Inquérito (pág. 11)
Jornal de Espiritismo nº 81 · Abril 2017Página 112 min
Rir faz parte da natureza humana O ato de rir reflete um estado de espírito positivo que não só atrai normalmente simpatia em torno de si como desdramatiza contrariedades e predispõe a uma melhor resolução dos problemas habituais da viagem que é esta vida. No presente inquérito tivemos em vista fazer algum tipo de medição de como as pessoas que agem no âmbito do movimento espírita encaram as atitudes de boa disposição.
Os resultados em forma de gráfico enquadrados nestas páginas são alvo de diversos pontos de vista. Ficam aqui alguns, sendo certo que não há a avaliação rigorosa se a opinião em certas perguntas é feita com conhecimento do movimento espírita local (cidade), regional (região) ou até nacional. De qualquer forma, já dá para refletir um pouco, não? MARÇO.ABRIL.2017 PUBLICIDADE Sorrir bem é sempre bom. Abre o entendimento de que problemas são desafios de superação, testes de amadurecimento, despertares interiores a que a vida nos convoca no Plano Material e no Plano Espiritual para completarmos fases temporárias e nos alçarmos aos degraus evolutivos seguintes.
Pode revelar a noção de que estamos a atravessar um vale difícil num certo momento da vida, mas estamos também a ser supervisionados com bondade por amigos normalmente invisíveis que pugnam pelo êxito da bolsa de estudo que é esta passagem terrena, a desembocar inevitavelmente, quando a vida chamar, no regresso à vida espiritual. Gargalhada pode ser disparate se não tiver contexto. Pode ser provocação. Nesse sentido não serve, não ajuda.
Mas o humor que descontrai, alivia e eleva lembra o exemplo do próprio Jesus de Nazaré quando Pedro, sincero, indaga: “Mestre, quantas vezes terei de perdoar? Será até 7 vezes?”. Jesus revela um sentido de humor especial diante do número perfeito da Antiguidade e, suponho, sorri: “Não te digo que até 7 vezes, mas sim até 70 x 7 vezes.” Há humoristas que falam do que não lêem ou, então, não percebem o que leram. Viu o trique ali em cima?
Em qualquer dos casos, sempre que der… sorria.
