98 — índice de conteúdos

Sustentável

Jornal de Espiritismo nº 98 · Novembro 2020Página 192 min

Partilhar
Idioma

No início do mês de dezembro, a Agência Europeia do Ambiente divulgou um relatório sobre o Estado do Ambiente na União Europeia que aponta falhanços às políticas de combate às alterações climáticas. É o relatório mais exaustivo sobre os impactos ambientais alguma vez realizado na Europa. Apesar de alguns avanços na redução da poluição atmosférica e dos gases de efeito-estufa, os objetivos para a proteção da natureza e perda de biodiversidade estão longe de serem cumpridos.

Na apresentação do relatório, Hans Bruyninckx, diretor executivo da AEA, afirmou que “O ambiente da Europa está num ponto de viragem. Nos próximos dez anos, temos uma estreita janela de oportunidade para ampliar as medidas destinadas a proteger a natureza, reduzir os impactos das alterações climáticas e reduzir radicalmente o consumo de recursos naturais”. O relatório defende que o atual conjunto de políticas europeias para o ambiente oferece uma base essencial para o progresso futuro, mas não é suficiente.

Segundo o relatório, a Europa não alcançará a visão de uma sustentabilidade dentro dos limites do nosso planeta se continuar a promover o crescimento económico tentando apenas gerir os impactos ambientais e sociais que esse crescimento gera. Assim, a AEA estimula os países da União Europeia e os seus líderes Estado do Ambiente na Europa em 2020 foto arquivo a aproveitar esta oportunidade, usando a próxima década para acelerar as ações ambientais e comprometer-se a longo prazo com os objetivos ambientais para que seja possível evitar as consequências mais negativas.

O relatório defende que o atual conjunto de políticas europeias para o ambiente oferece uma base essencial para o progresso futuro, mas não é suficiente. A Europa precisa de fazer as coisas melhor e precisa de abordar alguns desafios de forma diferente, repensando os seus investimentos, instigando à criação de mais ações políticas para alcançar mudanças fundamentais nos sistemas de produção e consumo que modelam o modo de vida atual.

Assim, a AEA aconselha os países europeus a usar a sua rede de influência diplomática e económica para promover a adoção de acordos internacionais ambiciosos em domínios como a biodiversidade e a utilização de recursos. Finalmente, os autores do estudo acreditam que será necessário reorientar o setor financeiro para apoiar projetos e promover o investimento sustentável. Hans Bruyninckx defende que não vai ser preciso inventar a roda para produzir as mudanças que precisamos: “Nós temos os conhecimentos e as tecnologias.

Já dispomos hoje das ferramentas necessárias para tornar sustentáveis os principais sistemas de produção e consumo: a alimentação, a energia, a mobilidade. O nosso bem-estar e prosperidade futuros dependem disso mesmo.” Por Carlos Miguel JANEIRO.FEVEREIRO.