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Literatura / Vídeo

Jornal de Espiritismo nº 72 · Maio 2015Página 172 min

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LITERATURA / VÍDEO As Três Revelações Joelma 23º Andar SETEMBRO.OUTUBRO.2015 No dia 1 de Fevereiro de 1974 uma tragédia abateu-se sobre a cidade de São Paulo. Um curto-circuito num ar condicionado foi o rastilho que provocou um dos maiores incêndios da história da capital Paulista, no Edifício Joelma, um prédio de escritórios de 26 andares na avenida Nove de Julho, mesmo no coração da cidade. Em poucos minutos, as chamas espalharam-se pelas salas e escritórios encurralando centenas de pessoas no seu interior.

Não dispondo de mecanismos de prevenção de incêndio, o fogo alastrou-se de forma muito rápida bloqueando elevadores e escadas, impedindo a fuga de quem se encontrava nos pisos superiores. Como os bombeiros não dispunham dos meios necessários para resgatar aqueles que se encontravam nesses pisos, muitos tentaram atingir o topo do edifício com esperança de serem socorridos por meios aéreos. Como o Joelma não dispunha de heliporto ficaram à mercê do fumo intoxicante.

Foram horas dramáticas acompanhadas por milhares de pessoas na calçada e também pela televisão, impotentes diante do desespero daqueles que enfrentavam as chamas. Mais de 180 pessoas desencarnaram no edifício Joelma nesse dia, havendo ainda cerca de 300 feridos. A tragédia do Joelma transformou a forma como se passou a olhar para a segurança dos edifícios em São Paulo: Uma semana após o acidente, foi regulamentada a obrigatoriedade dos detetores de fumo e chuveiros automáticos nos edifícios, a existência de escadas de incêndio e obrigou à criação de sistemas de escoamento e saídas de emergência.

Uns anos mais tarde, Chico Xavier publicou o livro “Somos Seis”, em que compilou vários relatos de jovens recém-falecidos. Um desses relatos é o de Volquimar, uma das vítimas do incêndio do Joelma e que descreve com emoção e detalhe os momentos de aflição no interior do edifício, os momentos que se seguiram à sua desencarnaçãoea forma como foi recebida na espiritualidade. O filme “Joelma 23º Andar” é baseado no relato mediúnico de Volquimar, jovem sensitiva que tem sonhos premonitórios e que vai trabalhar para o Joelma enquanto prepara o ingresso na Universidade de São Paulo na área de letras.

Adaptado para o cinema por Dulce Santucci e realizado por Clery Cunha em 1980, “Joelma 23º Andar” é considerado o primeiro filme Espírita. Esta produção obteve uma grande repercussão na época de seu lançamento e conta com a conhecida Beth Goulart como protagonista e tem uma participação especial do próprio Chico Xavier. Para além de fazer a adaptação para o cinema da peculiar história de Volquimar, embora a personagem no filme se chame Lucimar, este filme é um documento vivo sobre o incêndio no Joelma e também sobre o Espiritismo.

Combina imagens trabalhadas com imagens inéditas da tragédia de dia 1 de Fevereiro de 1974, filmadas pelo produtor Souza Lima que, por se encontrar nas proximidades, chegara ao local do acidente mais de meia hora antes das restantes equipas de filmagens. O médium Chico Xavier tem também uma participação de realce no filme, acedendo a colaborar com a condição de que isso não provocasse interrupções nas suas actividades habituais.

As imagens captadas do médium em Uberaba mostram momentos reais em que se reunia a centenas de pessoas à sombra do abacateiro e os seus trabalhos públicos de psicografia. Título Original: Joelma 23º.