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Notícias Julho.agosto.2015

Jornal de Espiritismo nº 71 · Junho 2015Página 63 min

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NOTÍCIAS JULHO.AGOSTO.2015 Divaldo Pereira Franco em Portugal Uma gripe portuguesa, que degenerou em pneumonia, levou-o a cumprir a muito custo apenas parte do périplo previsto, regressando no dia 28 de Abril ao Brasil, a fim de se tratar do problema de saúde. Nos seus quase 88 anos, nem uma gripe o impediu de efectuar parte do seu périplo, dando um exemplo notável de garra, determinação e entrega ao próximo. Logo no dia 22 de Abril, o espaço em Setúbal encheu para receber o Embaixador Mundial da Paz, título atribuído por uma notável instituição Suíça.

No dia 23 de Abril, em Santarém, proferiu uma conferência na Associação Cultural Espírita Santarém, às 21h00, para um público composto por mais de 400 pessoas, disposto em três grandes salas. Divaldo fez notável palestra sobre a mulher na sociedade, começando por fazer uma homenagem à D. Maria Luísa, pioneira do Espiritismo em Santarém, no tempo da ditadura de Salazar, em que o Espiritismo era perseguido e proibido, para depois contar a história de Maria de Magdala, prendendo o público com o seu verbo fluído e cativante, terminando com um convite à melhoria íntima de cada um, no processo inevitável de auto-iluminação.

Divaldo Franco contou ainda casos pitorescos, como quando foi palestrar pela primeira vez, na casa simples e humilde da D. Maria Luísa, para cerca de 28 pessoas, num espaço pequeno e abafado, às escondidas da polícia política do regime ditatorial e onde as pessoas para não baterem palmas e com elas alertarem os vizinhos, levantavam as mãos agitando-as levemente no ar, manifestando assim o seu agrado. No dia 24, Divaldo Franco rumou à Associação Espírita Leiria, e no seu compromisso com a doutrina espírita, o infatigável orador e médium brasileiro doa-se inteiramente ao seu próximo, apresentando as dúlcidas lições de Jesus, bem como o esclarecimento e o consolo que a doutrina codificada por Allan Kardec propicia aos que dela se aproximam e tomam-lhe os ensinamentos.

No final, o médium baiano foi aplaudido de pé. Em 25 de Abril, feriado, dia em que se comemora a liberdade em Portugal, relembrando o 25 de Abril de 1974, em que a ditadura foi destituída e estabelecida a democracia, Divaldo começou o dia deixando sementes de paz e de ânimo, em busca de um futuro melhor para a humanidade, ao presentear o Encontro Nacional de Jovens Espíritas (ENJE) com a sua presença, pelas 10h00 da manhã, onde falou aos jovens.

Na parte da tarde, o salão da Associação de Comerciantes de Lisboa (r/c e balcão superior), em pleno centro da capital portuguesa, encheu por completo para ouvir Divaldo Franco fazer brilhante e bem-humorada palestra, onde o amor foi sempre a tónica a atingir, hoje, em busca de um devir melhor. Divaldo referiu o genocídio dos cristãos arménios, aquando da I Guerra Mundial, por parte do império otomano, referindo um caso concreto de uma jovem muçulmana que, em contacto com o cristianismo, perdoou ao assassino dos seus pais e das suas duas irmãs.

Antes da palestra, o músico Paulo Fregedo cantou e dedilhou à viola lindíssima música de agradecimento a Divaldo Franco, intitulada “Obrigado Divaldo”, que acabou por ser cantada pelas centenas de pessoas presentes. Após dezenas ou centenas de autógrafos, de um belo momento musical e de brilhante palestra, o evento terminaria com demorada ovação por parte dos presentes, de pé, sentindo-se o enorme carinho, ternura e amor que esta personalidade desperta por onde passa.

No dia 26 de Abril, domingo, ainda efectuou um mini-seminário na sede da FEP, na Amadora, deixando sempre luzes de esperança nas mentes sedentas de paz e de harmonia. Obrigado Divaldo Franco e desejamos que quando saírem impressas estas frases já se encontre completamente restabelecido fisicamente. Cá o esperamos em outubro de 2016, para o 8.º Congresso Espírita Mundial. Divaldo Pereira Franco deslocou-se a Portugal na Primavera de 2015 a convite da Federação Espírita Portuguesa (FEP).

Antes de 1974 Antes do 25 de Abril de 1974, no período da ditadura, Divaldo Franco foi considerado “persona non grata” pela ditadura portuguesa, devido a uma psicografia recebida, ditada pelo espírito de monsenhor Alves da Cunha (inserida no livro “Sol de Esperança”), onde previa o banho de sangue que, se daria anos mais tarde, aquando da descolonização. Durante a ditadura, os bens da Federação Espírita Portuguesa foram confiscados pelo Estado e, entregues a uma instituição, “A Casa Pia” e, até hoje ainda não foram devolvidos.