio a Física quântica e deu um golpe mortal no… materialismo. Tudo é energia, não existe matéria, mas sim energia em diversos estados, alguns deles o que denominamos de “matéria”. Os Espíritos já tinham informado isso há 157 anos («O Livro dos Espíritos») quando Allan Kardec compilou o Espiritismo (Doutrina Espírita ou Doutrina dos Espíritos), isto é, os ensinamentos dados pelos Espíritos, através de inúmeros médiuns, num trabalho exaustivo e científico, usando o método indutivo, o método experimental.

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Opinião

Página 144 min

De acordo com as palavras de Emmanuel, o Espiritismo deve orientar-se pelo reviver do Cristianismo. Mas para esse propósito importará perceber como se organizaram os primeiros cristãos? Será que tais organizações podem servir de referência às atuais associações espíritas? Por intermédio da mediunidade de Chico Xavier sabemos ter sido em Cafarnaum que se juntou a primeira comunidade de cristãos, contando no imediato com forte adesão popular.

Refere Emmanuel que eram muitos os “apóstolos abnegados de sua doutrina de renúncia, de sacrifício e de redenção.” Nesta fase inicial, as tarefas eram sobretudo de dois tipos: a pregação pública nas sinagogas e a cura de enfermos nos espaços privados. (H2000A; 175) Contudo, rapidamente o grupo se terá deslocado para a saída da cidade de Jerusalém, no caminho para a cidade portuária de Jope. Precisamente por se fixarem junto ao trilho, ficariam conhecidos pelos “homens do Caminho”, que Emmanuel esclarece ser a primitiva designação do Cristianismo (PeE; 35).

As características arquitectónicas do espaço, sob responsabilidade de Simão, são sumariamente descritas como um “… casarão de grandes proporções, aliás paupérrimo em sua feição exterior” (PeE; 36). Instalações paupérrimas a abrigar trabalhadores que se repartiam nas tarefas de apresentação pública dos princípios cristãos e amparo privado a enfermos; eis os primeiros pilares. A pioneira Casa do Caminho estava criada e rapidamente cresceria e se especializaria.

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Crónica (pág. 15)

Página 153 min

Ao ocupar-se das causas dos fenómenos, estruturou a Ciência Espírita, que buscava desvelar a causa oculta ou invisível, e a partir desta constituiu-se a Filosofia Espírita. Desta forma, «O Livro dos Espíritos» é uma obra filosófica que parte das causas primeiras, à semelhança de Descartes, que descreveu as três substâncias a partir das causas primeiras. Tal raciocínio lógico revela - -se na Codificação como sui generis , na medida em que a exigência dos fatos constituiu toda uma teoria.

Os homens da sua época exigiram de Kardec que a sua palavra fosse clara e concisa, daí a simplicidade da obra. Não se revela como codificador, mas como coadjuvante de uma obra que escreveria por si mesmo e de que faria parte no futuro. A sua obra é fortuita e engrandecida pelos Espíritos que vieram à Terra, e foi denominado como filósofo druida a sua época. Estudioso e metódico revelou grande sabedoria ao escrever a teoria dos Espíritos, formulando axiomas e corolários que lhe eram revelados pela pátria espiritual.

Dedicou-se assim à filosofia espírita, na sua época bastante debatida, dada a controvérsia de espíritos partidários de axiomas científicos que ficariam inalterados. Henri Sausse, em 31 de março de 1896, por ocasião do 27.° aniversário do decesso de Allan Kardec, traz o seguinte perfil do sábio educador: “Pensador arrojado e metódico, esse filósofo sábio, clarividente e profundo, trabalhador obstinado cujo labor sacudiu o edifício religioso do Velho Mundo, e preparou os fundamentos que serviriam e base à evolução e à renovação de nossa sociedade caduca, impelindo-a para um ideal mais são, mais elevado, para um adiantamento intelectual e moral seguros.

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Não temos tempo!

Página 168 min

O estranho é que mesmo vivendo a uma maior velocidade o tempo parece cada vez mais escasso. A vida moderna parece mover-se ao mesmo ritmo vertiginoso do comboio Alfa- Pendular que me traz de volta do Oriente até casa. Com o nariz colado ao vidro da janela, os minutos, a paisagem e as cores esfumam-se num instante tão breve que nem sei se instante lhe podemos chamar. Indiferente, o comboio segue a uma velocidade estonteante como alguém que persegue em desespero um objetivo insaciável que lhe escapa por entre os dedos.

Dos lugares por onde passa guarda apenas uma impressão fugaz, um turbilhão de cores e formas que se misturam, uma tontura que se repete sem descanso até se tornar finalmente suportável. De fogacho em fogacho, ao sabor da pressa e da brevidade, eis que chega ao seu destino cumprindo o objetivo trivial de regressar a casa. Será suficiente? Há quem acredite que é urgente acompanhar este ritmo, deixando-nos conduzir pela maré.

Deve ter sido a pensar nisso que nos EUA, uma agência funerária criou um serviço para velórios em que as pessoas podem prestar homenagem aos mortos sem saírem do conforto do seu carro. O visitante dispõe de três minutos para assinar o livro de visitas, fazer as suas orações, dizer adeus e dar a vez ao carro seguinte. É desta forma que a morte passa a ter oficialmente um serviço mcdrive e, ao que parece, a ideia está a fazer moda espalhando-se por outras agências ávidas de novidades.

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Vídeo

Página 171 min

Para Além do Horizonte NOVEMBRO.DEZEMBRO.2014 IMPRESSÃO DIGITAL

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direitos reservados Filipa Ribeiro conta 33 anos, é jornalista e soció

Página 185 min

WWW foto direitos reservados Filipa Ribeiro conta 33 anos, é jornalista e socióloga e vive em Matosinhos. – Como conheceu o Espiritismo? Filipa Ribeiro – De forma gradual. Primeiro, através de um amigo espírita, em 2004. Por curiosidade, fui ouvindo e questionando. Amiúde, fui a alguns centros espíritas. Mais tarde, comecei o curso básico de espiritismo, primeiro on-line através da ADEP e, depois, no Centro de Cultura Espírita das Caldas da Rainha e no Centro Espírita Caridade por Amor, com o Jorge Gomes e Lígia Pinto.

Não é demais ressaltar a importância destas duas pessoas no meu percurso dentro da doutrina que, em Portugal, lhes ‘deve’ muito. – Frequenta algum centro espírita? Filipa Ribeiro – Frequento mais do que um por razões várias. Atualmente e com mais frequência, Centro Espírita Caridade por Amor, no Porto, e Centro Espírita do Infante, em Vila Nova de Gaia. – Qual a sua opinião acerca do «Jornal de Espiritismo»? Filipa Ribeiro – A primeira coisa que ressalta é que é feito com entrega, dedicação e reflexão.

A segunda é o seu alcance e impacto pela boa distribuição em numerosos centros espíritas. A terceira é que os conteúdos, quer de Espiritismo quer de reflexões sobre o Evangelho, são apresentados de forma acessível e não meramente expositiva. Em suma, é um privilégio ter essa publicação em Portugal, com a regularidade e rigor que apresenta, e que pode acompanhar as pessoas, incitando-as ao estudo ou dando-lhes conteúdos úteis e práticos para a sua vida.

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nada tem a ver com macumbas, bruxarias, mal de inveja, etc., mas ajuda

Página 193 min

O Espiritismo nada tem a ver com macumbas, bruxarias, mal de inveja, etc., mas ajuda e ensina como agir nos casos de perseguições espirituais de qualquer natureza? Todas as escolas tradicionais antigas ensinavam a reencarnação, ocorrendo o mesmo com a maior parte das religiões pré-cristãs? Os 5 princípios básicos do Espiritismo são: Existência de Deus / Imortalidade da alma / Comunicabilidade dos Espíritos / Pluralidade das existências (reencarnação) / Pluralidade dos mundos habitados?

Muitos médiuns, antes de reencarnarem, aceitaram a tarefa mediúnica como opção de resgate de vidas passadas e que, por isso, não se trata de pessoas diferentes, favorecidas ou desfavorecidas pela vida? Um dia, lá em casa na cozinha, a mãe comentou que os rebuçados que estavam no pote de vidro tinham desaparecido. Na realidade, ela disse aquilo sem qualquer preocupação, mas eu achei que aquela era uma situação para levar muito a sério e, por isso, disse imediatamente: - Foram roubados, só pode ser!

A mãe e os meus irmãos olharam admirados para mim. Julgo que ninguém estava à espera da minha atitude. - Tens a certeza? – perguntou-me a minha mãe. - Tenho a certeza! Foi o Paulinho. Paulinho era um dos meus irmãos mais novos. Era reguila e traquina. A mãe pegou-me pela mão com um sorriso e levou-me até ao quarto dela. Abriu uma gaveta do armário e tirou de dentro um boneco que eu nem conhecia. Embora muito antigo, o boneco era muito bonito.

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Última

Página 201 min

Assinatura anual (Portugal Continental) Assinatura anual (Outros países) Versão Online anual 7,00 15,00 5,00 WWW . ADEPORTUGAL . ORG NOVEMBRO.DEZEMBRO.2014

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