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Entrevista a frequentadores Sabia que?

Jornal de Espiritismo nº 98 · Novembro 2020Página 182 min

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Era uma vez um rajá que estava cansado de fazer sempre as mesmas coisas. Os assuntos do reino eram sempre os mesmos e, por mais que tentasse ocupar-se com alguns jogos e passatempos, estava farto daquela rotina. Com o passar do tempo, começou mesmo a entrar em depressão. O grande problema é que o seu desânimo era tanto que começou a descuidar-se com o que se passava no reino. Era uma questão de tempo até que o reino caísse por falta de empenho do rei.

Vendo o perigo em que estava o reino a entrar, vários sábios tentaram inventar algumas ideias para animar o rajá, mas apenas um conseguiu apresentar uma ideia que conseguisse despertar o interesse do rei da Índia. Esse sábio apresentou um tabuleiro com 64 quadrados, onde alternavam casas brancas e pretas, com diversas peças, também brancas e pretas, que representavam reis e rainhas, bispos e outras personagens do reino.

Dizia ele que o jogo se chamava Xadrez. O rajáeosábio passaram dias a jogar aquele jogo. O ânimo do rei começou a ser bastante visível. Com o entusiasmo que voltou a ter ao acordar, voltou a governar o seu reino e conseguiu evitar o problema da queda do reino. O rajá estava tão contente com o sábio que quis recompensá-lo. - O que queres como recompensa por me teres ajudado a recuperar a minha vontade de viver? À primeira, o bom homem não quis aceitar tal oferta, mas perante a insistência do seu rei resolveu fazer um pedido muito simples.

- Quero apenas um grão de trigo para a primeira casa do xadrez, na segunda casa o dobro da casa anterior, ou seja, dois grãos de trigo. Na terceira, quatro grãos e sempre assim, o dobro da casa anterior até à última. O rajá chegou a achar graça, com a ingenuidade do pedido. Pedir apenas uns grãos de trigo… Mandou chamar o seu matemático para que ele fizesse as contas dos grãos que os seus criados deveriam ir buscar aos celeiros do reino para pagar ao humilde homem.

O matemático começou então a duplicar os números uns após os outros: dois, quatro, oito, dezasseis, trinta e dois, … após fazer vários cálculos… - Ai, majestade! Não há no mundo inteiro trigo suficiente, para pagar esta conta…! Descobriram assim que o pobre homem, era mesmo um grande sábio e mostrou que há serviços que não têm forma de se pagar. (Conto indiano) O pagamento INFANTIL Por Manuela Simões 06 JANEIRO.FEVEREIRO.