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Jornal de Espiritismo nº 88 · Maio 2018Página 33 min

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Consultas e regressão? Paulo pergunta: “Gostava de saber se há algum centro espírita em Lisboa que faça regressão de vidas passadas”. Na primeira oportunidade, a resposta segue: «Caro Paulo, regressão de memória não é assunto de centro espírita. Deve ser tratado com a devida competência técnica em consultório de psicólogo clínico ou psiquiatra formado nessa vertente. Primeiro, o técnico de saúde habilitado deverá avaliar se essa terapia transpessoal se adequa ao tratamento do problema que evidencie.

Se não se adequar, encontrará decerto outras terapias mais indicadas para resolver o problema que se manifesta. Se se dá o caso da regressão ser adequada do ponto de vista terapêutico, irá decerto fazê-lo sem complicar mais o vínculo de perturbação. Na verdade, não basta localizar com essa técnica a situação traumática que esteja a dificultar a assimilação normal da experiência de vida passada na vida atual. Não poucas vezes, lembrar e não tratar até agrava o problema.

Embora a regressão de memória não tenha necessariamente de abranger momentos traumáticos situados em vidas passadas, normalmente há reforços na vida presente nesse sentido. Por isso, se tem de facto algum transtorno grave que lhe perturba significativamente a vida do dia a dia, recomendamos que procure um profissional dentro das características referidas em cima. Terminamos desejando - -lhe boas resoluções e muita paz».

“Falar com alguém” Joana escreve: “Gostava de saber como faço para poder falar com alguém sobre este tema. Uma espécie de consulta, para perceber melhor algumas coisas. Obrigada”. Tratou de se explicar melhor a questão: «Olá, Joana. Não existem consultas nas associações espíritas, mas semanalmente costuma haver uma reunião de atendimento privado. Nesta reunião, alguém da associação escuta em particular quem procura conversar e tenta aconselhar da melhor maneira possível.

Para esse efeito, embora não conheçamos a maioria das associações que nos enviaram morada e contactos, veja por favor alguma perto de si com que se afinize mais e coloque as questões que desejar. A referida lista está no site da ADEPhttp://adep.pt/todos - -os-distritos. De nossa parte, por e-mail estaremos disponíveis para ajudar. Votos de um bom fim de semana!». “É necessário pagar?” Magda indaga: «Bom dia. Queria saber como funcionam as reuniões.

É necessário pagar?». Resposta - «Olá, Magda. A sua pergunta é vaga, se considerarmos que há muita variedade de reuniões espíritas, mas é muito objetiva na questão do pagamento. Numa associação espírita, que o seja de facto, não se paga nada, sobretudo no que toca às atividades de rotina semanal. É o caso do atendimento fraterno e da desobsessão, do passe magnético e da palestra espírita, por exemplo. Um outro caso é o de atividades excecionais, como por exemplo congressos, seminários, etc.

nos quais por vezes é necessário custear auditório externo mais espaçoso do que o da associação espírita ou apoiar refeição e alojamento de conferencista(s) que vêm de longe. Neste caso, o ingresso não tem a ver com obtenção de qualquer tipo de lucro, mas apenas com os custos reais da atividade extraordinária. o técnico de saúde habilitado deverá avaliar se essa terapia transpessoal se adequa ao tratamento do problema que evidencie.

Sobre as reuniões espíritas, recomendamos as de estudos da doutrina espírita, onde nada se paga também, e onde poderá trocar ideias com os participantes e com quem as coordena. Sobre as reuniões mediúnicas, onde se processa em condições delicadas o intercâmbio entre a nossa dimensão material e a espiritual, não recomendamos para já, até porque são normalmente privadas, pois requerem uma formação prévia para que tudo corra da melhor maneira.

Esperamos ter conseguido responder em poucas palavras à sua questão». “Poderia ser atendida por uma psiquiatra vossa?” Raiana questiona: «Por favor, como poderia ser atendida, se é que têm, por uma psiquiatra vossa? E quanto se paga? Nunca senti nada paranormal. Obrigada». Resposta - «Olá Raiana. Não temos psiquiatras ao nosso serviço, nem estamos no ramo da saúde, porém, conhecemos médicos que gostam de estudar espiritismo.

Se for esse o seu interesse, podemos dar-lhe o contacto de um ou outro psiquiatra nessa condição, mas isso funciona como um consultório médico normal, sem que a ADEP tenha o que quer que seja a ver com isso. Verificamos que diz nunca ter sentido nada de paranormal, por isso, aconselhamo-la a procurar um psiquiatra pelos seus próprios meios que lhe inspire confiança». Surgem questões das mais variadas entre as edições do “Jornal de Espiritismo” - escolhemos algumas, pois quem sabe se um destes alvitres não é também seu?