Correio
Jornal de Espiritismo nº 83 · Julho 2017Página 36 min
Faz sessões espíritas? Ricardo indaga por e-mail: «Tive oportunidade de conhecer os vossos serviços pelos meios de comunicação de televisão e fiquei curioso. O tema que se falava era sobre casas assombradas e quem estava a responder às questões, pela parte a Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP), era José Lucas. Estive a verificar o vosso site e reparei que também existe uma “sede”, na zona de Setúbal, que é o local mais perto da zona onde habito.
Mas a minha questão, e o que acho ser mais relevante e de certa importância para mim, é perguntar-vos se a ADEP pertence ou está ligada de alguma forma à Igreja? Eu respeito a Igreja e todos os que nela são crentes, mas não sou um integrante da mesma ou associado a crenças religiosas. Contudo, acredito no espiritismo e em todos os seus constituintes. Acredito que muitos ficam por cá, por motivos alheios, uns para amar, para apenas matar saudades e ver toda a nossa vivência e tomar conta dos membros familiares, mas também outros que estão determinados a causar o sofrimento, afastar as pessoas, fazer mal fisicamente etc.
Em resumo, acredito em temas relacionados com Espiritismo. A ADEP faz sessões espíritas, aceitando que outros membros fora da associação possam participar? Existe a possibilidade de aceitarem novos membros na ADEP? A ADEP faz a promoção de si própria em locais públicos para o povo assistir? Se sim, quando a próxima? Sem mais de momento, agradeço a vossa disponibilidade e o desempenho que têm tido. Com os meus maiores cumprimentos me despeço».
Resposta: «Caro Ricardo, a ADEP é uma associação de divulgação do espiritismo em Portugal e é constituída por cerca de 20 pessoas de Norte a sul, com esse objetivo. O espiritismo não é mais uma religião ou seita, mas sim uma filosofia de vida, espiritualista. No Espiritismo não existem chefes, hierarquias, rituais, dependências deste ou daquele. Todos os centros espíritas são independentes embora objetivando o mesmo fim e colaborando ou não mutuamente, dependendo da pró - -atividade de cada centro.
O espírita é um livre pensador. Caso esteja interessado em frequentar um centro espírita o melhor é experimentar, pois acabamos por encontrar um com o qual nos afinizamos. Existe um centro no Barreiro, outro em Almada e Setúbal, presumo que seja dessa região. Se houver mais alguma coisa que possamos ser úteis, ficamos ao dispor». Deixamos a resposta direta às perguntas feitas em cima para dirimir qualquer dúvida: - Existe uma “sede” na zona de Setúbal?
ADEP – Não existe sede em Setúbal. A sede da ADEP é em Braga. Contudo, nos comunicados noticiosos semanais divulgamos as atividades de quem nos envia as suas notícias. Acontece também que no site da ADEP divulgamos as moradas de associações espíritas em Portugal. Virá daí, supomos, o lapso da interpretação do leitor. - A ADEP pertence ou está ligada de alguma forma à Igreja? ADEP – A Igreja representa uma religião a que a ADEP não tem naturalmente nenhuma ligação de qualquer género.
- A ADEP faz sessões espíritas, aceitando que outros membros fora da associação possam participar? ADEP – A ADEP não realiza sessões mediúnicas. Alguns dos seus membros porém, integrados em associações locais, podem colaborar nessa área de serviço ao próximo. - Existe a possibilidade de aceitarem novos membros na ADEP? ADEP – Existe a possibilidade, mas o fito da ADEP nunca foi ter muitos sócios. - A ADEP faz a promoção de si própria em locais públicos para o povo assistir?
Se sim, quando a próxima? ADEP – A ADEP trabalha sobretudo via internet. Tem um canal no YouTube, tem site e outros serviços gratuitos de que qualquer pessoa pode fruir. Não está prevista uma sessão desse género, pois a ADEP não tem por objetivo promover - -se. «Afastavam-se de mim» Por sua vez, Beatriz escreve no mesmo mês: «Gostava de saber a vossa opinião sobre a minha situação. Desde cedo que sem razão aparente todas as pessoas à minha volta se afastavam de mim.
Sempre estive sozinha e nunca percebi porquê, facto que ainda hoje me acontece, quando falo com as pessoas elas respondem-me educadamente, mas nunca tomam iniciativa para contactar comigo. Desde sempre que me lembro de falar com vozes que se encontram na minha cabeça, que tenho lembranças que claramente não me pertencem, que tenho pressentimentos de coisas que vão acontecer, que vejo alguns vultos de vez em quando e que sinto odores que não pertencem aos locais e/ou de pessoas que já não estão cá.
Recentemente por causa de problemas na minha vida recorri a um senhor através dos quais os espíritos falam e que me disse que tenho capacidades mediúnicas e que tenho a minha vida toda parada por causa de uma pessoa conhecida que me ataca a nível espiritual. Disse que ia resolver o assunto. Mandou-me acender uma vela e fazer umas defumações mas sinceramente senti que quase nada mudou. Neste momento não consigo arranjar trabalho e segundo esse senhor é por causa desta senhora conhecida que tenho este problema.
Gostava de saber o que posso fazer para melhorar a minha vida e se isto é verdade ou se é um caso psiquiátrico». Seguiu resposta: «Olá, Beatriz. A ADEP recebeu a sua mensagem. Esperamos que se encontre melhor. Vimos, de um dia para o outro, a sua solicitação de resposta rápida, o que estamos a fazer, mas nem sempre nos é possível no imediato, pois todos os membros da ADEP têm as suas profissões, as mais variadas, e só nos tempos livres, entre outras coisas, é que podemos ir dando andamento a estas tarefas.
A primeira atitude que deve ter é a de esquecer dentro do possível a experiência negativa do senhor que visitou e que lhe disse que ia resolver tudo. Normalmente são pessoas cheias de boa vontade, pouco estudiosas e amigas do dinheiro, que cobram por ouvirem as pessoas quando nada haveria a cobrar e que falam com frequência do que não sabem. Ninguém lhe fez mal, e ninguém tem algum problema com a sua sensibilidade supostamente mediúnica.
Esqueça isso. Pelo que diz na sua mensagem pode ter mediunidade para ser educada, equilibrada. Não é nada raro ou realmente problemático. Como tudo, pede educação para aprender a saber lidar de forma adequada com ela. Nesse sentido, o que deve fazer do nosso ponto de vista é procurar uma associação espírita com que se afinize e começar a equilibrar essa faculdade. O apoio espiritual numa associação espírita idónea, dentro do possível perto do local em que mora, pode ajudar.
Procure a reunião de atendimento, onde poderá conversar em privado com alguém que terá tido formação para ouvir e aconselhar dentro das limitações e da sabedoria relativa que todos estamos a desejar alcançar. Deixamos o link do site da ADEP onde existem associações espíritas espalhadas por Portugal. Não se cobra nada, nem atendimento privado, nem passe. Não conhecemos todas essas associações sem fins lucrativos, mas pode procurar uma em que se sinta bem e onde possa encontrar apoio para se reequilibrarhttp:// adep.
pt/todos-os-distritos/ Procure igualmente evitar situações que a sintonizem mentalmente com aflição, intranquilidade, e procure o mais possível sentimentos positivos que a harmonizem interiormente. Convém filtrar mentalmente a interpretação do que nos envolve no dia a dia com as luzes da fé e da fraternidade. Dentro desta tendência criam - -se afinidades com os Espíritos amigos que se interessam pelo nosso bem-estar interior e nos estimulam, do Invisível, a encarar com maior tranquilidade as situações que nos abordam.
Os Espíritos, de facto, são pessoas comuns, só que sem corpo material. Existem os que ainda se entregam temporariamente à irresponsabilidade e há muitos outros, que são sérios, e se preocupam com o bem comum. Mesmo que tudo pareça difícil fixe na sua mente que não há mal que sempre dure e há de aparecer sempre mais tarde ou mais cedo uma janela que lhe trará uma nova luz, capaz de lhe restaurar a paz e a esperança. Procure ler quando sentir necessidade «O Evangelho Segundo o Espiritismo» e «O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec.
Se não os tiver, encontra-os sem custos de impressão na internet e poderá ler algumas partes. Seguem as nossas saudações fraternas. ADEPwww.adep.pt O fluxo de correio não pára. Vieram-nos à mão duas mensagens do passado mês de abril, logo respondidas, que selecionamos para partilhar consigo nesta edição. JULHO.AGOSTO.
