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Jornal de Espiritismo nº 85 · Novembro 2017Página 184 min

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foto direitos reservados Entrevista a frequentadoresComo conheceu o Espiritismo? Joana SantosO interesse por tentar perceber o que se passa além desta vida terrena já existia há muito tempo, mas depois da morte dos meus avós eu e a minha mãe começámos a pesquisar sobre o assunto até que descobrimos «O Livro dos Espíritos». Tudo fez sentido a partir dessa leitura e, por isso, continuámos a querer saber mais sobre a doutrina espírita.

- Frequenta algum centro espirita? Joana SantosFiz o Curso Básico no CECA (Centro Espírita Caridade e Amor) que de vez em quando frequento. - Qual a sua opinião acerca do «Jornal Espiritismo»? Joana SantosPenso ser uma ótima forma Joana Santos, 25 anos, médica, mora em Vila Nova de Gaia. Sabia que? Os Espíritos se comunicam através de aparelhos eletrónicos, desde os anos 60, aparecendo também em imagens, uma técnica a que foi dado o nome de Transcomunicação Instrumental (TCI)?

O doutor James Mamby Gulli , médico hidroterapeuta, foi um dos ilustres que acompanhou as pesquisas de William Crookes, em Inglaterra, no século XIX, na materialização do Espírito Katie King, através da médium Florence Cook? Os Espíritos que se manifestam nas reuniões mediúnicas de desobsessão são, na maior percentagem, homens? Por ocasião da morte de seu irmão José, Francisco Cândido Xavier ficou-lhe com o cão, Lord, que lhe fez companhia por mais seis anos e que, na altura da desencarnação de Lord, no último instante, Chico viu o Espírito do irmão aproximar-se do animal e arrebatá-lo ao corpo inerte?

de trocar ideias e expor novos temas perante a comunidade espírita, aproximando as pessoas do nosso país que se identificam com esta doutrina. - Do que já conhece do Espiritismo, mudou alguma coisa na sua vida? Joana SantosAcho que a mudança mais importante reside no sentido de responsabilidade. Hoje em dia reflito muito mais no que digo e no que faço, tenho muito mais consciência das minhas atitudes. Por outro lado, o Espiri t ismo também me ajudou a enfrentar o que de menos bom há no mundo porque fez-me perceber que todo o sofrimento é passageiro e que nem tudo é tão injusto como me parecia antes.

Era uma vez um melro preto que vivia com os seus pais já muito idosos numa floresta muito bonita. O jovem melro, forte e com um preto luzidio, esbanjava beleza. Todos os dias, o melro voava com os seus colegas de bando em direção aos campos onde cresciam sementes de várias espécies para se alimentarem. Existiam campos com sementes de trigo, aveia, cevada, arroz… eram campos muito ricos. Todos os melros comiam até não terem mais fome e depois, simplesmente, regressavam à floresta.

O nosso jovem melro, depois de ficar saciado, ficava mais tempo pelos campos. Sozinho e sem ninguém por perto, ia enchendo o seu bico comprido com vários grãos, para depois os transportar pelos ares até ao pé dos seus pais idosos. Todas as tardes lá ia ele. Comia até se fartar e depois enchia o bico para partilhar as suas sementes com os seus pais que, de tão velhinhos, não conseguiam levantar voo para procurarem comida.

O seu filho tratava para que nada lhes faltasse na velhice. Numa das habituais idas aos campos, o agricultor responsável por aquelas sementeiras, estranhou o comportamento do jovem melro. Era o único que recolhia sementes e depois se dirigia para a floresta. Nunca tinha visto coisa igual. O agricultor resolveu colocar alguns laços espalhados pelas sementeiras para apanhar o melro e ver se descobria o que andava aquele melrito a tramar.

No dia a seguir, o pobre melro, durante a sua apanha de sementes, sentiu uma pata presa a uns estranhos fios. Tentou em vão libertar-se do emaranhado de fios. Começou a ficar muito triste ao lembrar-se que não conseguia ir ter com os seus queridos pais. Após um bom bocado, apareceu o camponês e, com todo o cuidado, apanhou o melro. Depois de o acalmar com umas festas pelas penas luzidias, perguntou-lhe com carinho porque levava ele todos os dias, no seu bico, tantas sementes para a floresta.

- De cada vez que nasce o sol, tenho uma grande tarefa. - Disse o melro ao agricultor. - Todos os dias tenho de procurar alimento para levar aos meus pais que são muito idosos e já não conseguem voar. Depois de pensar mais um pouco, continuou: - Eles devem estar muito preocupados por eu ainda não ter aparecido e eles não têm mais ninguém que cuide deles. Eu amo-os muito e eles precisam muito de mim! O agricultor, num gesto muito cuidadoso, apressou-se a libertar o melro e disse-lhe: - Volta à floresta para ires ter com os teus queridos pais.

Tens os meus campos para sempre à tua disposição para viveres e continuares a cuidar de quem amas. (Autor desconhecido) Cuidar INFANTILManuela Simões 06 Em “O Livro dos Médiuns” Allan Kardec define o pressentimento como sendo “uma vaga intuição das coisas futuras”? NOVEMBRO.DEZEMBRO.2017 DIVULGUE OS ACONTECIMENTOS DA SUA ASSOCIAÇÃO Envie as suas notícias para adep@adeportugal.org e, para além de ser enviada por e-mail, será inserida na Agenda do movimento espírita português, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos espíritas nacionais.

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