Reportagem
Jornal de Espiritismo nº 86 · Março 2018Página 62 min
Espanha: o elo espírita A logística estava garantida, num hotel da cidade, onde decorria o evento e estavam alojados os participantes. O hotel estava esgotado. Logo na sexta-feira, Rosa Diaz, de Ourense, fez as honras da casa, na condição de presidente da Associação Internacional para o Progresso do Espiritismo (AIPE), falando de seguida das sociedades espíritas e da mediunidade. Do outro lado do Atlântico, vieram Vicente Rios e Yolanda Clavijo, da Venezuela, que falaram do regulamento das sociedades espíritas e de ética da mediunidade, respectivamente.
Após cada intervenção havia sempre debate com o público presente. A abertura oficial do congresso estaria a cargo de Mercedes de La Torre, presidente da Associação Espírita da Andaluzia, a que se seguiu um painel sobre reencarnação. O já emblemático grupo de Vilhena contagiou os presentes com a sua alegria, boa disposição e saber, nas pessoas de Fermín Hernandez, João Manuel Meseguer e António Lledó. Seguidamente, o prof.
Mauro Barreto, do grupo espírita de La Palma, deu simpática aula sobre como funcionam as leis universais, seguindo-se o português António Pinho, de Vale de Cambra, abordando a importância do perispírito na reencarnação. O almoço veio retemperar as forças, bem como a famosa sesta espanhola, seguindo - -se, de novo, Rosa Diaz (enfermeira) com o tema “Autodescobrimento: a busca interior”. José Lucas, de Portugal, abordou a “Fluidoterapia: provas científicas” e o bioquímico Vicent Guillen abordou o stress, depressão e transtornos psicológicos na saúde.
Depois do jantar, a organização convidou todos os presentes para uma tertúlia, em que todos partilhavam o que cada centro espírita onde colaboram faz, bem como projectos. O último dia do congresso retomaria os trabalhos com uma mesa redonda, com todos os participantes do dia anterior, que foi muito participada (quem pergunta quer saber) e teve momentos de humor e boa disposição. João Gonçalves, de Portugal apresentou o tema “Evidências científicas da pluralidade dos mundos habitados” e Juan José Torres, da Associação Espírita da Andaluzia, fez o encerramento com brilhante palestra sobre a reencarnação como momento educativo e evolutivo, demonstrando forte consistência doutrinária, bem segura nos alicerces de Allan Kardec.
Com uma livraria espírita rica e bem organizada, onde se podiam encontrar algumas preciosidades literárias, e após momento musical que já houvera no início, Mercedes de la Torre encerrou o evento que foi preHuelva, em Espanha, recebeu o 8.º Congresso Espírita da Andaluzia, nos dias 27 a 29 de Outubro, sobre a temática “Nascer, morrer, renascer e progredir”. Este congresso internacional, contou com a presença de alguns portugueses e venezuelanos.
nhe de amizade, partilha, fraternidade que sempre superou (como deve ser apanágio do espírita) um ou outro ponto de vista, referindo que o Espiritismo não é muçulmano, cristão, budista, mas sim universal e universalista. Além dos portugueses referidos, estiveram presentes Denise Estrócio, do Centro Espírita Boa Vontade, de Portimão, Portugal, e Vítor Mora Féria, presidente da Federação Espírita Portuguesa, numa postura exemplar, de que a doutrina dos Espíritos deve ser o laço que une todos os espíritas.
Cientes de que “Nascer, morrer, renascer e progredir” foi não só o lema do congresso, mas é também é o lema da vida, voltámos todos a casa de coração cheio de amizade, ternura, carinho, partilha e alegria, aquilo que deve ser a essência de qualquer convívio espírita. Texto: José Lucasjcmucas@gmail.com foto arquivo JANEIRO.FEVEREIRO.
