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Cinema / Literatura

Jornal de Espiritismo nº 95 · Maio 2019Página 175 min

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CINEMA / LITERATURA William Kamkwamba ficou mundialmente conhecido quando, em 2009, as conferências TED o convidaram para fazer uma palestra sobre a sua incrível história. Aos 14 anos, habitando uma pequena aldeia do Malawi, expulso da escola por falta de pagamento, com a ajuda de um livro que encontrara na biblioteca, construiu um pequeno moinho que gerava eletricidade para a sua casa. Escreveu um livro autobiográfico narrando a sua aventura e tornou-se um símbolo de criatividade, invenção e empreendedorismo no meio da mais profunda dificuldade.

William tornou-se tão conhecido que a revista TIME o nomeou, em 2013, como uma das 30 pessoas com menos de 30 anos que estavam a mudar o Mundo. Em 2019, foi lançado o filme “O Menino que Descobriu o Vento” que tem por base o livro de William Kamkwamba, sendo uma oportunidade inefável para conhecer e deixar-se emocionar pelo que este rapaz foi capaz de fazer. Há histórias que são muito mais do que histórias. São exemplos vivos que nos inspiram e, mostrando o caminho, criam um entusiasmo que instiga à perseverança.

O menino que descobriu o vento O engenho e confiança de William Kamkwamba, quando rodeado pela dificuldade mais bruta, são comoventes e fazem-nos pressentir o divino que vive em todos nós. Este filme é uma apologia da importância da educação, da ecologia, do sentido de comunidade, e torna-se um suplemento de esperança que fertiliza a vontade de sonhar e trabalhar por um mundo melhor. Em alguns momentos, vergados por um mundo que parece maioritariamente egoísta, desonesto e maldoso, confrontados com a longa estrada que se estende à frente e com a quantidade enorme de trabalho ainda por realizar, o desânimo e a desmotivação ameaçam-nos.

William é um suplemento de fé na capacidade humana de superação, demonstrando que, devidamente motivados e decididos, é possível ultrapassar as mais duras limitações e difíceis adversidades, participando na transformação do mundo que nos rodeia. Por vezes, parece que o ativismo social desfalece suplantado pelo parasitismo social. Normalmente, a revolta surge apenas quando ousam mexer nos nossos interesses imediatos. Existem inúmeros motivos elevados que reclamam a nossa indignação, sobretudo, o nosso trabalho.

A injustiça social, a desigualdade de oportunidades, a crise ecológica, os direitos das minorias, a violação dos direitos humanos, o materialismo galopante, a indiferença pelo sofrimento alheio, a corrupção moral, o egoísmo sobranceiro, o egocentrismo crónico, a violência e a letargia espiritual são alguns exemplos de causas que ainda estão por conquistar e que precisam do atrevimento e colaboração de todos. Não podemos aceitar o conformismo!

Nada é mais triste do que um ser humano acomodado ao destino que se lhe apresenta. Nada é menos humano do que o conformismo. A criatividade, inteligência e vontade de irmos mais além são talentos à nossa disposição. Por vezes, parece que o ativismo social desfalece suplantado pelo parasitismo social. Precisamos colocá-los ao serviço dos nossos sonhos. Não podemos desistir de sonhar e idealizar um mundo melhor. William nunca tinha visto um computador, mas com a inteligência que lhe era própria, a motivação para superar a miséria em que vivia e um livro sobre moinhos de vento, conseguiu mudar a sua vida e a da sua aldeia.

Imagine-se o potencial que existe ao conseguirmos aliar inteligência, dedicação e conhecimento, com os recursos à nossa disposição. Com o seu moinho eólico, William Kamkwamba instiga-nos a fazer algo maravilhoso, por nós, pelos outros e pelo Mundo. Título Original: “The boy who harnessed the wind” Realizado por Chiwetel Ejiofor Elenco: Maxwell Simba, Chiwetel Ejiofor, Aïssa Maïga EUA, Malawi, França, Reino Unido, 2019 – 113 minutos.

Por Carlos Miguel JULHO.AGOSTO.2019 foto direitos reservados Como conheceu o Espiritismo? Ana BárbaraConheci a doutrina espírita através de leituras, conversas com amigos e parentes, seguidores do espiritismo. Frequenta algum centro espírita? Ana BárbaraSim. Estou a fazer o Curso Básico de Espiritismo no Centro Espírita Caridade por Amor, a fim de conhecer um pouco da doutrina espírita, codificada por Alan Kardec. Qual a sua opinião acerca do «Jornal Espiritismo»?

Ana BárbaraAcho muito interessante, mas não tenho tido acesso a todas as publicações. Do que já conhece do Espiritismo, mudou alguma coisa na sua vida? Ana BárbaraSim. A minha vida mudou bastante. Sinto-me mais em paz, cautelosa e vigilante perante os meus actos. Sinto-me principalmente consolada e com a certeza de que tudo continua... morrer não é o fim. Ana Bárbara Farsoun é professora aposentada. Reside atualmente na cidade do Porto.

IMPRESSÃO DIGITAL A médium Yvonne do Amaral Pereira passou, na infância, por crises de “ausências” nas quais ficava como morta, tendo numa delas, que já se estendia por largo tempo, a família começado a promover os arranjos da praxe para a sepultar? A casa da Família Fox, onde se deram os famosos fenómenos mediúnicos em Hydesville que estão na base da investigação do Espiritismo, foi transferida para Lily Dale – Nova Iorque, em abril de 1916, tendo sido consumida por um incêndio em 12 de setembro de 1955?

Tendo como fonte o Fluido Cósmico Universal, o Fluido vital também conhecido por Fluido magnético ou Fluido elétrico animalizado, serve de ligação entre o Espírito e a matéria, é o mesmo para todos os seres vivos, sendo apenas modificado segundo as espécies? Aqueles que desencarnam em condições de excessivo apego aos que deixaram na Terra, se encontrarem neles os mesmos sentimentos, quase sempre se mantêm ligados à casa e às situações domésticas, alimentando-se, inclusivamente à mesma mesa e dormindo nos mesmos aposentos?

A Cronologia Romana espelhada nos cinco romances de Emmanuel ditados a Francisco Cândido Xavier – “Paulo e Estêvão”, “Há Dois Mil Anos”, “Cinquenta Anos Depois”, “Ave Cristo” e “Renúncia”, tendo sido reconhecida por especialistas como autêntica, suscitou o aparecimento do livro de Roberto Macedo “Vocabulário Histórico-Geográfico” versando, exatamente, o vocabulário existente naquelas cinco obras? Porque o suicídio provoca lesões no corpo espiritual do suicida, em próxima encarnação elas tenderão a refletir-se no corpo físico do indivíduo, dando origem a males variados correspondentes ao tipo de agressão que aquele ser cometeu contra si mesmo?