O mal não existe senão muito relativamente, como expressão da linguagem humana. Da filosofia escolar, recordamos que “todo o ente é bom, todo o ente é belo”, tudo perfeitamente coordenado na ordem e equilíbrio do Universo. Para a elevada espiritualidade de Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora e líder da “Christian Science”, o mal, genericamente, é mera crença, uma suposição; e as numerosas curas espirituais, documentadas, que ela operou, ensinou a operar e os seus fiéis continuam nos nossos dias a operar, baseiam-se nesse mesmo princípio e na sua afirmação resolutanão apenas verbal, mas bem compreendida, “metabolizada” espiritualmente.
Podemos ainda discorrer, com Baruch Espinosa e J. Herculano Pires (confrontar «O Livro dos Espíritos», Q 615 – Nota do Tradutor) que “tudo que existe, existe em Deus, e nada pode existir nem ser concebido sem Deus”; por outras palavras, sendo Deus infinito e infinita a Sua perfeição, nada (incluindo o mal) poderia existir além dela ou fora dela, sem como e onde existir verdadeiramente. O Bom Pastor, sumo pedagogo da Humanidade, transmitiu conhecimento e informação na linguagem do seu tempo, ao nosso alcance de então.
Recordemos que o sábio Rabi de Nazaré também ensinou: “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” (João 8:32). Que verdade? Que libertação? Na nossa dimensão material, a “realidade concreta” é um encadeamento de ilusões onde tudo é relativo, como cientificamente se demonstrou. A Verdade não é, pois, material, mas um aspeto imutável do Absoluto, uno, total, infinito; nela e por ela, todo o erro ou mal se desvanece, dando lugar ao bem (a cura, o benefício, uma qualquer rearmonização…), tal como a luz, surgindo, extingue a ilusão das trevas.