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Jornal de Espiritismo nº 92 · Janeiro 2019Página 33 min

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Medicina tradicional e mediunidade Resposta – É simples: a mediunidade não é uma doença, logo, ela não necessita, regra geral, de cuidado médico com vista a poder ser tratada. Além disso, é uma faculdade que se pode equilibrar, educar, para que, quem a sinta descompensada em alguma fase da sua vida, possa vir a ter um quotidiano perfeitamente normal. Acresce dizer que a faculdade mediúnica é estudada de forma singular pela doutrina espírita (ou espiritismo) e, em princípio, não carece de cuidado médico se a pessoa com essa sensibilidade estiver bem de saúde do ponto de vista orgânico e psicológico.

Os conhecimentos espíritas, por outras palavras, revelam-se experimentalmente essenciais para a pessoa com sensibilidade mediúnica vir a equilibrá-la sem os lapsos e desequilíbrios que lhe poderiam ser inerentes por mera ignorância de cuidados que não compreendam as linhas de força do fenómeno. Porém, os médicos, psicólogos e outros técnicos, em equipas multidisciplinares, podem contribuir sobremaneira para diversos avanços no conhecimento, como por exemplo a caracterização fisiológica do transe mediúnico, o que se reveste de elevado interesse na ideia de se conhecer melhor a caracterização do fenómeno no organismo material.

É também verdade que não temos conhecimentos sobre medicina oriental. Não nos parece ser um problema nuclear, pois verificamos que as ciências médicas europeias evidenciam uma progressão notável nas últimas décadas com base em resultados práticos com base científica – não sendo perfeita, como é natural, a medicina convencional contribui sobremaneira para o bem-estar da população, com as vantagens inegáveis oferecidas pelo Serviço Nacional de Saúde.

Entes queridos desencarnados Fora deste contexto, vem outra pergunta colocada por correio eletrónico: «Gostava de um conselho vosso, se possível. Infelizmente o meu querido pai faleceu repentinamente há meio ano e isso está a abalar-me muito e à minha família, principalmente porque ele era um excelente ser humano. Têm o contacto de algum(a) médium de confiança para tentar entrar em contato com o meu querido pai?». RespostaBoa noite.

Recebemos a sua mensagem e apresentamos os nossos sentimentos pela partida do seu ente querido. Dentro da nossa experiência aconselhamos que analise o facto de a mediunidade não funcionar exatamente como um telefone que manipulamos como nos aprouver. Se procurar um grupo mediúnico e pretender que o seu pai desencarnado se manifeste, está a predispor-se provavelmente a assistir a um eventual transe animista, em que até pode ouvir alguém a passar por ser seu pai, sem o ser.

Quando partimos da vida material, nem sempre ficamos rapidamente em condições de nos podermos comunicar mediunicamente. Como ocorre em qualquer fenómeno, para que este ocorra é imprescindível que se reúnam as condições necessárias para que ele possa ocorrer. Mais vale esperar. Estudar o tema, e quem sabe um dia, quando menos esperar e houver verdadeiramente condições, isso ocorra de modo espontâneo com os detalhes comprovativos próprios dessas leis da natureza que regem a imortalidade da alma.

Em alternativa para agora, caso concorde, sugerimos que aprofunde o estudo dessa questão quem sabe visitando alguma associação espírita (não têm fins lucrativosdão de graça o que de graça receberam) perto de si com a qual se afinize. No site da ADEP encontra uma lista de associações sem fins lucrativoshttp://adep.pt/ todos-os-distritos. Na verdade, não conhecemos nem metade delas, mas as suas moradas foram-nos comunicadas e cabe a cada visitante fruir da eventual visita ou escolher outra.

Temos também a dizer que não estamos de modo algum afastados da possibilidade de auxiliar os que amamos e que partiram desta vida. Na vida espiritual, a natureza dos sentimentos que nutrimos pelos nossos parentes desencarnados funcionam ora como pesos (se pensarmos neles com emoções difíceis, tristes) ou como valiosos estímulos (com sentimentos afetuosos, gratos por termos vivido com eles, sentindo um amor desprendido).

Acredite ou não, a verdade é que de momento esta é a melhor maneira de apoiar o seu pai, agora que retornou à vida espiritual, a nossa verdadeira pátria. Deixamos saudações fraternas. foto pixabay Porém, os médicos, psicólogos e outros técnicos, em equipas multidisciplinares, podem contribuir sobremaneira para diversos avanços no conhecimento, como por exemplo a caracterização fisiológica do transe mediúnico C.B. pergunta nas Jornadas de Cultura Espírita do Oeste de 2018 que, recorde-se, teve por tema central a mediunidade: «Por que é que a medicina tradicional chinesa não é representada nestes eventos, tendo ela instrumentos que podem auxiliar os médiuns?