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Jornal de Espiritismo nº 87 · Maio 2018Página 184 min
foto direitos reservados Entrevista a frequentadores Angela Luyet é atriz e professora de Teatro. Conta 44 anos e vive em Lisboa. Como conheceu o Espiritismo? Angela Luyet – Fui agraciada nesta encarnação com o facto de ter nascido num lar espírita. Desde pequenita, frequentava a evangelização e as conversas em casa e exemplos nas nossas atitudes quotidianas eram edificadas com os ensinamentos advindos do Espiritismo.
Frequenta algum centro espírita? Angela Luyet – Frequento o Centro Espírita Perdão e Caridade, em Lisboa. Sabia que? A vida social dos Espíritos desencarnados permanece, em quase dois terços, semelhante aos interesses que tinham na Terra, trabalhando com ardor não só pelo próprio adiantamento, como também no auxílio aos que ficaram? Descrevendo as suas reuniões espíritas em Lyon, França, Kardec ressalta a presença das crianças, cuja atitude respeitosa contrastava com a idade, acrescentando que pareciam tão ávidas de conhecimento quanto os pais, mantendo-se em silêncio, mesmo em reuniões longas?
A violência na Terra é fruto da imperfeição moral e dos instintos agressivos dos Espíritos que nela ainda habitam? Após a morte física de um ente querido, o que de melhor podemos fazer por ele é envolvê-lo mentalmente em luz e pedir aos bons Espíritos que o ajudem? Qual a sua opinião acerca do “Jornal Espiritismo”? Angela Luyet – O “Jornal de Espiritismo” desempenha uma função muito importante no que se refere à divulgação do Espiritismo, abrindo portas ao diálogo e reflexão sobre os temas abordados.
Permite a atualização sobre eventos e o que tem sido trabalhado e investido em Portugal acerca da nossa amada Doutrina Espírita. Do que já conhece do Espiritismo, ele mudou alguma coisa na sua vida? Angela Luyet – A nossa caminhada evolutiva exige muita paciência e amor para connosco. Perdoar as nossas próprias limitações e dificuldades é um exercício constante de superação. Quando invesEra uma vez um viajante que percorria o mundo.
A sua vida era andar de um lugar para o outro para aprender muita coisa que não existia nos livros. Certa vez, numa floresta, avistou uma raposinha aninhada junto a uma grande e frondosa árvore. O viajante preocupou - -se em não assustar o pequeno animal. O animal era tão lindo que apenas o quis ver de mais perto. Foi-se chegando com muito cuidado e estranhou a raposinha não querer fugir. Percebeu então, que a pequenina, não tinha as patas da frente.
Não podendo caminhar, não poderia fugir dos outros animais que a quisessem atacar, pensou ele. Ficou muito preocupado com a situação. Estava ele a meditar nisto quando ouviu um farfalhar no meio dos arbustos. Resolveu esconder-se para ver o que vinha de lá. Do meio da vegetação, apareceu um belo e enorme tigre. Foi aí que, o coração do viajante, começou a palpitar desgovernadamente, ao pensar de imediato no perigo que a pequena raposa corria.
Fechou os olhos e esperou pelo pior. Como não ouviu barulhos de briga, estranhou e resolveu abrir os olhos para ver o que tinha acontecido. Para seu espanto, o belo tigre tinha trazido um naco de carne ao animalzinho indefeso. Percebeu que o mais forte cuidava carinhosamente do mais fraco. Emocionado e alegre com a situação que tinha vivido, pensou como era maravilhosa a natureza. De tanto meditar nessa maravilha da natureza, resolveu então, confiar mais nela e em Deus e encostou-se também a uma árvore para que alguém ou alguma coisa cuidasse dele.
Ele tinha muita fé e era um bom Homem, por isso, só poderia mesmo ter ajuda. Deus e a natureza haveriam de arranjar uma forma de cuidar dele. Passou um dia, e as dificuldades já se começavam a fazer sentir. Passou o segundo dia, continuava sem ninguém para o ajudar e a fome já o fazia sofrer, já para não falar na sede. A sua boca ressequida enviava-lhe os primeiros sintomas do enfraquecimento. O terceiro dia foi bem mais difícil de suportar.
Mas será que Deus não arranjaria uma forma de o socorrer, pensava ele. Passaram-se mais umas quantas horas, até que do fundo da sua mente ouve uma voz que lhe diz com muita firmeza: - Abre os teus olhos à realidade, Homem insensato. A raposinha estava com grandes dificuldades físicas, pois não tinha as patinhas dianteiras, mas tu tens muita saúde e sabedoria. Em vez de tomares o lugar da raposa, toma o lugar do tigre.
O viajante, agora envergonhado com a sua atitude, levantou-se e seguiu caminho, com o bom propósito de imitar a atitude do tigre. Foi e calcorreou as terras à procura de oportunidades para ajudar os outros com maiores dificuldades do que ele. Ser Raposa ou Tigre INFANTIL Por Manuela Simões 06 Um Centro Espírita sólido deve formar-se não em torno de um médium, mas sim em torno do Espiritismo, pois a sua finalidade é a divulgaçãoeo estudo doutrinário?
timos neste autoprocesso, compreendemos os esforços necessários para amarmos, perdoarmos e colaborarmos com os nossos irmãos de caminhada. Percebemos que estamos amparados e que cada dia, cada momento é uma oportunidade abençoada, que nunca estamos sós e que devemos trabalhar pela nossa reforma íntima. Em todas as nossas atitudes, palavras, gestos segue-se a oportunidade do exemplo pelo bem. MARÇO.ABRIL.
