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Centrais (pág. 11)

Jornal de Espiritismo nº 89 · Abril 2018Página 114 min

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Há expressões difíceis de traduzir para português, não porque não se saiba fazer isso, mas porque simplesmente não resulta. É o caso do género humorístico conhecido pelos apreciadores como «Stand up comedy», que teve neste evento 15 minutos de talento imperdível por Joana Santos, uma jovem médica que nos tempos livres dá corda a esta tentação proferida num corolário ininterrupto, tendo como separadores sonoros as gargalhadas inevitáveis: «O espiritismo é mais difícil de ser aceite pelos homens porque ficam a saber que podem ver a sogra em futuras vidas» ou «A primeira vez que fui ao centro espírita, foi assim um bocadinho complicado.

Ia com medo, e entrei em pânico, quando no fim disseram que íamos ter o “passe” – pensei: Lá vou eu ter de pagar 40 euros por mês! Mas lá fui». Esta foi a grande novidade no programa da 14.ª edição do certame que incluiu entre diversos motivos de interesse dez conferências, duas mesas-redondas, o lançamento nacional de dois livros publicados pela FEP e sete novos posters temáticos de análise de dados, com simpáticas palavras iniciais do vice-presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha e do presidente da Federação Espírita Portuguesa.

Contou igualmente com a participação do cantor lírico Maurício Virgens, residente na Alemanha. Também na música, Reinaldo Barros, João Paulo, João Tiago Gomes e Sílvia Torres, dos Açores, criaram espaços muito aprazíveis entre a audiência. Sem delonga, há que deixar já uma boa notícia: se não esteve presente, ou se esteve e quiser rever melhor alguma apresentação, encontra tudo no canal da ADEP no YouTube, tudo inteiramente grátis, graças a uma equipa de meia dúzia de voluntários dedicadíssimos e muito competentes.

Logo a abrir, médica e estudiosa da doutrina espírita, Maria Paula Silva fez a primeira conferência das jornadas com o tema «Mediunidade, ferramenta iluminativa», seguindo-se Daniela Ferreira que falou sobre uma viagem na história dos fenómenos mediúnicos. Carlos Miguel veio a seguir e abordou o assunto mediunidade na fasquia das crendices e da imprensa na primeira metade do século XX. Com intervalos folgados, as jornadas contaram com uma livraria com muitos e bons títulos.

Este suporte cultural esteve disponível para atender os interessados, enquanto dois títulos acabados de surgir – «Consultório II – Uma abordagem entre a Psiquiatria e o Espiritismo», de Gláucia Lima, e «Casos (in)comuns e números curiosos: reuniões mediúnicas», de J. Gomes – tiveram ensejo de ser autografados pelos autores, assim como um CD de música de Maurício Virgens. Sem delonga, há que deixar já uma boa notícia: se não esteve presente, ou se esteve e quiser rever melhor alguma apresentação, encontra tudo no canal da ADEP no YouTube, tudo inteiramente grátis «A mediunidade na família» foi comentada por Leonor Leal, de Alcobaça, seguindo-se um espaço de humor e uma mesa - -redonda que valorizou os sete posters de análise de dados afixados no átrio do centro de congressos com temas interessantes: estimativa de quantas e quais as reuniões mediúnicas que se realizavam em Portugal o ano passado, uma análise estatística sobre a relação de género de Espíritos comunicantes, um caso de poltergeist em Portugal, dados estatísticos das jornadas nos dois últimos anos, dados da ADEP no Facebook e no Youtube, sem esquecer um inquérito sobre como se posicionam os espíritas face às questões ambientais.

Domingo, a primeira conferência esteve sob o cuidado de Gláucia Lima, médica psiquiatra estudiosa da doutrina espírita nos seus tempos livres desde jovem, que dissertou sobre «O médium no consultório médico». José Lucas falou depois sobre a mediunidade no centro espírita e Joana Farhat, finalista de medicina, abordou «Mediunidade: caminho para a saúde». Veio depois um sotaque espanhol: falamos de António Lledó, do Grupo Villena, de Alicante no Sul de Espanha, que apresentou «O Homem Psi, o Homem do futuro».

Houve ainda palavras de Amélia Reis sobre Francisco Cândido Xavier, de João Xavier de Almeida e o tema final «O que aprendemos com a mediunidade», por J. Gomes. Com acesso ao inquérito com respostas de avaliação dos participantes verificou - -se que este ano dominam sobremaneira as apreciações positivas, sempre anónimas: «Foram as primeiras jornadas que assisti. Estavam muito bem organizadas tanto a nível do funcionamento como dos temas escolhidos.

Não tenho críticas a apontar. Dou os meus parabéns a toda a equipa». «Gostei. Houve momentos de alegria e boa disposição entre a organização, os palestrantes e os assistentes. Fico grata e que Deus ajude a continuarem este trabalho tão maravilhoso. Gostei muito da foto em 3 Dparabéns a toda a Equipa da Tecnologia». «No geral gostei bastante das jornadas, foi dos melhores eventos do género que fui. Certamente voltarei às Caldas para estas jornadas.

Não sei se existem, mas poderia ser interessante terem algum tipo de pacote para incluir ou refeições ou até estadia. Cumprimentos e os meus parabéns». Estas Jornadas foram organizadas pelo Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha, e pela Associação de Cultura Espírita de Alcobaça. Para o ano há mais. JULHO.AGOSTO.