82 — índice de conteúdos

Centrais

Jornal de Espiritismo nº 82 · Maio 2017Página 102 min

Partilhar
Idioma

Vários estudos têm subscrito o facto da violência física e psicológica se apresentar por vezes de forma sub-reptícia, ínfima. Depois, até podem crescer! A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) em parceria com outras instituições gizou uma régua que está a auxiliar a missão de fazer decrescer a violência nas relações humanas. Violentómetro: a régua que quer ajudar O Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres é celebrado a 25 de novembro.

Nessa altura, as notícias deram vasta informação sobre a matéria. Apesar do dia oficial ser só um por ano, a verdade é que se observam infelizmente comportamentos negativos diariamente. Diante deste facto, por exemplo, os estudantes do Núcleo de Psicologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro (UTAD) trataram no final do ano passado de oferecer aos colegas o chamado Violentómetro. No fundo, nada mais nada menos do que um autêntico medidor de comportamentos inspirados na agressividade, dos mais sub-reptícios aos mais ostensivos.

Esta medida promove a identificação, a prevençãoea denúncia de comportamentos violentos. Alvitres leves, levezinhos, como expressão de ciúmes e ameaças correlatas, com uso frequente do telemóvel como instrumento de pressão, ou até uma firme censura relacionada com a forma de vestir, são entendidos não poucas vezes como toleráveis, vistos até como normais e porventura percecionados como demostrações de atenção e afetividade.

Mas não é assim… Especialista na área da psicologia clínica e justiça, Ricardo Barroso, docente e investigador da UTAD, declarou na altura à imprensa que «muitos destes comportamentos decorrem de papéis de género transmitidos desde muito cedo, aprendidos e reforçados quotidianamente, e isso permite que, em muitas ocasiões, se gerem situações de violência de diferentes tipos», pelo que «importa consciencializar as pessoas para estes comportamentos violentos desde as suas primeiras ocorrências, impedindo que eles ocorram ou que continuem a manifestar-se».

Pensado a partir de um modelo criado por uma universidade do México, chegou assim a Portugal o Violentómetro. A instrutiva régua é fruto de uma pesquisa que marca comportamentos violentos quotidianos no fito de sinalizar os eventuais perigos que pendem sobre mulheres e homens desde tenra idade. Este material gráfico e didático, o violentómetro, em forma de régua, sublinha as demonstrações implícitas e explícitas de violência, que inadvertidamente muita MAIO.