Revolução espírita: a teoria esquecida de Allan Kardec seus ensinamentos operaram no mundo, nidade, codificando, de 1857 até 1869, apesar da exiguidade dos seus meios de como Allan Kardec, a Doutrina dos Espí- acção. ritos, cumprindo-se assim, a promessa Se, em vez de princípios sociais e rege- de Jesus quando nos disse que enviaria neradores, fundados sobre o futuro espi- o Consolador que desenterraria da “po- ritual do Homem, Jesus só tivesse para eira dos séculos” as lições esquecidas e oferecer à posteridade alguns factos ma- adulteradas, bem como o que “não pode- ravilhosos, hoje talvez apenas o conhe- ríamos ainda suportar”, naqueles tempos cêssemos de nome.
de ignorância. Se o Cristo não disse tudo o que poderia A obra em pauta estende-se por cerca ter dito, é porque achou necessário deixar de 637 páginas e está dividida em cinco certas verdades na penumbra, até que os partes: Parte 1 – O grande desconheci- homens pudessem compreendê-las.» do; Parte 2 – Educação e autonomia (A Após os primeiros séculos de implanta- formação racional do menino Rivail, em ção do Cristianismo, iniciou-se a longa Yverdon, etc.)
; Parte 3 – A revolução es- noite medieval (476-1453), em que a dor pírita; Parte 4 – Teoria esquecida; Par- contribuiu decisivamente para desbastar te 5 – A causa espírita à frente. Abarca as nossas “anfractuosidades morais”. também um glossário com 37 verbetes, Seguiu-se a Idade Moderna (1453-1789), bibliografia com 100 referências e, ain- durante a qual os Espíritos elevados re- da, uma colectânea de seis cartas inédi- tornaram às lides terrenas, sobretudo no tas de Manuel José Araújo Porto-Alegre século XVIII, para, in loco, trabalharem (1806-1879), que conheceu e estudou Obra de grande fôlego que nos mostra o definitivamente o caminho que nos con- em prol do progresso das ideias, implan- o magnetismo, pesquisou a mediunidaquanto ignoramos a doutrina que dize- duzirá, de forma consciente, à perfeição tando a era do Iluminismo.