Correio
Jornal de Espiritismo nº 85 · Novembro 2017Página 34 min
Um vulto no meu quarto Cristina escreve: «Bom dia! Encontro-me numa situação estranha e não sei bem quem contactar. Espero que me possam dar alguma orientação. Tenho 42 anos. Há cerca de três anos, vi pela primeira vez, um vulto no meu quarto. Era um vulto de uma pessoa e vi-o por volta das três da manhã, quando acordei. Mais tarde, voltei a vê-lo, novamente no meu quarto, eu tinha acabado de sair do banho. Vi-o entrar no quarto e vi-o sair.
Nesta altura eu estava casada, e pensei seriamente que era o meu marido a pregar-me partidas. Mas, da primeira vez, ele estava a jogar numa consola eletrónica e da segunda estava do outro lado da casa, o que impossibilitava que fosse ele. Já divorciada, voltei a ver um vulto a sair do meu quarto, quando acordei a meio da noite. E agora, o que acontece mais frequentemente é sentir como se fosse um gato a caminhar por cima de mim, quando estou deitada.
A encostar-se, a amassar com as patinhas junto às minhas pernas. Geralmente acordo, por me sentir tocada, penso que é a minha gata, no início até falava com ela, mas de todas as vezes ela estava a dormir na cama dela. Tenho algumas crenças, mas não me identifico com nenhuma religião. Não sei o que pensar desta situação. Não sei se é esperado que eu faça alguma coisa. Não sei se é algum tipo de mensagem... se é, eu não a estou a descodificar.
Não é uma situação que me cause medo, antes pelo contrário, sinto tranquilidade, companhia. Mas não sei o que pensar disto. Há alguma coisa em que me possam elucidar?». Resposta: «Olá, Cristina. É bom que não se sinta perturbada face ao que descreve, ao contrário de outras pessoas que reagem de modo diverso. Contudo, diante da descrição que nos envia, no seu lugar qualquer um de nós interessar - -se-ia por esclarecer melhor essa situação, o que passa por conhecer alguns conceitos estudados pela doutrina espírita.
Uma forma de avançar nesse aspeto consiste em visitar uma associação espírita próxima de si. Note que estas associações nada cobram. Poderá aí conversar com alguém destacado para atendimento e trocar ideias a esse respeito. Encontra neste link as associações que nos indicaram o respetivo contactohttp://adep. pt/todos-os-distritos/ Disponha». Familiar esteve em coma José diz: «Olá! Acabei de descobrir a vossa página. Não tenho muitos conhecimentos sobre espiritismo, mas espero aprender bastante convosco.
Neste momento, se me permitem, gostaria de ajuda num tema específico, o coma. Tenho um familiar que esteve em coma e voltou diferente. Gostaria de saber se me podem ajudar a entender, que leitura me recomentam, como posso ter ajuda para aprender». Resposta: «Bom dia! Não define na sua mensagem que tipo de diferenças comportamentais observa. Por isso iremos responder genericamente, dentro das nossas limitações. Normalmente quando alguém volta diferente do coma transporta lesões orgânicas limitativas.
O corpo material é como um instrumento musical cuja construção pode permitir ao músico, o ser espiritual que o anima, uma interpretação tosca ou sublime. Estamos todos a aprender e, de uma maneira ou de outra, esta passagem pela vida terrena reverte luminosos conteúdos de amor e sabedoria que habitualmente só mais tarde estaremos em condições de avaliar completamente. Sabe? Existem também outras situações estudadas pela pesquisa científica ligadas ao fenómeno das mortes aparentes, também chamadas experiências próximas da morte ou experiências de morte iminente.
Em inglês costumam ser referidas por NDE (“near death experience”). Nessas situações por vezes as pessoas saem do seu próprio corpo material e observam-no como as outras pessoas o vêem, exteriormente, deslocam - -se a outros locais e ao voltar lembram-se de episódios. Por vezes também nessa experiência encontram o que designam como um ser de luz, uma inteligência extrafísica (um Espírito desencarnado esclarecido) que fala com elas e as impressiona fortemente pela positiva.
Estamos todos a aprender e, de uma maneira ou de outra, esta passagem pela vida terrena reverte luminosos conteúdos de amor e sabedoria que habitualmente só mais tarde estaremos em condições de avaliar completamente. Nesses estudos – um dos mais conhecidos está no livro «Vida depois da vida», do médico Raymond Moody Jr. – há descrições de como as pessoas ao voltarem passam a olhar a vida material de uma forma mais construtiva, mais fraterna, mais valorizada.
De um modo ou de outro, sugerimos que aceite essas diferenças o melhor que conseguir. Nenhuma dificuldade vai permanecer mais tempo do que o necessário para conquistarmos o talento necessário com vista a subirmos mais um pequeno degrau nesta imensa escadaria evolutiva espiralada em que todos estamos, mesmo sem sabermos, a aprender. Desejamos-lhe tudo de bom e muita paz». Vieram-nos à mão duas mensagens do passado mês, logo respondidas.
Selecionamos alguns extratos. foto arquivo NOVEMBRO.DEZEMBRO.
