direitos reservados Luísa Goucha, de Lisboa, conta 48 anos e é funcion
Jornal de Espiritismo nº 72 · Maio 2015Página 184 min
foto direitos reservados Luísa Goucha, de Lisboa, conta 48 anos e é funcionária pública. – Como conheceu o espiritismo? Luísa GouchaConheci o espiritismo no início da adolescência, através de uma tia que me explicou os princípios básicos da doutrina, nomeadamente a importância de ser cristã. Falou-me da imortalidade do Espírito, das sucessivas reencarnações que o mesmo tinha de ter para o seu bem e a respetiva evolução espiritual.
Recebi estas informações e compreendi-as de imediato, foi como um avivar a minha memória, pois tudo se tornou claro, com lógica raciocinada e perfeitamente normal. – Frequenta algum centro espírita? Luísa GouchaFrequento atualmente de forma não assídua o Centro Espírita Amor e Caridade, em Lisboa. – Qual a sua opinião acerca do «Jornal de Espiritismo»? Luísa GouchaExcelente veículo de divulgação da doutrina espírita, pois aborda a mesma através de conteúdos e temas muito diversificados, com uma linguagem acessível a todos.
A participação da psiquiatra e espírita Dra. Gláucia Lima parece-me uma grande mais- valia para o jornal, sobretudo porque estamos a atravessar um período muito conturbado e de grande mudança. Consequentemente a patologia mais em evidência é a depressão e/ou doenças do foro psiquiátrico. A médica referida junta várias valências do Entrevista a frequentadores Entrevista a dirigentes José Augusto Silva tem 53 anos e é sócio-gerente de uma empresa de importação e comércio de flores artificiais.
É um dos dirigentes da Escola de Beneficência e Caridade Espírita, de S. João de Ver, próximo de Santa Maria da Feira. foto direitos reservados – Como conheceu o espiritismo? José AugustoCurioso que eu desde miúdo, sempre tive muito medo de tudo o que se relacionava com coisas de espíritos. Já com os meus 19 anos, aconteceu que, na minha terra, um jovem com sensibilidades mediúnicas completamente desequilibrado incorporava algumas entidades espirituais e aquilo passou a ser um circo, um centro de atenções por parte dos meus conterrâneos.
Eu, para ir namorar a que é hoje minha esposa, teria de passar em frente à casa desse jovem. O meu receio era tal que eu fazia um desvio de mais de 2 km só para não passar à referida residência. Ironia do destino, quando contei este fenómeno à minha namorada, no curso da conversa viu-se obrigada a confessar-me que ela e toda a sua família eram espíritas. Claro que isso não me demoveu de continuar a namorar com ela e mais tarde casar.
Como é óbvio o contacto com o espiritismo fez-se evidente, mas o interesse pela doutrina só se fez ao fim de uns oito anos. Comecei a frequentar o centro espírita, acedendo ao convite do meu sogro. conhecimento médico e doutrinário e as suas respostas às várias questões que lhe são dirigidas são do meu ponto de vista de grande importância, pois com certeza são úteis a muitos leitores que não têm coragem de se manifestar.
– Do que já conhece do espiritismo, ele mudou alguma coisa na sua vida? Luísa Goucha – O conhecimento da doutrina espírita não faz mudar a nossa vida de um momento para o outro. No meu caso a mudança deu-se de forma gradual com base na Codificação Espírita e nomeadamente na lindíssima obra da mesma codificação que é «O Evangelho Segundo o Espiritismo». Nesta obra estão contidos os ensinamentos de Jesus de Nazaré e é sem dúvida através deles que procuro interiorizar e tentar pôr em prática a cada dia.
Cada dia para mim é um dia novo, uma página em branco onde será registado o meu dia, e a minha vontade, a minha persistência em exigir de mim ser um ser melhor. O conhecimento do espiritismo deu-me uma maior responsabilidade para comigo própria e para com os outros. Aprendi a ser mais paciente, mais tolerante, mais vigilante. No meu dia a dia tento nunca me esquecer e pôr em prática a máxima de Jesus, “Faz aos outros o que gostaras que te fizessem”.
Essa é a minha lei, que me ajuda muito a continuar o meu aprendizado. – O espiritismo modificou a sua vida? José AugustoQuero dizer que entrei no espiritismo para conhecer a filosofia e não por qualquer necessidade do foro físico ou espiritual. Tudo o que fui aprendendo foi gerando uma série de revoluções no meu íntimo, que alterou profundamente o meu comportamento, tomando conhecimento de todo um mundo para além deste mundo físico, o que me deu um grande alívio para encarar o fim desta vida.
Mostrou-me um conceito de Deus totalmente diferente daquele que eu assimilava. Isso fez de mim uma pessoa mais pacífica, tolerante, paciente e dedicada à doutrina que abracei com o coração. – Que livro espírita anda a ler neste momento? José AugustoComecei a reler a coleção de André Luiz. Neste momento estou a ler “Entre a Terra eoCéu”. No entanto, mantenho em paralelo a leitura dos livros da codificação. SETEMBRO.OUTUBRO.
2015 SABIA QUE ? O país com maior número de Centros Espíritas no continente europeu é Portugal? AMÉLIA REIS 01 02 03 04 05 Nunca estou contente INFANTIL DIVULGUE OS ACONTECIMENTOS DA SUA ASSOCIAÇÃO Envie as suas notícias para adep@adeportugal.org e, para além de ser enviada por e-mail, será inserida na Agenda do movimento espírita português, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos espíritas nacionais.
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