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Em desenvolvido comentário, analisa as suas sete proposições ou petiçõ

Jornal de Espiritismo nº 73 · Agosto 2015Página 163 min

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Em desenvolvido comentário, analisa as suas sete proposições ou petições, na primeira das quais rogamos ao Pai que o seu nome seja santificado. Cônscios de que tudo que se relacione com Ele é por natureza puro e santo, logicamente esse pedido equivale a um voto, um auto-apelo, a reverenciar e fazer reverenciar de todo o coração a sacralidade do Nome santíssimo, em postura íntima de respeito e unção com que importa interpelarmos a majestade divina.

Na segunda petição, ansiamos: “venha a nós o vosso reino”. Em verdade, o reino já veio, está continuamente presente; cabe - -nos procurar discerni-lo e senti-lo, aperfeiçoando o modo de ver o mundo, tudo que nos rodeia. Mudar o mundo é mudança de si próprioensina a moderna psicologia, explicando que o mundo não é uma realidade concreta, única, vista por todos da mesma maneira; depende das “lentes” de cada um, formatadas multi-secularmente no aprendizado educacional, experiências físicas, emocionais, todas as vivências felizes e amargas da nossa maturação evolutiva, na bendita escola da Vida.

Sentir e viver o reino de Deus faz-nos conhecer a Verdade soberana, imutável, das leis profundas da Vida, e esse conhecimentoafiança o divino Amigonos libertará, ou nos “salvará”… de quê? Da grande ilusão com que na nossa racionalidade newtoniana percebemos o mundo. Por isso, no sermão do monte recomendava o Bom Pastor não nos preocuparmos com o que comer e o que vestir amanhã, mas sim sermos perfeitos hoje, procurarmos o reino de Deus e a sua justiça, para tudo o mais vir naturalmente por acréscimo.

O modelo e guia da Humanidade, pedagogo ímpar, demonstrava tudo que ensinava: perfeito conhecedor da Verdade do harmonioso reino de Deus, era LIVRE, imune à limitação e inibição das ilusões terrenas, e apesar de pobre tinha ao dispor tudo que precisasse. Por exemplo, nas bodas de Caná, condoído do mal-estar que todos, e sobretudo os anfitriões, sofreriam por se ter esgotado o vinho, orou e fez aparecer vinho da melhor qualidade - “prodigiosamente”, contra toda a racionalidade humana.

Perante a admiração dos discípulos em muitos outros prodígios semelhantes, explicava-lhes não se tratar de nada extraordinário e que eles próprios, se acreditassem na Sua palavra, poderiam operar aqueles prodígios e até maiores (como vieram a fazer). Chegar à Verdade imutável, basilar, do reino de Deus, implica o esforço de aprofundarmos sempre o conhecimento. Albert Einstein, no início da carreira científica via nas leis da matéria explicação para tudo e considerava aberrante explicá-la fora da própria matéria.

Ao estudar a reprodução celular à luz da segunda lei da termodinâmica, verificou que cada nova divisão em que sucessivamente se bipartia a célula original, continha o mesmo quantum de energia que ela mesma. A partir daí, sem aderir a nenhuma religião instituída, uma alta espiritualidade passou a marcar as suas declarações científicas. Na controvérsia entre as teorias do acaso e do determinismo afirmou que, na criação do universo, Deus não joga aos dados (a criação é fruto não dum acaso mas da vontade e desígnio da Inteligência Suprema).

O padre Joaquim Carreira das Neves, no seu livro SAUDADES DE DEUS (Editorial Presença, Lisboa, 2015) menciona o grande escritor português António Lobo Antunes, anteriormente conhecido materialista, a quem as revelações da física quântica levaram a aceitar a ideia de Deus. Entrevistado por uma estação televisiva (SIC), à pergunta de quem era Deus para ele, respondeu: “é Aquele que me diz ao ouvido que gosta de mim”. Um respeitado cientista, creio que Louis Pasteur, afirmou: “um pouco de ciência afasta-nos de Deus, o aprofundamento da ciência conduz-nos até Ele”.

E para Stephen Hawking, os filhos dos nossos filhos entenderão como bom senso o que nos nossos dias é visto como “paradoxos da teoria quântica”. Por João Xavier de Almeida Novas de alegria – 7 OPINIÃO foto loucomotiv Por recomendação dos bons espíritos, em «O Evangelho segundo o Espiritismo» Allan Kardec abriu com a bela e profunda “oração dominical” a coletânea de preces do último capítulo; não como mera prece, mas como símbolo e guia de todas elas.