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FEP foto fep Educar + Porém, para o pão do corpo fazemos tanto que qua

Jornal de Espiritismo nº 87 · Maio 2018Página 44 min

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FEP foto fep Educar + Porém, para o pão do corpo fazemos tanto que quase não sobra tempo para o pão da alma. Assim, muitas vezes, sabendo o que sabemos sobre a nossa imortalidade, reencarnação, leis divinas, com as nossas ações e atitudes, no processo educacional dos filhos, ficamos muito aquém daquilo em que acreditamos. Do acreditar ao vivenciar estão os passos que nos levam para dentro e nos obrigam a parar a corrida.

A corrida equivocada para uma felicidade que esmorece, de forma rápida, mal a atingimos. O espiritismo convida-nos ao amor. Ao autoamor para que amemos o próximo como a nós mesmos. Impulsiona-nos Queremos nós que os nossos filhos sejam felizes. Sim, é legítimo esse sentimento. Para isso queremos que cresçam bem: bom lar, boa alimentação, boa escola, boa roupa, brinquedos… o pão do corpo e da alma. para a madureza espiritual que não nos deixa ter tantas faces quanto as que queremos, para baralhar as nossas inquietudes.

Sentar, respirar, ouvir o silêncio, fazem parte de uma postura que se pretende de mudança para melhor. Se assim é, vamos continuar a estimular a busca desenfreada pela felicidade irreal? Será que conseguimos parar para sentir o momento, sem julgar ou pensar que o nosso filho é irrequieto demais, diferente dos outros… Preocupamo-nos desenfreadamente pelo êxito final do ano escolar, sem sequer perceber que para chegar a determinadas metas sacrificamos e alimentamos ilusões?

Quantas vezes não aplaudimos o esforço que a criança faz para cumprir as mil e uma ordens que ecoam entre toques estridentes que ainda se usam nas nossas escolas para dizer que a aula vai começar ou está na hora de ir lanchar? Mas, se vem um insuficiente como resultado de um teste, ou a célebre bolinha vermelha na caderneta, estampa-se na cara do adulto a desilusão, a descrença… Sentar, respirar, ouvir o silêncio, fazem parte de uma postura que se pretende de mudança para melhor.

Acredite adulto, que a criança fica atordoada com as nossas atitudes que achamos ser para o bem deles! Onde fica o prazer de aprender? Da leitura? Da cumplicidade amorosa quando os acompanhamos ao parque infantil sem levar o pc, ou ficarmos presos no telemóvel? Onde o trabalho das emoções? Onde mora o pão da alma? Afinal onde fica o lar dentro de uma casa? O contributo do Espiritismo para a mudança das sociedades é enorme.

Porém, esse contributo toca as almas… não é visível enquanto não o transferimos para dentro de nós, para os nossos lares, permitindo assim a sua propagação por este mundo fora. Vamos fazer mais. Um conjunto de livros espíritas para crianças e jovens estão a nascer no sentido de auxiliar os pais, os Centros a trabalharem na educação dos filhos e desta forma dos próprios adultos. Sim, pois comportamento gera comportamento… e quem ensina espelha sempre o que lhe vai na alma.

Já leu algum dos livros infantis ou juvenis que a FEP tem publicado? Já percebeu que existe um encadeamento lógico para que se revele paulatinamente a doutrina espírita às crianças e jovens? Livros com histórias de vida, cujos conteúdos respeitam a idade dos pequenos leitores, mas que promovem a reflexão? Sim! Refletir é importante! Encontrar respostas para si mesmo, é importante! Ajude o(a) seu (sua) filho(a)! Imagine-se sentado com a sua criança a folhear um dos livros da coleção de 7-8 anos, por exemplo, o do tema “O que é o corpo?

”… a história conta que “Frederico é deficiente motor. O seu desgosto é grande. Na procura de saber o porquê da sua condição, Frederico foi amorosamente elucidado pelo pai sobre a lei da Reencarnação, a lei de causa e efeito, como resposta à justiça e bondade divinas. A compreensão sobre a constituição do homem na TerraEspírito, perispírito e corpoe saber que tudo quanto nós fazemos, bem como as nossas intenções mais íntimas ficam marcadas em nós, trazendo consequências boas ou más, levando-nos a responsabilizar pelos nossos atos, auxiliou a que Frederico mudasse o ponto de vista, libertando - -se da autopiedade.

Reconhecendo as suas possibilidades, Frederico modificou a sua maneira de ser, passando a viver com confiança em si e em Deus. De forma altruísta, um belo dia, num acampamento Frederico atirou-se ao lago, salvando o colega que muitas vezes o tinha criticado devido à sua deficiência.” O que acha que vai acontecer? Saiba que contar uma história de vida à sua criança terá um impacto muito grande na sua vida… Poderá reconhecer-se de alguma forma ou mesmo identificar possíveis soluções… Promoverá um novo diálogo com os pais.

Uau! Diálogo! Diálogos entre almas que se amam… Pais e filhos precisam de se escutar. Um fala o outro ouve e vice-versa… e não são as conversas que fazemos em piloto automático como “já lavaste os dentes?”, mas sim conversas com alma. E, os adultos, que estão em melhores condições para ouvir, deverão desta forma aproveitar o momento para melhor escutar e perceber a sua criança. Leiam mais, leiam juntos, dialoguem! E, com estes momentos, estará a criança a fortalecer-se com respostas que a vão acalmar e dignificá-la como merece, enquanto os próprios pais promovem em si mesmos a melhoria interior e cumprem com os seus deveres perante o Ser reencarnado que receberam.

Ajudemo-nos! No Aqui e no Agora! Por Manuela Vieira MARÇO.ABRIL.