Editorial / Conto
Jornal de Espiritismo nº 96 · Setembro 2019Página 23 min
EDITORIAL / CONTO Um pouco por toda a parte a etiqueta Setembro Amarelo remete para uma campanha anual, durante todo o mês, sobre prevenção do mais grave dos comportamentos autolesivos. A expressão originou-se nos EUA, em 1994, através de um rapaz chamado Mike, de 17 anos, e de um automóvel, um Mustang, que restaurou e pintou de cor amarela. Nem os familiares mais próximos, nem tão pouco os seus amigos, tinham percebido que este jovem atravessava uma fase tão difícil ao ponto de o levar a destruir irreversivelmente o seu corpo material.
Muito afetados, os amigos presentes no seu velório tiveram oportunidade de deparar com uma cesta cheia de cartões que continham uma mensagem – “Se precisar, peça ajuda” – e estavam adornados com uma fita amarela. Podia ser só intenção, mas, não é que alguns desses os cartões chegaram realmente a gente que carecia de apoio específico? Este facto foi o rastilho que despoletou um movimento importante de prevenção de comportamentos autolesivos.
Quando alguém tem essas ideias tão infelizes, é necessário o devido acompanhamento médico e psicológico, bem como o apoio de amigos e da família. Um bom amparo espiritual também ajuda. Falar do que se sente nessa fase ajuda a abrir portas para as soluções emergentes. Este problema de saúde pública toma contornos precisos quando através de reuniões mediúnicas os amigos espirituais trazem alguém que se suicidou. Charles F.
Kettering, inventor e filósofo norte - -americano do início do século XX, escreveu assim: “Não desista, vá em frente. Há sempre a hipótese de vir a tropeçar em algo maravilhoso…”. Verdade incontestável! Este problema de saúde pública toma contornos precisos quando através de reuniões mediúnicas os amigos espirituais trazem alguém que se suicidou. A expressão popular «saltar da frigideira para o fogo» aplica-se muito bem aqui.
Embora o sofrimento não dure para Receita para melhorar sempre, é francamente demorado e varia segundo os casos. Por mais que no Plano Espiritual técnicos de saúde da espiritualidade tentem aliviar o acentuado mal-estar físico e psicológico, nem sempre conseguem com a rapidez que gostavam de alcançar intervir, nem que seja apenas para adormecer. São os casos mais dolorosos que se atendem através da mediunidade. Tem acontecido, ao longo de décadas, que quando vem alguém assim a manifestar-se no transe mediúnico, é normal aliviar ao ponto de em poucos minutos começarem a falar de forma menos aflita e, normalmente no final, conseguem por fim adormecer para bastante mais tarde enfrentarem todas as delicadas reparações que se vão arrastar nas próximas décadas no corpo espiritual, já que este é imortal, e na sua vida.
Se conhece alguém tenha incorrido nesse lapso tão complicado, o do suicídio, lembre apenas os momentos bons que tiveram, ore por ele com amor sem sombras: os pensamentos que temos sobre os que partiram são forças vivas que agem no inconsciente dos seres espirituais a que se dirigem de forma instrutiva, e vão preparando o recomeço de caminhos que nos levarão a todos, quer saibamos ou não, a cumes sucessivos de amor e sabedoria.
Em julho de 1948, o Jacques Aboad, de passagem por Pedro Leopoldo, no interior do Brasil, conversava, ao lado de outros confrades, em companhia do médium Francisco Cândido Xavier, sobre os trabalhos os trabalhos de aperfeiçoamento da alma. A conversação deu lugar à prece em conjunto. E, manifestando-se, pelo médium, José Grosso, dedicado e alegre companheiro desencarnado, dedicou aos presentes os seguintes apontamentos: «Receita para melhorar: Dez gramas de juízo na cabeça.
Serenidade na mente. Equilíbrio nos raciocínios. Elevação nos sentimentos. Pureza nos olhos. Vigilância nos ouvidos. Lubrificante na cerviz. Interruptor na língua. Amor no coração. Serviço útil e incessante nos braços. Simplicidade no estômago. Boa direção nos pés. Uso diário em temperatura de boa vontade». Fontehttps://luzepaz.org/chico-xavier - -mais-de-20-historias foto arquivo SETEMBRO.OUTUBRO.
