ulisses.com.pt Entrevista a frequentadores Joana Farhat conta 22 anos
Jornal de Espiritismo nº 83 · Julho 2017Página 185 min
foto ulisses.com.pt Entrevista a frequentadores Joana Farhat conta 22 anos e é estudante. Vive na cidade do Porto. Como conheceu o espiritismo? Joana Farhat – Conheci-o aos três anos de idade, levada pela mão da minha mãe à casa de Jesus que, dizia eu, “não tinha sino”, o que me fazia bastante confusão na altura. Frequenta algum centro espírita? Joana FarhatSim, a Associação Cultural Espírita Fernando de Lacerda em Rio Tinto, Porto.
Sabia que? Foi a mediunidade de duas crianças, permitindo a manifestação de um Espírito em tempos assassinado na casa que agora habitavam, que abriu caminho a uma grande vaga de fenomenologia que precedeu o aparecimento do Espiritismo no Mundo? O imperador Napoleão III, cuja simpatia pelas ideias espíritas não era segredo, por várias vezes chamou Kardec, seu contemporâneo, ao palácio das Tulherias em Paris onde tinham longas conversas sobre o conteúdo de “O Livro dos Espíritos”?
Com o título “Revelação Sensacional”, publicou o “Jornal de Notícias” na manhã de 13 de maio de 1917, com base num postal dirigido à redação com data de 11 de maio, em jeito de aviso: “No dia 13 do corrente, há-de dar-se um facto a respeito da guerra que impressionará fortemente toda a gente”, sendo responsáveis por esse texto alguns grupos espíritas de Lisboa e Porto? Alguns suicidas ficam presos ao corpo de tal forma e por tanto tempo que acabam por ver e sentir os efeitos da sua própria decomposição?
Qual a sua opinião acerca do «Jornal de Espiritismo»? Joana Farhat – É bastante positiva! Aborda temáticas diversas e bastante atuais, relacionando-as com o Espiritismo de uma maneira sempre interessante! Considero muito importante não só o resumo das atividades que vão acontecendo no movimento espírita, como também a divulgação da programação de eventos próximos, o que nos permite estar sempre atualizados. Por fim, destaco o esforçoea dedicação de todos os que com tanto amor fazem este jornal, sendo que esse amor transparece, sem dúvida, para os leitores.
06 Nos seus tempos de criança e jovem, Francisco Cândido Xavier gostava de utilizar nas conversas palavras estranhas que ouvia dos outros e cujo significado não conhecia, mas que…achava bonitas? Do que já conhece do Espiritismo, mudou alguma coisa na sua vida? Joana Farhat – Não mudou porque cresci no Espiritismo, mas reconheço todos os dias o quanto faz a diferença na minha vida, nas minhas opções. O conhecimento da doutrina espírita tem-me influenciado quer do ponto de vista pessoal, relacional e mesmo académico.
Para mim, traz sentido à vida com a imortalidade da alma e com a reencarnação, traz a fé raciocinada e principalmente a necessidade de nos mudarmos a nós próprios, num esforço constante, tendo como exemplo o nosso Mestre Jesus. Era uma vez uma menina que vivia sozinha com a sua mãe. Já não tinha pai e também não tinha irmãos. Era uma menina bem-disposta e de agradável convívio. A mãe, viúva e pobre, fazia de tudo para sustentar a casa.
Quando a menina ficou um pouco maior, começou a sonhar aprender música e um instrumento. A mãe sabendo disso, nem pensou duas vezes. Redobrou esforços para pagar as aulas que a filha tanto desejava. Ao fim de algum tempo, a menina começou a aborrecer-se com os infindáveis exercícios e inventava mil e uma desculpas para não ir às aulas. Os exercícios repetiam-se e pareciam não passar do mesmo, nem terem uma utilidade para que algum dia viesse a conseguir tocar alguma coisa de jeito.
A mãe trabalhava horas infindáveis como lavadeira. Era uma época em que ainda não existiam máquinas de lavar roupa, então a profissão dela era lavar a roupa que outras senhoras lhe entregavam. Triste por ver o desânimo da filha com as aulas de música, um dia convidou-a para ter uma tarde diferente: - Estás realmente cansada de tanto estudo, minha filha. Vem distrair-te um pouco, vem ajudar-me com esta tina de roupa. Assim aproveitamos para falar e estar um pouco juntas.
Lavaram a tarde toda. Na realidade, o que de início começou por ser bom, para o final da tarde já se estava a tornar cansativo. Muito cansativo! E as tinas de roupa não paravam de crescer. As pilhas de roupa eram imensas e ainda apareciam mais senhoras a deixarem mais roupa. Estava a tornar-se um desespero para a jovem que, na realidade, ainda não tinha percebido os esforços que a mãe despendia para lhe dar o melhor.
Era um trabalho que estava praticamente acima das forças da sua mãe, mas ela não desistia, não parava. Todos os dias fazia o mesmo. A jovem estava exausta. Só lhe apetecia chorar. As mãos, já não as sentia, ou melhor, parecia que a pele já se rompia de tanto estarem em água e sabão. E reparou, então, que as mãos da mãe estavam sempre assim. Quase em pranto, engoliu um soluço e disse à sua querida mãe: - Mãe, eu quero mesmo estudar música!
Por mais aborrecidos que me pareçam os exercícios, por mais cansada eu me possa julgar, eu vou seguir e nunca vou desistir! - Que bom, minha filha! – Respondeu-lhe a mãe aliviada e com um belo sorriso. – Eu vou esforçar-me de um lado e tu do outro. Fica combinado assim! A jovem tornou-se uma das melhores pianistas do planeta. (Adaptado do texto “A tina” – Histórias e Ilustrações, vol.4 – 2003 – Editora: Federação Espírita do Paraná) Trabalhar para quê… INFANTIL JULHO.
AGOSTO.2017 DIVULGUE OS ACONTECIMENTOS DA SUA ASSOCIAÇÃO Envie as suas notícias para adep@adeportugal.org e, para além de ser enviada por e-mail, será inserida na Agenda do movimento espírita português, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos espíritas nacionais. Aceda a essa agenda em www.adeportugal.org. CUPÃO DE ASSINATURA Desejo receber na morada que indico o “Jornal de Espiritismo” durante uma ano, pelo que junto cheque ou vale postal a favor da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, JE, Apartado 161 – 4711-910 BRAGA (portes incluídos).
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