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Notícias (pág. 9)

Jornal de Espiritismo nº 71 · Junho 2015Página 94 min

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Encontro Nacional de Jovens Espíritas «Foi deveras importante os nossos jovens irem a este evento», diz Raquel, do Centro de Cultura Espírita sediado em Caldas da Rainha que acompanhou os jovens desta associação sem fins lucrativos, «onde todas as atividades foram delineadas por jovens e para jovens, com dinâmicas espectaculares: de partilha, de interajuda, de conhecimento do outro e de criação de laços positivos de proximidade e de relação».

Este ano, duas monitoras com três jovens entre os 13 e os 15 anos partiram rumo à Costa da Caparica onde decorreu o evento: «O Inatel foi o espaço onde fomos recebidos e onde iria decorrer o encontro», no caso o 32.º, desta vez sob organização da União Espírita da Região de Lisboa. O primeiro dia contou com a «abertura de Divaldo Pereira Franco que, com a sua habitual eloquência, humor e humildade, através de uma lenda fê-los compreender o quão importante era ter a consciência que em tudo na vida pode haver duas saídas: ou se fica na tristeza remoendo o passado, inativo e sem outros horizontes, ou se vai pelo otimismo e, apesar de enfrentarmos as dificuldades, conseguimos ver as belezas que nos cercam e acabar por perceber que tudo acontece com um propósito».

Seguiu-se «a divisão dos participantes em grupos para desenvolvimento de atividade subordinada ao tema “A NOVA ERA”. Uns escolheram a arquitetura, outros a tecnologia, os deveres e a cidadania, o ambiente, a tecnologia, a arte. Teve lugar depois a exposição dos trabalhos», diz Raquel. Houve também o «ensaio de uma coreografia em que todos participaram, a apresentação dos trabalhos executados pelos diferentes grupos e depois cada grupo pôs dentro de uma caixa, que simbolizava a cápsula do tempo, uma carta em que falavam do que seria a Nova Era na perspetiva do seu trabalho.

A caixa foi fechada com uma corrente e um cadeado e ficará guardada na Federação Espírita Portuguesa, sendo só aberta daqui a 25 anos num outro ENJE». Dia 26 de abril de manhã, domingo, em grupos, «foram fazer o jogo ”A caça ao tesouro”. Era um género de “peddy-paper” em que levavam orientações para descobrirem onde tinham de ir e, em cada ponto, havia perguntas sobre o livro ”O Nosso Lar”, de Francisco Cândido Xavier/André Luiz, a que tinham de responder.

O jogo acabou com a descoberta do tesouro que era um espelho onde cada um se iria ver e refletir sobre as virtudes já adquiridas e como as aplicava, assim como sobre as imperfeições e tentar o seu melhoramento para a construção do Homem da Nova Era». Às vezes até pormenores fortuitos vem a calhar: «O facto das mesas das refeições terem vários lugares, e de nós sermos poucos, levou a que os restantes lugares fossem preenchidos por elementos de outros grupos, criando-se ali um belo momento de partilha, de alegria e de conhecimento.

Tudo se passou no melhor que há nos convívios, num ambiente de muita alegria, muita harmonia, muita reflexão, partilha, onde se respeitou a individualidade de cada um e cada um no todo. Nem os organizadores ganharam algum destaque, todos se misturaram nos grupos. Estes são já os jovens da Nova Era, o Homem Novo», diz Raquel. Em maio Ulisses lembrou: «Este ano os ENJE fazem 30 anos!». Fiz contas e tive de lhe dar razão.

Não me tinha apercebido. Já passaram pelos chamados ENJE várias gerações desde então. Ulisses era muito menino em 27 e 28 de julho de 1985, quando surgiu o primeiro ENJE, chamado na altura de Minicongresso de Jovens Espíritas, sob organização da Juventude Espírita Meimei (JEM), nos arredores da cidade do Porto, concretamente no auditório da Associação Recreativa Os Restauradores de Brás-Oleiro, em Águas Santas, Maia.

A ideia tinha surgido quando do lançamento do segundo disco (vinil) de canções espíritas da JEM ocorrido no Núcleo Espírita Cristão (Porto) onde se juntaram mutios jovens de várias associações espíritas, com destaque para o grupo de Viseu, liderado por Arnaldo Costeira. Para este minicongresso deslocaram-se participantes sobretudo de Lagos, Olhão, Faro, Viseu, Leiria e Lisboa. De algumas destas cidades vieram adultos como observadores, pois apenas os jovens tinham direito a apresentar tema e a debatê-lo.

Os temas apresentados após a abertura do minicongresso foram «A juventude ontem e hoje», por Manuel Vargas Freire de Olhão, «Reencarnação» por Tita de Viseu, «O jovem no seio espírita», por Luís, Juventude Espírita Meimei, «Deus», por Paula da Associação Espírita de Lagos, novamente «Reencarnação» por Maria João e Virgínia da Póvoa de Varzim, e por fim «Espiritismo: o que é?», da Juventude Espírita Meimei, anfitriã do evento.

Os objetivos do evento foram essencialmente estudar o Espiritismo e promover a comunicação entre os jovens: «Isto conseguiu-se parcialmente. Porém, de todo, só se atingirá com a realização de outros encontros, como o 2.º minicongresso, a ser concretizado em fevereiro de 1986 no Algarve», disse em 1985 fonte da comissão organizadora no boletim informativo da JEM. Sem tardar, por sugestão de Manuel dos Santos Rosa, de Lisboa, e então membro do Conselho Diretivo da Federação Espírita Portuguesa, para não criar conflito com o regulamento federativo, pois apenas a FEP poderia organizar congressos, seria melhor alterar o nome de minicongresso para encontro nacional de jovens espíritas.

Dito e feito. Nessa altura a organização era rotativa. Anos mais tarde foi absorvida pelo Departamento Infanto-Juvenil da FEP. No fim-de-semana de 25 e 26 de abril decorreu o encontro nacional de jovens espíritas do corrente ano, desta vez na região de Lisboa foto arquivo JULHO.AGOSTO.2015 Encontros Nacionais de Jovens Espíritas: aí vão 30!