Reportagem
Jornal de Espiritismo nº 87 · Maio 2018Página 63 min
Centro de Cultura Espírita: 15 anos Todas as sextas-feiras, o CCE leva a cabo uma conferência pública, com um tema à luz da filosofia espírita. No entanto, em Janeiro, altura em que se comemora o seu aniversário (3 de Janeiro), as conferências são efectuadas por convidados, que nos concedem a honra da sua presença. Foi assim no dia 5 de Janeiro com a conferência de Gláucia Lima (psiquiatra) que falou de um tema bem actual: “Fobias do presente e do passado”.
No dia 12 de Janeiro seguiu-se J. Gomes, que apresentou um tema com mestria, “Reuniões mediúnicas, uma análise multifacetada”, tema este que foi muito discutido com o público presente. A 19 de Janeiro, Reinaldo Barros, professor, residente em Olhão, presenteou o público com profunda palestra, acerca da “Viagem do Espírito ao longo do Tempo, tendo, este ciclo de conferências terminado dia 26 de Janeiro, com o tema “Inteligência e Evolução”, na pessoa de Francisco Curado (cientista na Universidade de Aveiro).
Assuntos muito actuais, apresentados com grande qualidade, foram uma lufada de ar fresco para quem frequenta o CCE, pois foram tratados de forma inabitual, com pessoas diferentes, trazendo mais diversidade de pontos de vistas, e mais qualidade ao debate da vida à luz do Espiritismo. O Centro de Cultura Espírita mantém-se aberto há 15 anos, com conferências semanais, atendimento ao público em privado, passe espírita (no CCE e ao domicílio), grupo de crianças, reunião de desobsessão espiritual, grupos de estudo (Estudar Kardec e Curso Básico de Espiritismo), cine-debate espírita mensalmente, distribuição de bens alimentares a famílias carenciadas, biblioteca, presença na Internet, no Facebook e no Youtube e Livraria.
No mês de Janeiro de 2018, o Centro de Cultura Espírita (CCE) das Caldas da Rainha, Portugal, fez 15 anos de actividade contínua. Nada de especial, não fosse essa actividade efecutada gratuita e permanentemente, ao serviço do próximo, com um único salário: a alegria de servir, de ser útil. Questionado sobre como mantêm este espaço aberto há tanto tempo, um dirigente do CCE refere: “Com muita carolice, dedicação, espírito de sacrifício e prazer de ser útil ao próximo.
Não cobramos nem aceitamos donativos. Quem mantém o espaço físico são alguns sócios e beneméritos, com uma quota livre (um ou outro nem paga) e fazemos isto, porque há anos atrás alguém também fez o mesmo por nós, quando não sabíamos como lidar com a mediunidade. Um centro espírita é uma escola de almas, um porto de abrigo para quem quer mais da vida, além da matéria. Ser espírita é muito difícil, pois há tanto trabalho a fazer em prol do próximo, que poucas pessoas têm o espírito de abnegação, de sacrificar os seus tempos livres para servir a quem precisa de orientação, apoio espiritual e até material.
No fim vamos para casa de alma cheia, e vemos no CCE, um espaço cultural, onde entra quem quiser, e onde tentamos que todos nós possamos ir ali fruir um pouco de paz, que atenue as atribulações do quotidiano, ou não fosse o lema do espiritismo “Fora da caridade não há salvação”, isto é, somente fazendo ao próximo o que desejamos para nós, evoluiremos espiritualmente. Fica, pois, o convite para nos visitar semanalmente ou na nossa página em www.
cceespirita.wordpress.com” Contrariamente ao que muitas pessoas pensam, o espiritismo não é mais uma religião ou seita, mas sim uma filosofia de vida, espiritualista, com base científica e de consequências morais. Por José Lucas foto CCE MARÇO.ABRIL.
