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Centrais (pág. 11)

Jornal de Espiritismo nº 94 · Setembro 2019Página 116 min

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Allan Kardec pesquisou os fenómenos espíritas e comprovou em 1857: a morte não existe, a vida continua, o contacto com o mundo espiritual é possível, real, pesquisável. Entre 1993 e 1998, a Sociedade de Pesquisas Psíquicas (SPR) de Londres comprovou todos os factos mediúnicos outrora confirmados, agora com equipamentos modernos e inquestionáveis. - Gravação de vozes em gravador de cassetes de fita, tendo sido retirado o microfone (integrado) que permitia a gravação; - Gravação em vídeo, numa escuridão completa; - Gravação em vídeo com infravermelhos.

CIENTISTAS E PESQUISADORES Durante dois anos, três membros da SPR investigaram exaustivamente estes fenómenos. Posteriormente, elaboraram um relatório que ficou conhecido como “Scole Report”: - Arthur J. Ellison: cientista, Professor de Engenharia na Universidade de Londres, duas vezes presidente da SPR, pesquisador de fenómenos paranormais. - David Fontana: psicólogo, especialista em estados modificados de consciência, meditação.

Foi presidente e vice-presidente da SPR, pesquisador de fenómenos paranormais. - Montague Keen: jornalista, principal autor, com David Fontana e Arthur Ellison, do “Scole Report” (1999), fez um exame detalhado dos fenómenos de efeitos físicos produzidos nas sessões com o grupo mediúnico em Scole, relatório este publicado pela Society for Psychical Research, onde foi secretário do seu Comité para a Investigação e Sobrevivência.

- Loyd Auerbach: pesquisador, assistiu aos fenómenos de efeitos físicos. - Denzil Fairbair: pesquisador, controlou as experiências com rolos fotográficos. - Archie Roy: professor, astrónomo, não crente, debateu longamente com o Espírito que falava através do médium, assuntos especiais de astrofísica que ninguém conhecia, a não ser o Prof. Archie. Os Espíritos, que se comunicavam pela fala (psicofonia) foram dando algumas instruções ao grupo do que deveriam fazer para que pudessem produzir os fenómenos.

- Dr. Richard Wiseman, psicólogo, especialista em fraudes. - James Webster, antigo mágico de palco e membro do Magic Circle e a sua esposa Shirley, participaram em sessões em outubro de 1994. - Rupert Sheldrake: biólogo, bioquímico, pesquisador de fenómenos paranormais. CONTROLOS DE PESQUISA Para que as hipóteses de prestidigitação e outras pudessem ser excluídas na explicação dos fenómenos, alguns dos controlos de investigação aplicados a este alfobre de fenomenologia foram os que se seguem: - Gravação em áudio, com retirada prévia do microfone do gravador de cassetes; - Gravação em vídeo, em plena escuridão, onde devia aparecer tudo escuro, apareciam imagens, e toda a panóplia de fenómenos acima descritos; - Todas as pessoas, objetos dentro da cave, tinham uma tira luminescente, em velcro, que permitia verificar, ver e ouvir, qualquer movimento ou possível fraude; - Presença de pesquisadores crentes e não crentes, que atestaram os fenómenos, não encontrando explicação para os mesmos dentro dos conhecimentos científicos terrenos; - Um prestidigitador profissional, que comprovou a veracidade dos fenómenos; - Utilização de câmaras de gravação de infravermelhos; - Utilização de uma caixa de madeira, com cadeado, onde o investigador inseria a embalagem de plástico com o rolo de fotografias, virgem.

O cadeado era fechado, a chave ficava com o investigador, e a caixa de madeira nas suas mãos. No fim da reunião, os filmes (Polaroid) eram revelados de imediato, na presença de todos os participantes. - Toda a cave ficava no subsolo, revestida a tijolo, sem janelas. Tinha apenas uma porta que era fechada e trancada (mesmo assim, os presentes sentiam por vezes, fortes correntes de ar, impossíveis de existirem). - Outros tipos de controlos impossíveis de serem fraudados.

CONCLUSÃO Para além do imenso material gravado, a Sociedade de Pesquisas Psíquicas (SPR) de Londres elaborou um relatório científico acerca destes fenómenos, chamado “Scole Report”. Pelo menos um livro foi escrito, acerca desta fenomenologia e espera-se que este caso venha brevemente aos grandes ecrãs da Sétima Arte. Numa entrevista ao «Jornal de Espiritismo» n.º 6, de setembro/outubro de 2004, da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP), David Fontana esclarece: “– O que pensa ser necessário fazer, actualmente, para alterar os vereditos científicos, no que respeita à sobrevivência do Espírito como sendo uma realidade comprovada?

David Fontana – Penso que não há dúvidas, temos evidênci as suficientes para demonstrar que esses acontecimentos paranormais acontecem. Demonstrámos isso em condições inequívocas. O próximo passo é o de demonstrar, para satisfação dos cientistas cépticos, que parecem ser muito difíceis de convencer, que não se trata apenas de possíveis capacidades psíquicas, mas sim que a vida continua após a morte. Aliás, não devemos chamá-los de mortos, porque, na verdade, eles estão bem vivos, uma vez que têm o poder de produzir tais fenómenos… – Haverá uma revolução no nosso mundo?

Acredita que a Ciência criará algum instrumento para detectar as vibrações dos Espíritos? David Fontana – Bem, os cientistas estão sempre a mudar, e o desenvolvimento agora com a TCI (Transcomunicação Instrumental – comunicação com o mundo espiritual através de aparelhos electrónicos), sugere, mas sugere fortemente mesmo, que da maneira como estes instrumentos se desenvolvem, poderão ser abertas novas “avenidas” para as comunicações.

Estou, na verdade, muito optimista acerca do que pode vir a acontecer com todo este trabalho no âmbito da TCI. A electrónica move forças tão rapidamente, que poderemos descobrir, acidentalmente, algum equipamento novo capaz de provocar efeitos muito melhores do que os conseguidos através da gravação em cassete, por fax, computador, etc., através dos quais temos vindo a obter mensagens há tanto tempo! – Está a fazer alguma pesquisa actualmente?

David Fontana – Sobre a mediunidade? Sim, estamos a trabalhar com a mediunidade mental e física, na Inglaterra, onde se podem encontrar médiuns muitos bons, pode ter a certeza. – Sabemos que está a preparar um novo livro. Podemos saber o título? David Fontana – Bem, temos um título ainda provisório… O livro sairá no próximo Outono, está na editora. Ainda não decidimos o título final, mas poderá ser: “Is there an After Life?

” (Há Vida Depois da Morte?) O objectivo do livro é a demonstração das evidências de que há vida após a morte.” Todos estes fenómenos ocorridos e pesquisados entre 1993 e 1998, com quatro pessoas (nenhuma delas era espírita), investigados por cientistas e pesquisadores (nenhum deles era espírita), comprovam e reproduzem os fenómenos estudados por Allan Kardec em 1857, só que agora, com tecnologia moderna, que pode comprovar ainda com mais assertividade a não existência de fraude e a realidade do mundo espiritual, bem como o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo terreno.

Allan Kardec referia que a ciência espírita marcha ao lado da ciência oficial, mas não se detém na observação da matéria, indo mais além, investigando as leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo terreno. Depois, espiritismo aguarda que a dita ciência oficial confirme ou desminta as assertivas espíritas e, no caso de algum princípio espírita ser considerado inválido, este será abandonado e seguida a ciência oficial.

Até ao momento a ciência oficial tem comprovado toda a ideia espírita, que podemos resumir nesta frase esculpida (de autor desconhecido) no dólmen de Allan Kardec, no cemitério Père-Lachaise: “Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”. Por José Lucas Bibliografia: Fontana, David – Is there na afterlife? Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos Kardec, Allan – O Livro dos Médiuns Solomon, Grant e Jane – O experimento Scole www.

youtube.com/user/pozatiTVThe after life investigations Poema alemão, em 3 partes, sessão de 26 de julho de 1996, presenciada por pesquisadores alemães. Ele é escrito no estilo típico de cerca de 1840 e aparecem símbolos chineses e possíveis alusões celestiais, na parte final MAIO.JUNHO.