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Reportagem

Jornal de Espiritismo nº 68 · Outubro 2015Página 84 min

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Infânciaejuventude: formaçãoeeducaçãoespírita Ao nos movimentarmos nelas, esclare- cidos quanto às suas causas e efeitos, podemos aprender a escolher melhor, tornarmo-nos seres mais conscientes, responsáveis, autónomos. Enfim, mais fe- lizes, num caminho com Deus pautando as nossas escolhas pelo Evangelho de Jesus. A relevância deste conhecimento nas nossas vidas, as formas de nos auxiliar- mos aprendendo em conjunto e auxiliando assim os mais jovens foi o mote para mais um Encontro Nacional de Evangelizadores Infanto-juvenis, num evento que teve lugar no passado dia 2 de novembro, na sede da Federação Espírita Portuguesa, na cidade de Amadora, contando com a presença de mais de 70 participantes de diferentes regi- ões do país, incluindo a Ilha da Madeira.

Como já apanágio fomos calorosamente acolhidos. Dando início aos trabalhos, o presidente da FEP, Vítor Féria, relembrou a todos a importância deste trabalho na Casa Espírita demonstrando o apoio e disponibilidade da Federação, em todo este processo de Formação e Educação espírita, nomeadamente, com a criação do Grupo de Coordenação Nacional do Departamento Infanto-juvenil (GCNDIJ) e os materiais didáticos associados.

Com o tema “Familiares e Educandos na Casa Espírita”, Reinaldo Barros trouxe-nos uma importante reflexão sobre os diver- sos papéis do Centro Espírita, utilizando a analogia deste como um “farol de amor e luz”. Desta forma, atraindo a si e lançando em torno de si, a luz da esperança e do consolo, enquanto educador, socializa- dor, regenerador, moralizador, promotor de mudanças e difusor de ideias. Nestes diversos papéis, salientou a importância da Evangelização Infanto-juvenil, enquanto dinamizador na construção de almas e de futuros.

Além desta, reiterou a importância da participação da Família no compromis- so com a Doutrina Espírita, na responsa- bilização e transformação moral de cada indivíduo. Neste caminho, a importância do Evangelizador, que pelas suas apti- dões e conhecimentos, construídos com o tempo, a partilha e o estudo, reunindo meios pedagógicos e didáticos adequados e planeados, leva a luz do esclarecimento e do consolo, fomentando a interação e motivando o jovem.

Antero Ricardo fala-nos, então, da impor- tância da “Integração do Jovem nas Ativi- dades da Casa Espírita”, alertando para a consciencialização de que o processo de aprendizagem e de integração é de todos nós. “Quem é afinal o Jovem? – Todos nós”, referindo inúmeros jovens médiuns e espíritas, desde os primórdios da Doutrina Espírita. Numa análise em jeito de questionário, fomentando a auto-reflexão sobre o papel de cada um de nós, enquanto educadores e evangelizadores, dissertou sobre ques- tões como: “o que leva o Jovem à CE?

”, “o que tem a CE para oferecer?” e “o que leva o Jovem a deixar a CE?”. Deixou o apelo, convicto, da importância de canalizar estes jovens na construção do mundo de regeneração pela integração dos mesmos através do trabalho na CE, e ainda o papel dos mais velhos auxiliarem os mais novos, aprendendo e ensinando. Encerrando os trabalhos da manhã, fomos brindados com a presença de Divaldo Pereira Franco que abordou o tema sobre a Educação como base para a plenitude.

Di- valdo analisou a proposta da educação des- de Jan Comenius, passando por Pestalozzi, Maria Montessori, Piaget e pelo excelente trabalho do Projeto Jacques Dellors, por solicitação da UNESCO, na proposta em favor de novas diretrizes para a educação durante o 3.° Milénio. Também referiu-se ao labor de Edgar Morin, e os sete saberes, passando ao estudo do Evangelho, no qual, os jovens se fascinavam com o Mestre. Tomou como exemplo o convite de Jesus às criancinhas, a companhia de João, o Evangelista, depois referiu-se a Paulo e o seu devotamento a Timóteo, culminando com as médiuns muito jovens de Hydesville e da Codificação, oferecendo uma linda mensagem de entusiasmo aos evangeliza- dores espíritas.

Despediu-se de todos com agradecimen- tos comovidos e encerrou assim a sua jornada em Portugal. Depois do almoço, igualmente um tempo ameno de convívio, Ana Duarte, porta voz do novo GCNDIJ, apresentou o Programa de Evangelização Infanto-Juvenil Nacio- nal, alguns já disponíveis, outros ainda em construção, de acordo com os vários escalões etários. Estes programas estão disponíveis on-line, para download, no site da FEP, como todos os materiais didácticos já elaborados ser- vindo de guião aos trabalhadores do DIJ.

Com base no tema “Amar a Vida”, e agora numa atividade conjunta, os diversos evan- gelizadores, organizados em grupos, sob a orientação de Cristina Saraiva, trabalharam diversos textos com sugestões de estra- tégias e actividades. E assim integrando o jovem numa aprendizagem também lúdica, usando ferramentas como o teatro, a música, cinema, etc., tendo em conta que criatividade e a arte são sublimes como formas de aprendizagem e de expressão.

Para finalizar, e encerrando este domingo pleno de aprendizagens, de reencontros, de afetos e de estímulo para este trabalho tão exigente mas tão consolador, somos presenteados de forma alegre e conta- giante com a atuação do Coro e Orquestra Eletroacústica da FEP. Por Leonor Leal A doutrina espírita é motor de conhecimento, nomeadamente de autoconhecimento, em busca da conquista do “Eu” por mérito próprio, do conhecimento das leis divinas nas quais estamos imersos.

foto arquivo JANEIRO.FEVEREIRO.