Centrais (pág. 11)
Jornal de Espiritismo nº 84 · Setembro 2017Página 113 min
Há várias associações espíritas em Portugal, portanto, sem fins lucrativos, que abrem inscrições, sempre gratuitas, para a criação de uma nova turma anual do Curso Básico de Espiritismo no formato presencial. Esta iniciativa, normalmente iniciada entre setembro e outubro, dirige-se a toda a po- pulação adulta da região. Em abril do corrente ano um grupo de co- laboradores juntou-se e configurou muitas informações num poster temático de análi- se e registo de dados: «O presente trabalho centra-se numa turma que esteve em fun- cionamento na cidade do Porto, no Centro Espírita Caridade por Amor, entre meados de setembro de 2016 e final de maio de 2017», dizem os autores deste trabalho.
Elucidam: «Para que este estudo pudesse ser apresentado em fins de abril de 2017, encerrou-se a colheita inicial de dados em 16 de janeiro de 2017». Com dados de cerca de quatro meses, pretenderam apurar informação sobre o comportamento e motivações dos inscri- tos numa turma de curso básico de espi- ritismo presencial, bem como os níveis de assiduidade e os motivos que possam ter levado a alguma taxa de desistência: «Ao longo dos anos tem-se entendido que os inscritos (em setembro/outubro) que se mantêm interessados após os primeiros três a quatro meses ficam no curso até ao final (maio/junho)».
Esta recolha de dados, além de poder cor- roborar esse facto, tem condições para vir a contribuir no sentido de ajustar a abor- dagem do curso básico às necessidades de informação que as pessoas que se ins- crevem possam eventualmente preferir. Este estudo é viável pelo facto de existirem inscrições que, embora sempre gratuitas, juntam dados que permitem contactar as pessoas para obtenção de mais informa- ções. À partida, porém, sabe-se que os inscritos fizeram o seu registo ou em formulário on- -line ou através de inscrição presencial.
Foram por isso estas pessoas contactadas por e-mail com dois inquéritos, ambos com prazo de resposta entre 2 e 15 de janeiro de 2017: um deles foi dirigido a quem fre- quenta com assiduidade o curso; o outro foi enviado aos inscritos ausentes. O inquérito com perguntas destinadas a quem continua a frequentar o curso em dezembro/janeiro foi enviado a 30 desti- natários por e-mail. Destes 30 há 20 que resultam de inscrições on-line e 10 que se inscreveram presencialmente.
No que diz respeito aos inscritos ausentes do curso, o respetivo inquérito foi enviado por e-mail a 31 destinatários, sendo 21 destes inscritos on-line e os restantes 10 inscritos presencial- mente. Findo o prazo, obtiveram-se 20 respostas ao inquérito destinado aos atuais frequentado- res do curso e 8 respostas ao inquérito desti- nado aos ausentes. Os gráficos disponíveis definem os resulta- dos. Contudo, deve ser explicado que estes consideraram todos os inscritos, quer os que fizeram inscrição on-line quer os que se ins- creveram presencialmente.
Entre as conclusões, um dos itens mais inte- ressantes é o de, em ambos estes inquéritos, haver percentagens significativas de pessoas que não frequentam associações espíritas e se interessaram pelo curso, investindo mui- tas noites do seu tempo livre no mesmo, ain- da que viessem a saber que há uma versão deste curso on-line. Em dois casos, este facto significou deslocações de Penafiel-Porto-Pe- nafiel e Vila do Conde-Porto-Vila do Conde.
A divulgação do curso evidencia que a inter- net é cada vez mais um meio acessível de passar a palavra sobre estas atividades. O facto de boa parte destes dados serem tão-só dos primeiros quatro meses do cur- so são significativos, pois a experiência ensina que a esmagadora maioria dos ins- critos que ficam até dezembro seguem até ao final do curso. Contudo, repetiram-se perguntas-chave no final do curso, em maio de 2017, com vista a comparar resultados.
Embora as respostas sejam francamente positivas, há uma ou outra reserva. Nes- te caso, um dos participantes diz, por exemplo: «Apesar de ter correspondido às minhas expectativas, penso que alguns assuntos podiam ser abordados mais em profundidade como por exemplo a mediu- nidade». Ficam os gráficos de final do curso para poderem ser comparados pelos leitores com os publicados no poster antes refe- rido, devendo ainda sublinhar-se que, a verdade é essa, «os formulários on-line em que assentam estes inquéritos ainda não são fáceis de aceder para uma significati- va parte dos inscritos».
Pode ver o poster em www.adep.pt. A divulgação do curso evidencia que a internet é cada vez mais um meio acessível de passar a palavra sobre estas atividades. SETEMBRO.OUTUBRO.
