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Centrais (pág. 11)

Jornal de Espiritismo nº 98 · Novembro 2020Página 116 min

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O auditório da Escola Básica de Matosinhos recebeu em 23 e 24 de novembro de 2019 o VII Congresso sobre Medicina e Espiritualidade, que ali fez convergir médicos, enfermeiros, técnicos de saúde e profissionais de outras áreas. Um gosto em comum: medicina e espiritualidade. Não acham isto fantástico? A Associação Médico-Espírita do Norte (AME Norte) concretizou pela sétima vez o evento que organiza anualmente, desta vez um congresso sobre medicina e espiritualidade, onde todas as pessoas têm lugar e são bem-vindas, sejam espíritas, ateias, agnósticas, católicas, budistas.

Isso não importa. O fulcro da questão é, num ambiente de grande abertura mental, trocar ideias acerca do ser humano, da saúde, da espiritualidade, dando a abordagem da Doutrina dos Espíritos, que passo a passo a ciência materialista tem vindo a confirmar. Hassan Farhat é um desses médicos, espírita, com a paixão de levar ao mundo algo em que não acredita, mas que é uma realidade. Quando se sabe, se conhece, não é necessário acreditar.

Juntamente com meia dúzia de pessoas generosas, sem qualquer ganho monetário (antes pelo contrário, pagando muitas coisas dos seus bolsos), recebe-nos com um sorriso do tamanho do mundo. É impossível ficar-se indiferente. Na recepção, a gentileza e a simpatia são acompanhadas de um saco com o logótipo da AME Norte, com o programa, papel, esferográfica, um rebuçado e um chocolate. Que toque de ternura, próprio de quem sabe que, de vez em quando, a fome aperta e não apetece sair, tamanho é o interesse dos temas em foco.

O fulcro da questão é, num ambiente de grande abertura mental, trocar ideias acerca do ser humano, da saúde, da espiritualidade, dando a abordagem da Doutrina dos Espíritos, que passo a passo a ciência materialista tem vindo a confirmar. O congresso, este ano, desdobrou-se entre o auditório principal e um seminário científico, em inglês, só para profissionais de saúde, com uma psiquiatra canadiana, professora e investigadora de experiências de quase-morte (EQM) há mais de 20 anos, a Dr.

ª Elaine Drysdale, entre outros. Abordaram também a investigação científica e a ligação entre medicina e espiritualidade. De tarde, outro seminário, à parte do evento central, sobre a espiritualidade e os animais. No auditório principal, Roberto Lúcio, psiquiatra brasileiro, convidado, fez várias intervenções sobre medicina e espiritismo. Gláucia Lima, igualmente psiquiatra, falou do Alzheimer, bem como da epilepsia refratária.

Carolina Bento, psicóloga, falou da família e da comunicação parental. Jéssica Tenório abordou o envelhecimento e a família. Joana Farhat, médica, tinha como tema as investigações científicas sobre o poder do pensamento no campo celular. A sua colega Lígia Pinto tinha a temática “A fisiologia transdimensional do envelhecimento”. Inês Ruvina tocou no assunto da fibromialgia. Mirellla Colaço, veterinária, falou dos animais e a anfitriã, a médica Paula Silva, tratou o tema ”O doente terminal”, assim como “As neuropatologias do desamor”.

Um autodidata em história natural, J. Gomes, fez a ligação entre a natureza, a evolução das espécies e o ser humano, interrogando várias vezes o público com sinceridade: “Não acham isto fantástico?”. Achei fantástico tudo o que vi: um evento praticamente organizado por uma família, apesar dos múltiplos afazeres pessoais e profissionais, em paralelo com a organização; a boa organização, simples e eficaz, mas com muito bom gosto, o convívio salutar nos intervalos e nos espaços de almoço; a recepção, a livraria, os bolinhos e café (tão oportunos como necessários), os posters temáticos, as filmagens com “Smartphone”; a transmissão on-line gratuita feita pela Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP); os temas (de um modo geral).

O evento está disponível em http://bit.ly/34hT8E4, onde poderá, calmamente, assistir a todas as conferências. O casal Eny e Júlio Feliz, colaboradores habituais da AME Norte nesta área, fizeram o registo de vídeo dos dois seminários. Estamos no alvorecer de uma nova era, a Era do Espírito, e todos estes eventos são quais naves do Espírito, trazendo novos mundos ao mundo das nossas mentes, ainda muito fechadas no materialismo anestesiante próprio desta fase evolutiva do ser humano.

Alguém referiu, com muita propriedade, que as leis da Natureza são o que são, independentemente daquilo em que acreditamos. O Espiritismo não é uma Opinião de quem lá esteve O VII Congresso sobre Medicina e Espiritualidade organizado pela AME Norte contou com participantes de outros países, como o Canadá, o Brasil e a Espanha. Pessoas vindas um pouco de todo o país, concretamente de Braga, Barcelos, Esposende, Alfândega da Fé, Caldas da Rainha, Leiria, Marinha Grande, Lisboa, entre outras cidades, marcaram a sua presença.

No átrio que antecede o auditório havia junto à parede uma tela verde e apetrechos eletrónicos ali colocados em função de um “Smartphone” transformado em câmara de vídeo. O efeito final consistiu em aplicar um fundo virtual, como se quem está a responder estivesse em plena praia, entre constelações ou até na neve. Duas colaboradoras da Associação de Divulgadores de Espiritismo (ADEP), Noémia e Raquel, convidam com gentileza indistintamente quem ali passa na proximidade para um diálogo breve.

«Gosto muito destes eventos. Não é a primeira vez que venho e há sempre novidades, há conhecimentos enriquecedores que veem o ser humano como um todo», diz Helena Correia, de Marinha Grande, perto de Leiria. Inquirida na manhã de domingo, disse ter gostado especialmente do tema que versou sobre «O pensamento: o que diz a ciência sobre a sua influência no corpo físico?». José António Luz, de Leça da Palmeira, afirma que «cada ano que passa há sempre uma diferença em relação aos expositores, à qualidade, aos estudos que vão fazendo.

Gostava de destacar a harmonia, a qualidade, a capacidade dos palestrantes e a base que eles têm, que denota estudo». Luís Pinto, de Braga, assevera: «Estou a gostar muito, mais uma vez. Já é a quarta ou quinta vez» que assiste a um evento destes e «continuo a desfrutar, todos os anos». Pensa que este corolário de eventos «tem mantido um nível alto, eomérito está em manter esse mesmo nível. Estão mais uma vez a conseguir».

De Vigo (Espanha), Rosa confessa que não é a primeira vez que vem assistir a este grupo de eventos. Disse também: «Considero que é muito interessante que haja estas conferências» para que «o espiritismo venha a ser conhecido e facilite o progresso interior de quem o desejar», no sentido de «ajudar as pessoas a ver a vida de outra maneira». Encontra estes e outros pontos de vista na página do Facebook da AME Norte, na secção de vídeos.

Há outras opiniões, como é normal. Uma das pessoas presentes disse- nos que satisfariam melhor todas as pessoas se escolhessem apenas os temas francamente bons ou seja, aqueles que têm uma indubitável credibilidade quer do ponto de vista do embasamento nos factos quer do ponto de vista até doutrinário do espiritismo, e os agregassem num único dia em vez de dois. O certo é que muita gente ali presente adorou o certame e o esforço em tempo pós-profissional dos responsáveis pelo evento merece em pura justiça todo o apoio e consideração.

crença, é uma ciência de observação, da qual emana uma filosofia de vida, embasada na ética e na moral que Jesus de Nazaré deixou há 2 mil anos. O Espiritismo tem nas suas bases a existência de Deus, a imortalidade do Espírito, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnaçãoea pluralidade dos mundos habitados. Quem quiser conhecer, terá de ler, pesquisar, estudar (www.adep.pt). Não acham isto fantástico? Texto: J. Lucas JANEIRO.