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Jornal de Espiritismo nº 89 · Abril 2018Página 183 min

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Sabia que? Porque as mortes prematuras, nomeadamente por acidente, vêm acompanhadas por alguma confusão espiritual até que o desencarnado tome consciência do que lhe aconteceu, poderemos ajudar enviando-lhe preces e pensamentos de bom ânimo? Pela mediunidade de efeitos físicos de Elisabeth D`Espérance foi produzido, numa sessão de materialização em 28-6-1890, um lírio dourado com 2,27 metros de altura que permaneceu perfeito durante uma semana, após o que se desmaterializou e desapareceu?

Entre a imensa obra bibliográfica espírita de Léon Denis, podemos encontrar “Giovanna”, novela espírita (uma fascinante história de amor), publicada em Paris em 1880? Para avaliar a sanidade ocular dos pacientes e verificar a espécie de doença de que eram portadores, o médium José Arigó (Congonhas do Campo, Minas Gerais, Brasil) introduzia entre o globo ocular eapálpebra, sem qualquer anestesia nem assepsia, uma pequena faca de cozinha bem afiada, que manejava em todas as direções, examinando, de seguida, os resíduos encontrados na lâmina, técnica a que Herculano Pires chamou –“Exames à ponta de faca”?

Maia era uma menina de 8 anos, bem disposta e filha única. Os seus avós tinham uma loja na cidade onde morava e, sempre que podia, quando saía da escola, ia ter com eles e passava por ali as tardes. A cada oportunidade, ela ajudava no atendimento ao balcão. De cada vez que entrava um cliente, a menina corria a atender e preocupava-se a fazer um bom e simpático atendimento. Era o seu sorriso franco e o bom atendimento com que tratava as pessoas que levava muitos clientes a recompensá-la com uma moedinha.

Ela ia-as guardando com muito entusiasmo, pois eram do seu trabalho. Certo dia entrou um mendigo na loja: - Uma esmolinha, por favor. – pediu o senhor já com alguma idade, ou pelo menos assim parecia, pois os cabelos brancos e a grande barba não permitiam ter outra ideia. Rapidamente, Maia foi à gaveta do balcão, retirou uma moeda e, sorridente, entregou-a ao senhor com trajes andrajosos. O avô reparou na atitude da neta e nada disse.

Dias mais tarde, entrou uma senhora e, também esta, veio para pedir uma esmola. Novamente, Maia que estava presente, sem pensar sequer um minuto, dirigiu-se à gaveta do dinheiro, mas antes de a abrir, o avô que estava por perto, travou-a. Depois, com voz serena e sem que mais ninguém ouvisse, perguntou-lhe onde estava a caixa dos trocos dela que ela ia recebendo dos clientes. - Está nesta gaveta ao lado. – respondeu admirada.

- Então abre e tire de lá uma moeda exatamente igual àquela que irias tirar desta gaveta e entrega-a à senhora que queres ajudar. A neta assim fez. Sorridente entregou a moeda à senhora. Depois de sair, o avô explicou-lhe: - Sabes Maia, quando ajudamos os outros com aquilo que é nosso, que na realidade foi ganho por nós, a ajuda que damos, sabe - -nos muito melhor. Da primeira vez, também agiste bem, pois a tua intenção foi ajudar, mas não ajudaste com aquilo que foi ganho por ti.

A tua ajuda de hoje teve muito mais valor do que da outra vez! Essa é a verdadeira caridade! De facto, a menina sentia-se radiante e muito melhor por saber que, afinal, o seu trabalho tinha valor, até já podia ajudar os outros! (Texto adaptado de “E, Para o Resto da Vida...”, Wallace Leal V. Rodrigues, editora O Clarim) Caridade INFANTIL Por Manuela Simões 06 O hábito da prece, ligando-nos à Espiritualidade superior, causa, no corpo físico, uma sensação de harmonia que pode ajudar no processo curativo de algumas doenças?