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Notícia (pág. 8)

Jornal de Espiritismo nº 82 · Maio 2017Página 84 min

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A Associação Sociocultural Espírita de Braga celebrou 32 anos de atividade sábado em18 março. O evento iniciou às 15h00 e decorreu no auditório do Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga. Contou com intervenções de dois médicos psiquiatras: Pedro Morgado, do curso de medicina da Universidade do Minho, e Gláucia Lima, de Lisboa. O primeiro dissertou sobre aspetos da “Doação do corpo após a morte”.

Conciso, explicou que a formação de novos e bons médicos passará também por poderem utilizar para esse fim cadáveres humanos nos cursos de medicina, o que não é fácil de conseguir atualmente. Face aos padrões de cultura vigentes, que destinam à sepultura ou à cremação os corpos materiais quando estes poderiam ser uma mais-valia formativa, se nada houver escrito com valor legal a oportunidade de lhe dar mais utilidade perde-se.

Pedro Morgado, que não é espírita, sublinhe - -se, disse igualmente que no curso ensinam a distinguir entre a pessoa (viva) - o que exige tactoe o corpo físico (cadáver), sendo este apenas um objeto de estudo. Para quem estuda espiritismo o conceito é perceptível, pois depois do desligamento que fazemos pela morte corporal do corpo físico, este não passa de um objeto inanimado. Enquanto na lei vigente quem nada deixar escrito em contrário até ao seu falecimento pode ver um órgão reaproveitado a favor de algum doente, no caso da cedência de cadáver para formação nos cursos de medicina, Diga 32: ASE Braga fotos www.

ulisses.com.pt isso deve ser expressamente manifestado com assinatura reconhecida legalmente. Foi dito que os interessados em colaborar devem ir ao portal na internet do curso de medicina da Universidade do Minho e ali encontram o contacto para que lhes seja enviado um impresso e demais informações nesse sentido. Por sua vez, Gláucia Lima proferiu uma conferência sobre “Disforia de género”. A expressão pouco usual aborda o tema das perturbações da identidade de género e as dificuldades de aceitação do outro na diferença.

A escassa abordagem dessa problemática na família e na sociedade tem levado a problemas de “bullying” (perseguição psicológica a nível escolar), “mobbing” (perseguiçãoanível do trabalho) e tem causado elevada taxas de risco de suicídio, principalmente numa faixa etária de jovens e adolescentes. A conferencista abordou o tema na perspetiva espírita, definindo a disforia de género e diferenciando-a da homossexualidade e bissexualidade.

Alertou ainda sobre a conduta do espírita esclarecido face a esta problemática e explicou que existe o dever de fraternidade de ajudar as pessoas que procuram a casa espírita com problemas identitários, tendo como princípio o amor ao próximo. Após a apresentação conduziu ainda, com muita competência, uma entrevista com Júlia e Marisa, na qual se percebeu a dificuldade de aceitação que ainda existe na sociedade sobre quem não vive segundo as coordenadas dominantes.

A Associação Sociocultural Espírita de Braga celebrou 32 anos de atividade sábado em18 março. O evento iniciou às 15h00 e decorreu no auditório do Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga. Contou com intervenções de dois médicos psiquiatras: Pedro Morgado, do curso de medicina da Universidade do Minho, e Gláucia Lima, de Lisboa. O primeiro dissertou sobre aspetos da “Doação do corpo após a morte”. Conciso, explicou que a formação de novos e bons médicos passará também por poderem utilizar para esse fim cadáveres humanos nos cursos de medicina, o que não é fácil de conseguir atualmente.

Face aos padrões de cultura vigentes, que destinam à sepultura ou à cremação os corpos materiais quando estes poderiam ser uma mais-valia formativa, se nada houver escrito com valor legal a oportunidade de lhe dar mais utilidade perde-se. Pedro Morgado, que não é espírita, sublinhe - -se, disse igualmente que no curso ensinam a distinguir entre a pessoa (viva) - o que exige tactoe o corpo físico (cadáver), sendo este apenas um objeto de estudo.

Para quem estuda espiritismo o conceito é perceptível, pois depois do desligamento que fazemos pela morte corporal do corpo físico, este não passa de um objeto inanimado. Enquanto na lei vigente quem nada deixar escrito em contrário até ao seu falecimento pode ver um órgão reaproveitado a favor de algum doente, no caso da cedência de cadáver para formação nos cursos de medicina, isso deve ser expressamente manifestado com assinatura reconhecida legalmente.

Foi dito que os interessados em colaborar devem ir ao portal na internet do curso de medicina da Universidade do Minho e ali encontram o contacto para que lhes seja enviado um impresso e demais informações nesse sentido. Por sua vez, Gláucia Lima proferiu uma conferência sobre “Disforia de género”. A expressão pouco usual aborda o tema das perturbações da identidade de género e as dificuldades de aceitação do outro na diferença.

A escassa abordagem dessa problemática na família e na sociedade tem levado a problemas de “bullying” (perseguição psicológica a nível escolar), “mobbing” (perseguiçãoanível do trabalho) e tem causado elevada taxas de risco de suicídio, principalmente numa faixa etária de jovens e adolescentes. A conferencista abordou o tema na perspetiva espírita, definindo a disforia de género e diferenciando-a da homossexualidade e bissexualidade.

Alertou ainda sobre a conduta do espírita esclarecido face a esta problemática e explicou que existe o dever de fraternidade de ajudar as pessoas que procuram a casa espírita com problemas identitários, tendo como princípio o amor ao próximo. Após a apresentação conduziu ainda, com muita competência, uma entrevista com Júlia e Marisa, na qual se percebeu a dificuldade de aceitação que ainda existe na sociedade sobre quem não vive segundo as coordenadas dominantes.