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Jornal de Espiritismo nº 89 · Abril 2018Página 33 min

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Há algum centro que possa visitar? Escreve-nos D. S. há já alguns meses e diz que tem contacto com a doutrina espírita desde 2010. Adianta que já frequentou uma associação espírita, frequentou até o curso básico e assistiu a várias palestras. Participou também no último congresso mundial espírita em Lisboa. Diz que conhece algum trabalho da ADEP e gosta da abordagem desta à doutrina. Remata que gostava no entanto de perceber um pouco mais da forma da ADEP atuar junto das pessoas, se utiliza a mesma abordagem de palestras públicas do evangelho e cursos ou se existe outra visão: há algum centro que possa visitar para saber um pouco mais?

Resposta: Esclarecemos que o congresso mundial de há dois anos não foi atividade da ADEP, mas da Federação Espírita Portuguesa. A ADEP colaborou na transmissão on line, porque lhe foi possível, de forma inteiramente grátis. Face ao que solicita, adiantamos que a ADEP não é um centro espírita, tem atividades de índole mais específica, porém, os seus colaboradores e coordenadores colaboram em centros espíritas das cidades em que habitam.

Uns são dirigentes desses centros, outros são apenas colaboradores pontuais. É normal as pessoas afinizarem-se mais com a atmosfera de uma associação ou de outra, mas mesmo que isso não aconteça, há sempre a possibilidade de manter contacto e estudos mais motivadores por nossa própria iniciativa, basta prepararmo-nos para isso. Medo da morte Uma senhora, que assina S. S., escreve esclarecendo que conhece a doutrina espírita e fez alguns cursos.

Diz que acredita na reencarnação e nos restantes pontos estruturais, mas era recorrente sentir medo da morte. Indaga se terá alguma fobia. Explica que quando pensa nisso, conclui que não pode ficar num caixão, debaixo da terra, «não sei explicar», escreve e assume a confusão que sente, «porque acredito que o meu espírito não mais vai estar ali». A resposta tentou ajudar: Somos umas autênticas «cabecinhas pensadoras».

O medo da morte, próprio de muitos seres vivos, é uma sensação instintiva reforçada pelo receio do desconhecido. Aquilo que desconhecemos causa receio de (elevada) instabilidade, como parece ser o seu caso. Não se preocupe. Nós não somos o corpo material que vemos. Temos um corpo espiritual que se desliga quando o caos orgânico irreversível da morte do corpo material ocorre. Na nossa experiência, ao falarmos com quem parte desta vida, verificamos que frequentemente uma expressiva maioria desses casos nem sabe que já está há anos na vida espiritual.

O tempo para estes casos é subjetivo, como se estivessem (e muitos estão) num estado alterado de consciência, desligados definitivamente do corpo físico. Muito poucos entre eles assistiram ao seu funeral... nenhum dos que atendemos ao longo de décadas, que me lembre, foi realmente sepultado ainda ligado ao corpo material com consciência disso. Muitos não sabem sequer dizer como partiram e esperam que nós saibamos dizer-lhes.

O medo da morte, próprio de muitos seres vivos, é uma sensação instintiva reforçada pelo receio do desconhecido. Aquilo que desconhecemos causa receio de (elevada) instabilidade, como parece ser o seu caso. Contudo, alternativamente, por vezes no passado pode haver alguma experiência cármica que tenha sido mal interpretada no seu inconsciente e venha daí uma fobia perturbadora. Nesta circunstância, deveria procurar auxílio de médico ou psicólogo clínico com formação em saúde mental que ajudasse a superar esse problema, sendo certo, a nosso ver, que através do estudo da vida espiritual através de boa bibliografia poderá também esclarecer-se significativamente e esbater essa aparente fobia.

Espere o melhor da vida – na verdade, não é o que temos à volta que normalmente define a nossa felicidade, mas a possibilidade de revermos a nossa posição interior face ao nosso mundo que reverte as paisagens em itens mais felizes no dia a dia. Não acha que faz sentido? foto pixabay A interação com alguns leitores que tomam a iniciativa de colocar algumas questões preenche esta página com a vantagem de poder adiantar uma pergunta que pode também ser a sua.