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Opinião (pág. 16)

Jornal de Espiritismo nº 83 · Julho 2017Página 162 min

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Pois bem, isto só é novidade por estar no campo da ciência, porque pelo menos desde Jesus tal lei já está afirmadasó que não percebida no seu alcance real por situada no campo da religião e, possivelmente, de alguma doutrina filosófica. Jesus anunciou esta lei quando revolucionando o conceito e o entendimento de Deus no-lo pôs como Pai justo e bom, logo, a todos nos irmanando como filhos seus. Isto significa que entre todos – e toda a criação, diga-se – se estabelece um vínculo psíquico que, de forma mais ou menos intensa, une.

Sabendo-se hoje que, afinal, tudo o que existe outra coisa não é que energia, ainda que em frequências vibratórias diferentes, e conhecendo-se melhor o desconcertante comportamento das partículas e das ondas, facilmente se concebe o tudo e o todos ligados a tudo e a todos. Assim se percebe também Paulo de Tarso quando no Areópago diz aos atenienses: “É nele (Deus) realmente que vivemos, nos movemos e existimos.” A inferência imediata é a de que se em Deus vivemos, nos movemos e existimos, individual e colectivo, singular e plural mutuamente se reflectem.

E necessariamente interagem – para o melhor e para o pior. Agora que a Ciência nos traz verdade que liberta, começamos a perceber que o nosso grande problema no relacionamento com o Cristo planetário é ele estar muito à nossa frente no conhecimento, para que entendamos a virtude. Bom seria (será) que a Quântica, entre outras “novas” ciências, possa, pelo conhecimento, fazer ver a necessidade da virtude. Não será por casualidade que a intuição, que se manifesta espontânea na religião (e dizem que também na poesia), antecipa que Deus é amor.

Se assim for, ciência e religião deixarão de estar em campos opostos e poderão cada uma ler na outra a instrução que lhe falta para avançar, até ao dia em que se fundirão numa qualquer síntese de conhecimento e virtude. Talvez em o Amor, já que o Amor é o futuro, porque é a mais pura e poderosa energia, senão a fonte donde promana tudo o que existe. Não será por casualidade que a intuição, que se manifesta espontânea na religião (e dizem que também na poesia), antecipa que Deus é amor.

Poderá ser um entendimento ainda algo bisonho, mas se permitir a fraternidade universal, é um óptimo entendimento. Amar a Deus sobre todas as coisas é integrar - -se na «Consciência Cósmica» (como actualmente é voga dizer-se), amar ao próximo como a si mesmo surge em decorrência natural de quem em Deus viva, mova-se e exista; o “amai-vos e instrui-vos” dados como mandamentos aos espíritas dirão no mesmo sentido, mas numa linguagem mais adequada à mentalidade do homem que está capaz de entender as coisas já ditas mas que ficaram veladas.

E entender a Relatividade e a Quântica, que muitas delas desvela. Por A. Pinho da Silva foto ulisses.com.pt A Lei da Interconectividade, que é a grande lei da Física Quântica, demonstra que estamos interligados uns com os outros e também com o planeta (Moacir C. A. Lima in Quântica – Espiritualidade e Saúde). Interconectividade JULHO.AGOSTO.