Cinema / Literatura
Jornal de Espiritismo nº 90 · Setembro 2018Página 179 min
CINEMA / LITERATURA Inside Out Riley é uma menina de 11 anos que, contrariada, tem de abandonar a sua vida no Minnesota para ir morar para São Francisco com os pais. Mas Riley não é bem a protagonista desta história. Os protagonistas desta deliciosa aventura são as suas emoções primárias: a Alegria, a Tristeza, o Medo, a Raiva e a Aversão. É através delas que vamos fazer uma inacreditável viagem à mente de Riley, às suas contradições, conflitos e ilusões enquanto ela precisa de lidar com à ideia de viver numa outra cidade, longe dos seus amigos, da sua equipa de hóquei e fingindo que está contente com esta mudança.
Ao longo desta enriquecedora experiência, Riley vai ter de aprender que as emoções são muito mais complexas do que aparentam e que, por vezes, algumas emoções mais sombrias têm um papel importante na harmonia e no seu equilíbrio a curto prazo. “Inside Out” é um filme dos estúdios da Pixar que arrecadou o Óscar de Melhor Filme de Animação em 2015. A representação gráfica das emoções é muito criativa e convida à gargalhada, provocando-nos também a reflexão sobre a natureza das nossas emoções, na forma como elas influenciam o que somos, o que fazemos e a relação que mantemos com elas.
Podemos escolher as nossas emoções? Teremos controlo sobre elas? Um redondo “Não!” parece a resposta mais evidente para estas perguntas à medida que nos lembramos de como as emoções surgem em resposta a acontecimentos no nosso dia-a-dia e o dominam às vezes de forma irredutível. Mas se excetuarmos os casos patológicos e as situações extremas, qualquer um de nós é capaz de estabelecer uma linha vermelha para o alcance das suas emoções impedindo que elas dominem totalmente as reações e comportamentos.
Sendo assim, mesmo não podendo escolher as nossas emoções que sentimos, podemos escolher as emoções que alimentamos. Não temos um controlo completo sobre elas mas podemos mudar a forma como pensamos a realidade objetiva e subjetiva à nossa volta. Na verdade, as emoções dizem-nos pouco sobre a realidade exterior mas muito sobre nós mesmos. Infelizmente, quase sempre interpretamos este axioma em sentido inverso. É que quando sinto aversão por alguém, essa emoção diz muito mais sobre mim do que sobre a pessoa por quem sinto aversão.
Ao sentir raiva do meu colega de trabalho por uma resposta por email a que deu conhecimento ao chefe, essa emoção surgiu pela forma subjetiva como interpretei as suas intenções e corresponde a algo objetivo sobre mim e à minha resposta a este tipo de situações. É que muitas das nossas emoções são respostas enviesadas e deturpadas aos conceitos íntimos que adquirimos e à perceção equivocada que temos da realidade. A multiplicação de assassinatos de jovens Como administrar melhor o Centro Espírita através das pessoas Felizmente, na literatura espírita já existem trabalhos de qualidade que nos ensinam a forma de administrarmos correctamente um Centro Espírita.
Nunca devemos perder de vista que o objectivo essencial do Centro Espírita é “facilitar a transformação moral do homem”. A presente obra, de apenas 141 páginas, do estudioso e divulgador da Doutrina Espírita Ivan René Franzolim, é um exemplo muito útil para atingirmos esse objectivo, que a U.S.E. – União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, Brasil – nos oferece. Gostaria de sugerir, antes de continuar, que todos os Centros Espíritas a serem criados devem conter no seu nome o vocábulo que o qualifique como tal, sem margem para interpretações dúbias, ou seja, a palavra “Espírita”.
Assim, após o qualificativo “espírita”, acrescentaríamos o seu nome propriamente dito: a localidade ou região onde se encontra, ou apenas o nome de uma personalidade espírita de referência. Exemplos: Centro [Núcleo, Sociedade, Associação, Grupo] Espírita da Fuzeta; Centro Espírita do Alentejo; Centro Espírita «Fernando de Lacerda»; Centro Espírita «Deolindo Amorim»; Centro Espírita «Allan Kardec», etc. Poderíamos também batizá-los com os nomes das virtudes (perdão, amor, esperança, caridade, etc.)
, mas pessoalmente preferimos os nomes das personalidades que as vivenciaram e dignificaram na realidade, porque tem outro impacto e respeitabilidade, evitando-se, assim, vulgarizar as virtudes, já de si tão mal tratadas. Ivan Franzolim define nesta obra, com lucidez, qual o objectivo do Espiritismo: “A transformação moral do homem estimulando-o a conhecer e a obedecer as leis naturais.” Registamos alguns dos objectivos fulcrais dos administradores das casas espíritas: zelar pela fidelidade e divulgação do conhecimento espírita; promover a interação fraterna e o progresso de todos os seus colaboradores; buscar a eficácia e a melhoria da qualidade de todas as actividades e nos bens e serviços oferecidos; instigar o exercício permanente do estudo da Doutrina e da prática constante do aprimoramento interior; buscar manter uma situação económico - -financeira sólida, capaz de assegurar o desenvolvimento das actividades dentro de uma linha ascendente de melhoria.
O autor recorda que os elementos essenciais na administração de qualquer organização são o “homem” e o “trabalho”. negros nos EUA por polícias em operações stop acontecem porque, esses polícias, reagindo emocionalmente a um preconceito racial, percebem como ameaças situações comuns como ajeitar o colarinho ou coçar a orelha. Em vez de ficarmos agarrados a conceitos e preconceitos que nada têm a ver com a realidade e que despoletam emoções equivocadas, é urgente transformar a forma como pensamos as situações à nossa volta, adquirindo uma maior sensibilidade e lucidez para perceber a realidade como ela é, bem como uma benevolência para ver os outros com olhos da fraternidade.
As nossas emoções agradecem. Para além de ser incrivelmente divertido, “Inside Out” ajuda a pensar sobre o que sentimos e porque o sentimos. É uma reflexão preciosa. Título original: “Inside Out”. Realizado por Pete Docter. EUA, 2015 – 102 minutos. Por Carlos Miguel Afirma, também, que “somos o que as nossas acções exemplificam” e que toda a Organização, e muito especialmente uma casa espírita, deve “trabalhar em clima de compreensão, cooperação e igualdade de direitos”.
Jamais devemos de esquecer que o nosso compromisso é com o Espiritismo, para não repetirmos os erros do passado que têm sempre adulterado a Verdade e retardado a nossa evolução. Podemos ler noutro local do presente «Jornal de Espiritismo» o artigo do autor intitulado «Conhecer o que crê, saber por que crê» que deve merecer a nossa melhor atenção. Ivan Franzolim é formado em Administração de Empresas com pós-graduação em Comunicação Social e Marketing de Serviços, e sobretudo, é um espírita militante na linha do saudoso Professor José Herculano Pires, pelo que tem feito em prol da causa espírita.
Por Carlos Alberto Ferreira SETEMBRO.OUTUBRO.2018 foto direitos reservados Como conheceu o Espiritismo? Carla Simões – Conheci o Espiritismo através de uma amiga brasileira. Frequenta algum centro espírita? Carla Simões – Sim, frequento o centro espírita “Good Study AK”, na Lousã, associação sem fins lucrativos da qual sou dirigente, com a minha irmã. Qual a sua opinião acerca do “Jornal Espiritismo”? Carla Simões – É um jornal interessante, com temas atuais, de reflexão e estudo.
Do que já conhece do Espiritismo, ele mudou alguma coisa na sua vida? Carla Simões – O espiritismo mudou tudo na minha vida, de tal modo que hoje, dirijo, com a minha irmã, um centro espírita, na Lousã (morada: GOOD STUDY, A. K., Rua Vicente Dias Martins, 3200-156 LOUSÃ, telefone 918139427, E-mail: goodstudyak@gmail.com). Carla Simões reside na Lousã, na região Centro de Portugal, conta 38 anos e é engenheira. IMPRESSÃO DIGITAL Numa única frase “O educando é um espírito encarnado”, Herculano Pires realizou, no que diz respeito à educação espírita, um trabalho ímpar, propondo e estruturando a pedagogia espírita fortemente calcada nos princípios da imortalidade e da evolução do espírito?
AMÉLIA REIS 01 02 03 04 05 18 . JO RNAL DE ESPIRITISMO Entrevista a frequentadores Sabia que? Mais de setenta por cento das pessoas que procuravam Francisco Cândido Xavier não eram espíritas, mas ele atendia a todos da mesma forma, sem olhar a condições sociais, nomes ou crenças? Desencarnações envolvidas em circunstâncias trágicas (incêndios, terramotos, acidentes aéreos, enfim…) estão associadas a experiências evolutivas e, não raro, representam o resgate de dívidas contraídas com o exercício da violência?
O prof. doutor Ian Stevenson apresenta na Obra “Twenty Cases of Reincarnation” o caso de um espírito que reencarnou, pouco tempo depois de ter partido para a erraticidade, como filho do próprio filho, reconhecendo os familiares próximos bem como o seu antigo relógio de bolso que a família conservara? Os seres que reencarnam como nossos filhos e filhas constituem parte integrante do projeto elaborado para a vida terrena no seio familiar e precisam contar connosco para as tarefas evolutivas que programaram realizar junto de nós?
Era uma vez uma menina que andava na escola, como todos os meninos, mas que passava a vida a brigar com os outros meninos. Por causa disso, durante o recreio, ocupava-se a ficar infeliz e birrenta grande parte do tempo. Por mais que lhe dissessem que ela deveria deixar os queixumes e aproveitar o que era bom para ficar mais feliz, a menina considerava que os defeitos dos outros tinham muito peso e eram mais fortes e isso era razão para as brigas constantes.
Não conseguia esquecê-los para estar melhor com os seus colegas de escola. Os dias iam passando e os episódios repetiam-se dia após dia. A professora começou a ficar preocupada com a situação, pois iniciar as aulas após os intervalos, não estava fácil, já que o rol de queixas era enorme e era urgente resolvê-los. Um dia, a professora propôs um jogo à menina, juntamente com a turma. Pegaram numa balança e colocaram-na em cima de uma mesa e ao lado puseram vários pesos do mesmo tamanho.
Depois, ficou definido que o prato direito da balança era para os defeitos de “Brincar em grupo” e o prato esquerdo era para as coisas boas, as virtudes. Começaram as opiniões sobre o que existia de menos bom nas brincadeiras em grupo: 1) não podemos brincar ao que nós queremostemos que chegar a um acordo e pode não nos agradar; 2) temos que brincar com todos os colegas; 3) até chegar a nossa vez de jogar, demora muito tempo a dar a volta por todos… A menina foi concordando com as sugestões e a balança, por agora, pendia só para um lado, para o lado direito, o lado dos defeitos.
Depois começaram a dizer as coisas boas. 1) Nunca estamos sozinhos; 2) a maioria dos jogos só se fazem se existirem duas ou mais pessoas, por isso existe maior variedade de jogos; 3) aprendemos muito uns com os outros; 4) se nos magoamos temos alguém ao nosso lado para ajudar; 5) as alegrias das vitórias só são possíveis se existirem outros parceiros; 6) fazem-se muitos amigos; 7) crescemos mais saudáveis; 8) partilhamos muita coisa; 9) quando há brigas, existe maior possibilidade de ajuda para acalmar os ânimos… Também aqui, a menina foi concordando com todas as sugestões.
Agora a balança já pendia totalmente para o lado oposto, o lado das virtudes. No fim, todos perceberam que jogar em grupo é mesmo mais gratificante e que saem todos a ganhar se fizerem um esforço para aproveitarem os colegas que têm. Quem tirou as melhores lições, foi mesmo a menina. Afinal, os defeitos não têm mais peso do que as virtudes e passou a esforçar - -se para valorizar as coisas boas e desvalorizar o que é menos bom.
(autor desconhecido) Os defeitos numa balança INFANTILPor Manuela Simões 06 Os Espíritos são mais sensíveis à saudade dos que os amavam na Terra do que podemos imaginar, pois essa lembrança aumenta-lhes a felicidade, se são felizes, e, se são infelizes, serve-lhes de alívio? Importância da educação espírita O Francisquinho, de nove anos de idade, no final do passado ano letivo, fez uma ficha de língua inglesa na escola que perguntava qual o dia da semana que mais gostava.
Consegue imaginar o que é que o menino respondeu? Não hesitou: - Sábado. E desenhou a reunião da infância espírita na associação que frequenta com os pais. O caso é mesmo verídicouma fofura! SETEMBRO.OUTUBRO.
