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Capa da edição nº 94 do Jornal de Espiritismo

94Jornal de Espiritismo nº 94

Setembro 2019 · 20 secções · ≈ 75 min de leitura

Esta edição do Jornal de Espiritismo explora a continuidade da vida após a morte, a relação entre Espiritismo e ecologia, destacando a importância das "energias" que vão além da alimentação material e a necessidade de equilíbrio e bom uso dos recursos terrestres. Aborda, ainda, temas como as causas da reencarnação com limitações orgânicas (como o autismo) e a importância da ajuda fraterna, do pensamento positivo e da oração. É feito um convite à reflexão sobre a sabedoria e o amor, pilares da evolução.

Espiritismo
Vida após a morte
Ecologia
Energias espirituais
Reencarnação
Ajuda fraterna

Capa

Página 11 min

94 ANOXV JDE MAIO . JUNHO . 2 0 1 9 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL DIRETOR . ULISSESLOPES | PRE Ç O € 0 . 5 0 Allan Kardec pesquisou os fenómenos e comprovou em 1857: a morte não existe, a vida continua, o contacto com o mundo espiritual é possível, real, pesquisável. Entre 1993 e 1998, a Sociedade de Pesquisas Psíquicas (SPR) de Londres comprovou todos os factos mediúnicos outrora confirmados, agora com equipamentos modernos e inquestionáveis.

Pág. 10 8 PROJETO ADEP.tv Emite on line e pode ser (re)visto depois! foto ulisses.com.pt Scole Report: a prova 18 LITERATURA O LEGADO DE ALLAN KARDEC Veja a obra de Simoni Privato Goidanich que esclarece a história do Espiritismo na Europa . 9 ENTREVISTA JORNADAS DE CULTURA ESPÍRITA DO OESTE Este ano é em setembro e promete… 19 SUSTENTÁVEL ESPIRITISMO E ECOLOGIA São duas linhas de pensamento que surgiram no século XIX separadas por 9 anos.

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Editorial / Conto

Página 24 min

EDITORIAL / CONTO Na época que atravessamos o sol mostra um sorriso mais largo. Não concorda? Dias maiores, luzes novas em espaços recorrentes, a fim de que as experiências de vida se multipliquem no fito de engrandecer o imo de cada um em novos avanços de amor e sabedoria. A luz solar é a fonte de energia que sustenta a vida material na Terra. Plantas e animais vivem sob as suas bênçãos, mesmo sem saber. E, engraçado, apesar do seu enorme poder, essa luz carece da cooperação da água e de outras circunstâncias para que possamos todos respirar e nutrir a máquina corporal densa ao longo das vidas sucessivas.

É certo que, para se ter energia para viver, é necessária alimentação. “Nem só de pão de vive o homem”, ouvi dizer desde petiz. Esta relação de equilíbrio, de uso sem abuso, fala da dosagem contida que importa manter para que os fenómenos experimentais deste quadro evolutivo corram da melhor maneira. Na alimentação do corpo, apesar de Mateus ter deixado o alvitre de Jesus de que não é o que entra pela boca que faz imundo o homem mas sim o que sai dela (Mateus, XV: 1-20), confrontam argumentos vegetarianos e omnívoros.

Também a devastação nalgumas partes da Terra de ecossistemas ricos de diversidade de vida são anulados por culturas de uma só espécie, por exemplo, de soja, e o argumento ambiental retrai-se, comprometido pelos danos causados à diversidade da vida. Se é verdade que não será possível manter por muitos mais anos este ritmo de consumo desenfreado de proteína de origem animal – seja gado seja peixe: até os cardumes antes abundantes, como os de sardinha, estão agora com populações comprometidas em matéria de sustentabilidade genética – também a devastação nalgumas partes da Terra de ecossistemas ricos de diversidade de vida são anulados por culturas de uma só espécie, por exemplo, de soja, e o argumento ambiental retrai-se, comprometido pelos danos causados à diversidade da vida.

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Correio

Página 34 min

Não somos todos socorridos? Uma senhora deixa a seguinte mensagem: «Boa noite! Por gentileza se puderem ajudar e esclarecer, um familiar foi assassinado. Numa carta psicografada, diz que sofreu, pediu ajuda e ninguém ouvia, mas por fim foi socorrido e amparado. A minha dúvida é esta: não somos todos socorridos? Pelo que sei ninguém fica sem amparo». Resposta – Boa noite! Independentemente de ter sido isso que aconteceu com o seu familiar ou não, já que a mediunidade nem sempre é pura matemática, é de facto verdade que todos teremos alguém que nos quer bem a receber-nos na vida espiritual.

A questão que aborda coloca-se, porém, na prática, de outro modo – será que todos conseguimos ver, percepcionar, quem está ali ao lado para nos dar a mão? Na nossa experiência, sabemos que muitas vezes temos almas queridas, em boa situação no Plano Espiritual, a zelar por nós, mas tresloucados, com a mente em desalinho, não temos olhos capazes de perceber essa presença. Veremos segundo os bons sentimentos que consigamos vivenciar, o que melhorará mais tarde ou mais cedo.

A melhor maneira de auxiliar aqui no Plano Material passa por sentir afeto construtivo, sentimentos positivos, pelo familiar desencarnado, na certeza de que Jesus de Nazaré sabia muito bem o que nos ensinava, conforme se percebe no capítulo “Ajuda-te oecéu te ajudará” em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec. Fique tranquila. Decerto tudo estará por esta altura bem encaminhado, sob as bênçãos imorredouras de Deus.

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Educar

Página 43 min

FEP foto arquivo EDUCAR + Conversando com a filha, que iniciava a adolescência, acerca das vidas passadas, da expiação, do esquecimento que trazemos sobre o que fomos e, sobre as oportunidades que todos temos em cada encarnação de nos melhorarmos, a mãe recordou uma história dos “velhos tempos”, que não eram assim tão longínquos: a jovenzita andava ainda no 3º ano do 1º ciclo do ensino básico. Ela adorava escrever composições compridíssimas.

Navegava na farta imaginação e dava largas à escrita. Mas havia quase sempre um senão: escrevia de forma tão corrida que, de tão entusiasmada, a menina não colocava quase nenhuma pontuação. Entregava de imediato a composição à sua professora que, após corrigir, a devolvia cheia de sinais e risquinhos a vermelho, cheia de interrogações e dúvidas sobre o que ela quereria dizer. A menina ficava sempre tristonha com tantos reparos e, mais ainda, com o castigo de ter que reformular a composição com a pontuação em falta… -Ai, mãe, era horrível!

Eu mesma me perdia nas minhas divagações e, ao corrigir, nem sempre as coisas faziam sentido. Por vezes aborrecia-me e perdia o entusiasmo… - Eu sei, filha, mas a determinada altura tornaste-te mais cuidadosa e passaste a escrever muito melhor. Lembras-te que a professora até propôs levar uma das tuas histórias a uma exposição promovida pela Câmara? A pontuação faz muita diferença. - Pois faz! De facto podemos comparar dessa forma.

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Saúde

Página 56 min

Essa abstração permite que vivamos como se a morte só fosse real para os outros – para os que vão morrendo. Nessa ilusão muitos dirigem a sua força, a sua inteligência e a sua energia para as conquistas puramente terrenas, até que a decrepitude ou uma doença lembre a sua inevitabilidade. Pode-se morrer de repente e nessas situações não se tem tempo de pensar e preparar a morte, mas, na maior parte dos casos, há um processo mais ou menos prolongado que culmina com a morte que se faz acompanhar pelo sofrimento.

E, apesar do sofrimento ser uma experiência única e individual, podem identificar-se, de forma geral, várias dimensões do sofrimento perante uma situação ameaçadora da vida (Clark 1999). A dimensão física do sofrimento pode ser a mais visível e carece de uma atenção imediata para o seu alívio. O controlo de sintomas é prioritário e, muitas vezes, só quando ele é eficaz é que emergem as outras dimensões do sofrimento que, simbolicamente, podem ser comparadas à zona submersa de um icebergue que sabemos ser muito maior que a sua parte imersa.

Assim, existe uma dimensão psicológica do sofrimento, sendo a sua expressão muito variável e modificável no decurso do tempo. A tristeza, a labilidade emocional, a depressão, a ansiedade, as perturbações do sono, a raiva e a revolta são algumas das suas manifestações e esta dimensão é bem mais complexa do que a dimensão física. A dimensão social é outra dimensão do sofrimento, muitas vezes negligenciada, que se relaciona com a perda de papéis – perda do papel profissional – ontem era uma pessoa reconhecida na sua profissão e agora é “apenas” um doente, por vezes é quase só uma doença despida da sua identidade de pessoa – é o doente da cama 30 ou o doente do cancro do estômago; perda de papel na família enquanto cuidador, enquanto esteio afetivo ou económico; perda de papel em diferentes atividades sociais, perda da sua imagem física ou intelectual.

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Breves

Página 62 min

A Associação Cultural Espírita Mudança Interior (A.C.E.M.I.) organizou um seminário de Ciência e Espiritualidade que decorreu no dia 23 de março, sábado, em Vale de Cambra. Depois de vários seminários de “Medicina e Espiritualidade”, a A.C.E.M.I. decidiu alargar a discussão a outras áreas científicas para lá da saúde com o mote “Partes do Todo”. O encontro teve lugar na Associação Cultural Recreativa num dia solarengo e contou com a participação de pessoas das mais variadas partes do país, desde Tomar a Paredes, a maioria espíritas, mas também alguns curiosos.

De manhã, os participantes tiveram a oportunidade de ouvir Arlindo Pinho, controlador de qualidade, que fez uma palestra sobre o magnetismo, uma ferramenta “tão antiga como o homem” que podia ser mais explorada e utilizada no meio espírita. Seguiu-se a palestra de Paula António Coelho, professora de História, sobre os mitos do V Império, presente na cultura portuguesa desde Bandarra até Fernando Pessoa, também com o contributo do padre António Vieira.

Aquele que será decerto o centro espírita mais antigo da Região do Porto, o Núcleo Espírita Cristão, celebrou mais um aniversário no passado dia 31 de março, domingo. Fundado pelos saudosos Albuquerque Rocha e Laurentino Simões, entre outros, na Rua do Vale de Cambra: seminário sobre ciência e espiritualidade Núcleo Espírita Cristão Depois do almoço e de um pouco de convívio, foi tempo de voltar ao trabalho com Joana Santos, médica e humorista, que falou sobre o impacto do riso na saúde trazendo a debate o porquê de nos rirmos e de que forma o riso tem sido tratado nas diferentes religiões e filosofias.

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Breves (pág. 7)

Página 72 min

Portimão: 25.º aniversário do Centro Espírita Boa Vontade O Centro Espírita Boa Vontade, de Portimão, está de parabéns. Celebrou em março o seu 25.º aniversário. Para esse efeito entre 2 e 30 de março abriu as portas a várias sessões sobre temas da sétima arte relacionados com espiritualidade. Neste ciclo de cinema quem esteve presente conseguiu ver e rever filmes não espíritas à luz do Espiritismo, como por exemplo, sábado, dia 30 de março, «The Gift/O dom», cuja sinopse fica aqui alinhadaClarividência e clariaudiência: fardo ou dom?

Annie faz sessões para se sustentar a si e à sua família, mas depressa descobre que as suas faculdades podem ajudar quem mais precisa…». O CEBV fica na Rua Diogo Cão, Lote 9 - Edifício Dália, Loja 1, em Portimão. Jornadas portuguesas Circula na internet a informação de que, em Lisboa, as XIV Jornadas Portuguesas de Medicina e Espiritualidade têm lugar em 1 e 2 de junho no auditório da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa, subordinadas ao tema «Do físico ao espiritual: novos rumos para a saúde».

O Centro de Cultura Espírita (CCE) e a Associação de Cultura Espírita de Alcobaça (ACEA) irão levar a cabo as XV Jornadas de Cultura Espírita do Oeste, em Caldas da Rainha, nos dias 28 e 29 de setembro, no Centro Cultural e Congressos (CCC). Nesse sentido, diz a circular recebida em março, «na sequência das muitas solicitações do público, no ano passado, escolhemos para tema central destas jornadas, «Conflitos existenciais: causas e soluções».

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Projeto

Página 84 min

Esta emissão contou com dois convidados especiais: João Xavier de Almeida, veterano do movimento espírita português, e Lígia Pinto, da cidade do Porto, dirigente do Centro Espírita Caridade por Amor. Com um cenário verde ao fundo, que os telespetadores não veem pois tem sido substituído digitalmente por um grafismo azul profundo, Betina, uma das apresentadoras de serviço, dá as boas - -vindas: «Olá! Estamos a transmitir em direto para o YouTube e Facebook.

Apelamos aos nossos ouvintes lá em casa que deixem questões, perguntas, comentários, o que quiserem, pois vão ter o “feedback”, seja aqui em direto seja por escrito nos nossos bastidores». Com ela está Carlos Miguel e Noémia, para os diálogos e observações pertinentes. Nesta emissão experimental começa por ser folheado e comentado o “Jornal de Espiritismo” em circulação, periódico bimestral que conta já mais de 15 anos de vida.

Nas suas páginas centrais abordava-se a partida de entes queridos, na vertente de perda, e de ganhos tantas vezes subalternizados. Os intervenientes no cenário da ADEPtv referem o sentimento de despedida, mas sublinham também os ganhos das vidas partilhadas durante anos. Este assunto é agora o tema principal de diálogo. São ainda referidas as chamadas Mães de Chico Xavier e o livro psicografado “Jovens no Além” ou “Somos seis”.

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Entrevista

Página 95 min

O que são estas Jornadas? José Lucas – As Jornadas de Cultura Espírita do Oeste são um evento que tem como objetivo congregar espíritas de todo o país e estrangeiro, para debaterem temas importantes para a sociedade, à luz da Doutrina dos Espíritos (ou Espiritismo), dentro da óptica legada por Allan Kardec, sem misticismos, igrejismos, fantasias, especulações, de forma arejada e natural, pensando até de modo diferente, mas em conjunto, sem no entanto sair do roteiro seguro e ainda desconhecido da Humanidade traçado por Allan Kardec.

Este ano deixaram de se realizar em abril. Quando vão decorrer? José Luca s – Este ano irão decorrer nos dias 28 e 29 de setembro. Tínhamos inicialmente escolhido um fim de semana de abril, mas entretanto descobrimos que nesse mesmo fim de semana realizar-se - -á um evento de artes marciais a nível mundial e um outro de ténis a nível nacional. Não haverá onde dormir. Desse modo, não nos restou outra saída senão mudar de data para o único fim de semana livre no auditório em que decorrerão.

No entanto, acreditamos que o facto de decorrer em fins de setembro irá trazer ainda mais pessoas a este evento, pois o tempo está bom e os dias luminosos. Onde vão decorrer? José Lucas – As XV Jornadas de Cultura Espírita do Oeste irão decorrer no Centro Cultural e de Congressos (CCC) de Caldas da Rainha, um dos dez melhores auditórios de Portugal, nos dias 28 e 29 de setembro de 2019. Quem organiza? José Lucas – A organização está a cargo do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha (CCE-CR) e da Associação de Cultura Espírita de Alcobaça (ACEA), com o apoio de muitas pessoas e instituições, como a Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP), a Federação Espírita Portuguesa, entre outras.

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Centrais

Página 102 min

Scole Report: a prova A mediunidade é uma característica que todo o ser humano tem, em graus diferenciados, que lhe permite estabelecer algum intercâmbio com o mundo espiritual. Esta faculdade pode estar adormecida, a desabrochar ou desenvolvida. Allan Kardec, em 1857, lança “O Livro dos Espíritos” após prolongada pesquisa, utilizando alguns aspetos do método científico. Na verdade, Kardec matou a morte. Os “mortos” voltavam, através de vários tipos de médiuns em todo o mundo, comprovavam a sua identidade, produziam fenómenos inquestionáveis, pesquisados mil e uma vezes.

Allan Kardec tinha acabado de codificar toda essa informação proveniente do mundo espiritual. Nascia assim a Doutrina dos Espíritos (Doutrina Espírita ou Espiritismo), que não era mais uma religião ou seita, mas uma filosofia de vida, espiritualista. Scole fica no Nordeste de Inglaterra. Nessa vila perto de Diss, no condado de Norfolk, o sótão completamente isolado de uma vivenda, reúnem-se dois casais (não espíritas), Diana e Alan Bennett (médiuns) e Robin e Sandra Foy (observadores e investigadores).

Entre 1993 e 1998 ocorrem ali inúmeros fenómenos mediúnicos, rigorosamente pesquisados, durante dois anos, pela mais conceituada sociedade de pesquisas psíquicas do mundo: a Society for Psychical Research (SPR), de Londres. OS ESPÍRITOS Os Espíritos, que se comunicavam pela fala (psicofonia) foram dando algumas instruções ao grupo do que deveriam fazer para que pudessem produzir os fenómenos. Tudo foi gravado em cassetes de áudio.

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Centrais (pág. 11)

Página 116 min

Allan Kardec pesquisou os fenómenos espíritas e comprovou em 1857: a morte não existe, a vida continua, o contacto com o mundo espiritual é possível, real, pesquisável. Entre 1993 e 1998, a Sociedade de Pesquisas Psíquicas (SPR) de Londres comprovou todos os factos mediúnicos outrora confirmados, agora com equipamentos modernos e inquestionáveis. - Gravação de vozes em gravador de cassetes de fita, tendo sido retirado o microfone (integrado) que permitia a gravação; - Gravação em vídeo, numa escuridão completa; - Gravação em vídeo com infravermelhos.

CIENTISTAS E PESQUISADORES Durante dois anos, três membros da SPR investigaram exaustivamente estes fenómenos. Posteriormente, elaboraram um relatório que ficou conhecido como “Scole Report”: - Arthur J. Ellison: cientista, Professor de Engenharia na Universidade de Londres, duas vezes presidente da SPR, pesquisador de fenómenos paranormais. - David Fontana: psicólogo, especialista em estados modificados de consciência, meditação.

Foi presidente e vice-presidente da SPR, pesquisador de fenómenos paranormais. - Montague Keen: jornalista, principal autor, com David Fontana e Arthur Ellison, do “Scole Report” (1999), fez um exame detalhado dos fenómenos de efeitos físicos produzidos nas sessões com o grupo mediúnico em Scole, relatório este publicado pela Society for Psychical Research, onde foi secretário do seu Comité para a Investigação e Sobrevivência.

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Pesquisa

Página 126 min

Muitas vezes o conceito da evolução ou progresso da humanidade coloca-se tendencialmente numa perspetiva científica e tecnológica. Da pedra lascada aos microprocessadores, da observação ancestral dos fenómenos celestes às viagens espaciais, da alavanca à robotização, da gestação do método científico às conquistas da ciência, o progresso parece ser interpretado primordialmente, na sua componente mais material.

Raras vezes o ser humano reflete esta trajetória evolutiva na substância do pensamento ético individual ou coletivo que no fundo estabelece uma referência da nossa relação com o universo. Poderemos considerar que o percurso ético da humanidade tem seguido uma linha evolutiva idêntica ao progresso científico e tecnológico? Segundo a lei do progresso, estas duas formas evolutivas não caminham lado a lado, e enquanto o progresso científico e tecnológico atingiu um grau considerável, ao progresso ético falta muito para atingir esse nível (ver questão 785 de «O Livro dos Espíritos»).

Apesar deste desfasamento, desde tempos recuados que foram enviados espíritos geniais que deixaram as suas ideias para o enriquecimento ético da humanidade. Sem esquecer de forma alguma, dois vultos da filosofia setecentista cujas ideias se constituíram como percursoras da filosofia espírita, Emanuel Swedenborg (1688-1772) e Immanuel Kant (1724-1804), que deixaremos para outra oportunidade, dedicamos este artigo ao autor do «Manual de Xefólius», obra referenciada no catálogo racional das obras para se constituir uma biblioteca espírita.

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Opinião

Página 134 min

E por mais repetida que seja a experiência, a frescura e a sensação retemperadora que ela proporciona é quase sempre motivo para um pequeno espanto. Conta a história, que há cerca de 2500 anos, Nabucodonosor, Rei da Babilónia, preocupado com a tristeza profunda que a sua esposa Amyitis manifestava por viver numa terra abrasiva e árida, decidiu construir um conjunto de jardins que recriassem a paisagem bucólica da terra natal da rainha.

Os jardins ficaram então assentes em vários níveis de terraços, repletos de cursos de água e cachoeiras, inundados pelo verde de incontáveis árvores que produziam frutos suculentos como tâmaras e damascos, outras enormes que ofereciam sombra e enfeite como as acácias, salgueiros e carvalhos. O espaço restante era dividido entre caminhos pedestres, imponentes esculturas de animais míticos e coloridos canteiros de azáleas e outras flores.

À volta dos jardins, bandos de pássaros buliam em azáfama, nidificando nas árvores, alimentando-se e bebendo nas inúmeras fontes espalhadas por uma obra de arte que, nos dias de hoje, só conseguimos recriar na nossa imaginação. Erigidos para atenuar a saudade e a tristeza de uma Rainha, os Jardins Suspensos da Babilónia foram, possivelmente, os primeiros jardins terapêuticos da história da Humanidade. Estudando cientificamente algumas práticas que o senso comum do ser-humano já utiliza há séculos, a medicina tem vindo a incorporá-las aos seus recursos terapêuticos, percebendo a vital importância da mente no processo curativo do organismo físico.

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Crónica

Página 144 min

Portugal tem sido assolado por uma onda de violência doméstica sem precedentes. Somente desde janeiro de 2019 já foram mortas pelos seus companheiros mais de uma dezena de mulheres. O entendimento do Espiritismo pode resolver esse problema. No ponto de vista espírita, o ser humano é um Espírito imortal, criado por Deus, que começou a sua evolução no reino hominal, na primeira encarnação em mundos primitivos, simples e ignorante.

Ao longo dos milénios, esse Espírito vai tendo reencarnações sucessivas e progressivas, desenvolvendo o intelecto e a moral, até que um dia atinja o estado de Espírito puro, não necessitando mais de reencarnar, continuando a sua evolução como co-criador de Deus, no Universo. Nessa viagem de milhões de anos, o Espírito tanto reencarna como homem ou mulher, de acordo com o que for mais útil para si, tendo em conta as suas necessidades evolutivas.

Em “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, que comporta a filosofia espírita, podemos encontrar conceitos claros sobre o assunto, explicando que o Espírito é portador de sexualidade, mas não de sexo. Apenas quando tem necessidade de reencarnar, o Espírito adopta uma polaridade sexual (masculina ou feminina) tendo em conta aquilo que necessita aprender nessa reencarnação. Na questão 202 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec pergunta: “Quando somos Espíritos, preferimos encarnar num corpo de homem ou de mulher?

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Memória

Página 153 min

Pelo caminho sempre vamos conversando sobre assuntos importantes, como da horta que ele e o avô gerem a meias, dos gatos, ou de últimos lançamentos de bonecos que se transformam. Muito tenho aprendido com ele. Como estivera fora aqueles dois dias, perguntei-lhe onde tinha ido: R-“Ao Shopping e a Sintra”. P – “E gostaste?” R- “Gostei!” P – “Que tiveste de novo para brincar?” R – “Um balão”, acrescentando: “Eu vou - -te dizer, estava um bocado de vento, o meu pai avisou, mas eu segurei mal o balão e ele voou para muito alto.

” P – “Ficaste triste?” R – “Não…” e calou-se. P -Vá lá…, concluí (se chorasse seria pior…)! Daí a bocadinho, esclareceu: R – “Sabes, avó, quando eu morrer, vou para o céu, e lá, vou encontrar o meu balão.” P – “Quem foi que te ensinou isso?” R – “Ninguém, sou eu que sei!” Tenho-me apercebido que os pais afastam dele a conversa da morte, apontando sempre para a importância e valor da vida. Notei que na altura dos incêndios, queria saber pormenores, ver vídeos sobretudo, e incomodava-o o facto de os animais serem vítimas de tudo aquilo.

Já nas suas tendências para este ou aquele familiar, se nota a queda afetiva para alguns familiares em detrimento de outros, que só é entendível pelo conhecimento da lei da reencarnação, aplicando - -aanós mesmos. Será que esta é uma criança índigo, cristal, ou de qualquer outra cor do arco- íris como agora é moda carimbá-las? Não me parece. Simplesmente uma criança da nova Era, a que Kardec se refere de uma forma magistral e poética na obra “A Génese”: “Num menino que venha a nascer…” E está encontrado o grande dilema, mas também o grande desafio de duas gerações: o entendimento entre aqueles que habitam o planeta.

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Opinião (pág. 16)

Página 164 min

Além do memorável Sermão, outras passagens do Evangelho refletem essa ideia do Mestre admirável; por exemplo, ao advertir sobre a inutilidade do palavreado abundante e das vãs repetições (Mateus 6:7), como se elas (em vez de se dirigirem singelamente ao Pai de infinito amor) buscassem convencer um deus da mitologia pagã, imprevisível, nem sempre disposto a ouvir petiçõeso velho deus rabugento, antropomórfico, da catequese infantil.

Jesus de Nazaré legou-nos uma luminosa ideia de Deus, bem diferente, e o capítulo 27 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” clarifica o sentido de oração que Ele ensinou. Todos os seres estão mergulhados no fluído cósmico universal, que ocupa o espaço completamente; orar, aciona a energia do pensamento com uma finalidade, sendo o dito fluído universal o meio ambiente onde essa energia se propaga, tal como a atmosfera é o meio ambiente em que se propaga o som.

Com uma grande diferença: o alcance do som físico tem limites, mas o alcance do “som mental” (pensamento) através do fluído cósmicoesse é ilimitado, chega aonde quer que se deseje. Muitas passagens bíblicas ilustram o poder da fé, elemento fulcral da oração. O episódio da maldição da figueira é um deles. Certamente, o doce rabi galileu jamais amaldiçoaria fosse o que fosse, muito menos uma generosa forma de vida que nos regala com frutos tão saudáveis e gostosos.

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Cinema / Literatura

Página 178 min

CINEMA / LITERATURA Obra de pesquisa da escritora e expositora espírita brasileira, Simoni Privato Goidanich, que abre mais uma frente de combate à ignorância da história do Espiritismo na Europa, em geral, e na França, em particular, no período que se seguiu à morte de Allan Kardec até ao final do século XIX e princípio de século XX. A sua tese geral visa demonstrar-nos a deturpação do pensamento de Allan Kardec e a tese específica, demonstrar-nos a adulteração da última obra da Codificação Espírita: “A génese, os milagres e as predições, segundo o Espiritismo”, que teve a sua 1.

ª edição no dia 6 de Janeiro de 1868. Ainda em 1868, com a presença física do Codificador, foram editadas as 2.ª, 3.ª e 4.ª edições, sem quaisquer alterações do seu conteúdo. Os factos “narrados fundamentam-se em provas fidedignas que a autora obteve pessoalmente nos Arquivos Nacionais da França e na O legado de Allan Kardec Biblioteca Nacional da França, em Paris, bem como da Confederação Espiritista Argentina e na Associação Espiritista Constança, ambas [instituições centenárias] de Buenos Aires”.

Após a morte de Allan Kardec, A. Desliens assume o lugar de secretário-gerente da “Revista Espírita”, como membro administrador da Sociedade Anónima do Espiritismo, que fora constituída para dar continuidade à obra do Codificador. No dia 27 de Junho de 1871, por dificuldades diversas, e após a guerra civil de Abril e Maio, em Paris [Comuna de Paris e “Semana Sangrenta”], Desliens apresenta a sua renúncia de secretário-gerente da Revista e de membro da Sociedade Anónima.

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Entrevista a frequentadores Sabia que?

Página 183 min

Pode encontrar no canal de Youtube da ADEP, um repositório de conferências e eventos espíritas realizados em Portugal desde os anos 80, seja dos jovens seja do movimento espírita português, em geral? O romance “Há dois mil anos”, ditado pelo Espírito Emmanuel através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, foi produzido no curto espaço de tempo de 24-10-1938 a 9-2-1939, nos intervalos da atividade profissional do médium?

A única imagem utilizada na Codificação Espírita, desenhada pelos Espíritos e contida em “O Livro dos Espíritos”- A cepa, tronco de videira com cacho de uvas -, é considerada por eles como o emblema do Criador? A água magnetizada ou fluidificada é a água normal, acrescida de fluidos curadores que podem ser gerados por um magnetizador, pela espiritualidade ou por ambos em conjunto? Num lugar distante do mundo normal, existia uma grande aldeia muito triste e escura.

As casas eram cinzentas e estavam a cair aos bocados, os jardins não tinham cores, a relva estava seca, as ruas e estradas cheias de lixo e as pessoas, para além de desarranjadas e com as roupas muito sujas, eram antipáticas e imensamente tristes. Um dia, uma pessoa desse lugar, de tão cansada daquela tristeza foi deitar-se exausta do dia de trabalho e pediu, na sua pequena oração, que a ajudassem a ver um mundo diferente para que, quando acordasse, tivesse energia para outro dia cinzento, como eram todos os dias daquele lugar.

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Sustentável

Página 193 min

O que têm em comum o espiritismo e a ecologia? São duas linhas de pensamento que surgiram no século XIX, separadas por apenas nove anos. Allan Kardec, cientista francês, por intermédio dos espíritos, abriu-nos os horizontes, em 1857, pela primeira vez, para o espiritismo e para um novo sentido da vida. Mais tarde em 1866, Ernst Haeckel, cientista alemão, usou pela primeira vez o termo ecologia, definindo-o como “o estudo da casa ou do lugar onde vivemos”.

São ciências similares na sua abordagem da vida e do universo, com uma visão muito bem definida sobre a nossa ligação e dependência de um todo. No espiritismo nada melhor do que citar “A Génese” para explicar esta relação. “Assim, tudo no Universo se liga, tudo se encadeia, tudo se acha submetido à grande e harmoniosa lei da unidade”. Na ecologia os cientistas são peremptórios em afirmar que a biodiversidade é fundamental para o equilíbrio do planeta e para a continuação da vida tal como a conhecemos.

Os ecossistemas estão interligados e o desaparecimento de uma espécie ou a destruição de um habitat, afeta diretamente TODAS as outras unidades ecológicas. Estamos a viver a sexta onda de extinção em massa. Enquanto as cinco primeiras foram provocadas por cataclismos naturais, esta é da nossa responsabilidade. Em 40 anos provocámos a destruição de mais de metade da fauna selvagem, sem falar da escassez cada vez maior de água doce por causa da poluição.

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Última

Página 202 min

Convívio Nacional da Criança Espírita «Estamos muito felizes por vos virmos falar de mais um Convívio Nacional da Criança Espírita», lê-se na carta de divulgação do evento, subscrita por representante da Associação Espírita Consolação e Vida, que organiza este convívio no dia 26 de maio em Águeda. Este facto «deixa-nos repletos de alegria por podermos acolher crianças, assim como os familiares que as acompanham, evangelizadores e trabalhadores das diversas Casas Espíritas de todo o país».

É o 23.º CONCESP. Terá como tema “A paz começa em mim”. As crianças participantes das associações espíritas devem ter entre os três e os 12 anos de idade, mas «teremos muito gosto em receber seus pais e familiares que as queiram acompanhar, os respetivos evangelizadores e os tarefeiros das diversas casas espíritas». Os organizadores acreditam que no evento «teremos oportunidade de partilhar, refletir e evangelizar brincando, no sentido de juntos compreendermos e sentirmos como «A paz começa em mim».

Nesse sentido, propõem aos participantes a preparação de uma apresentação inserida no tema do encontro, realizada e apresentada pelas crianças que deverá ter a duração de dez a 15 minutos para cada instituição, através de diversas expressões artísticas (ex.: música, canções, teatro, declamação, vídeo ou outro género de apresentação: «Todas as apresentações serão efetuadas no período da manhã. No sentido de evitar a dispersão das crianças, solicitamos que, se possível, todos os cenários sejam de breve montagem.

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