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Jornal de Espiritismo nº 87 · Maio 2018Página 102 min

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Jornadas de Cultura Espírita do Oeste: quer ver alguns dados? A palavra jornada está associada quer a trabalho quer a uma encorpada caminhada de um dia inteiro, mas também pode ser sinónimo de encontro ou congresso. Durante dois dias, normalmente ao fim de semana, já que estas pessoas trabalham nas suas profissões durante a semana, em torno de um tema central, uma dezena de conferências selecionadas misturam - -se oportunamente com mesas-redondas, música e teatro e abrem um leque de espiritismo entendido como uma filosofia de especial valor cultural.

O JDE teve acesso a opiniões dos participantes, pedidas o ano passado, que dispararam para todo o lado, no melhor sentido do termo. Afinal em meio milhar de pessoas que afluem a este evento a heterogeneidade tem um lugar de destaque. O inquérito de avaliação das jornadas do ano passado – tema “Fazer a paz”, em abril – está anónimo, mas as opiniões de cada um dos participantes sai bem clara: «Foi muito positivo. No cômputo geral pouco mais se pode exigir».

Uma senhora evidencia: «Estou satisfeita, com mais força para continuar. São as terceiras jornadas em que estive presente e a cada ano gosto mais. Obrigado». Se procurarmos reparos, num sentido construtivo, acabamos também por os encontrar: «Ter mais cuidado com o programa. Valorizar a qualidade em detrimento da quantidade. As jornadas são sempre um espaço onde se consegue conviver bastante. Este ano (2017) não foi possível» e «ter mais cuidado com os palestrantes estrangeiros, os portugueses não são totós.

A continuar assim faz pensar que temos de ter mais cuidado na hora de nos inscrevermos. Ver o que correu bem num ano e potencializar. Ver o que correu mal e tentar melhorar no ano seguinte, sem estragar o que se fez bem». Porém, uma outra pessoa acentua: «Apesar dos reparos que fiz, o evento foi ótimo. Era uma pena se por alguma razão deixasse de ser realizado anualmente». Nesta variedade de pontos de vista, há As Jornadas de Cultura Espírita do Oeste transformaram-se num certame anual de índole nacional.

Mas… de onde são originárias a maior parte das inscrições? Que idades predominam? Como souberam deste evento as pessoas que nele se inscreveram? Estes e outros itens ficam aqui para seu conhecimento, preto no branco. uma coluna de sugestão de temas. Aparece de tudo, mas alguns assuntos são recorrentes: mediunidade, educação, vida após a morte, saúde e ainda um «tema genérico que enderece os cinco pilares da doutrina espírita», entre outros.

Tendo sido a mediunidade uma das palavras recorrentes, a organização terá decerto optado por a eleger como ex-líbris das conferências de 2018. A partir da grelha de inscritos, Daniela Ferreira, do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, conseguiu juntar dados e configurá-los em gráficos que pode ver nestas páginas. Elas são mais que eles. Porque será? Bem, não nos atrevemos a responder, deixamos a resposta para os caríssimos leitores.

O sexo masculino ficou-se pelos 31%... será que em 2018 vai ser parecido? Como são jornadas do Oeste, é natural que a região de Leiria seja maioritária, com assinalável destaque, englobando, é claro, Caldas da Rainha, Alcobaça e refotos ulisses.com.pt MARÇO.ABRIL.