Cinema / Literatura
Jornal de Espiritismo nº 98 · Novembro 2020Página 177 min
CINEMA / LITERATURA É um pequeno livro de Ana Cristina Vargas, autora brasileira que se dedicou ao estudo do Espiritismo. Ainda jovem, teve contacto com os fenómenos mediúnicos, que estudou e que a levaram ao conhecimento do Espiritismo. Hoje podemos dizer, com segurança, que a doutrina codificada por Allan Kardec explica-nos o fenómeno mediúnico de forma clara e racional. Esteve este envolto nas “trevas da ignorância” durante séculos e séculos, levando ao fanatismo que causou muita violência e dor.
O presente livro tem por base o estudo da terceira obra da Codificação Espírita: “O Evangelho segundo o Espiritismo”, que viria a ser publicada em Abril de 1864, com o título de “Imitação do Evangelho segundo o Espiritismo”, conforme notícia na “Revista Espírita” do referido mês e ano. Ana Vargas analisa toda a obra em 11 capítulos, fixando-se nos temas que Além das Palavras… muitas vezes são ainda incompreendidos e desvirtuados.
Começa por nos chamar a atenção para Jesus, o qual transformamos num mito e cujas lições dogmatizamos. Para tal, toma por base a Introdução de “O Evangelho segundo o Espiritismo”. No segundo capítulo, fala-nos das leis naturais, descritas nos quatro primeiros capítulos deste livro, nomeadamente a pluralidade das existências (reencarnação) e a pluralidade dos muntos habitados. No terceiro capítulo, Ana Vargas fala-nos das leis morais que Jesus tão bem expôs nas Bem-Aventuranças e que Allan Kardec descreve nos capítulos V, VII, VIII, IX e X de “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Fala-nos depois da lei do amor, da caridade moral e da caridade material, da riqueza, entre outros assuntos importantes para compreendermos as lições que Jesus nos trouxe com tanto sacrifício e renúncia. No que respeita a Mamon, a autora diz-nos que transformámos a relação humana com o dinheiro num verdadeiro tabu: «Transformaram-na em algo cercado de preconceitos, em que mencionar a palavra dinheiro ou fazer referência à necessidade de bens materiais, torna impuros “locais, cerimónias ou reuniões sagradas”.
» A riqueza e a pobreza são sistemas para o espírito experienciar e assim evoluir. A riqueza promove o trabalho e a instrução; a pobreza a paciência, a resignaçãoea firmeza. A leitura deste pequeno livro abre-nos horizontes para entendermos melhor a sabedoria que Jesus nos deixou, contribuindo assim para vivermos melhor. Edição: Luz da Razão Editora – Porto. geral@luzdarazao.ptwww.luzdarazao.pt Por Carlos Alberto Ferreira Baley é um cão divertido e trapalhão que procura entender qual o seu propósito na vida no seio da família que ele adora.
Ao chegar ao fim dos seus dias, o dono pede-lhe que siga o seu caminho com a nova missão de proteger a neta CJ. E é desta forma que vamos acompanhando as sucessivas encarnações de Baley em diferentes raças caninas, cheias de peripécias e situações engraçadas, tendo sempre o propósito de encontrar CJ e cumprir a missão que lhe tinha sido destinada. Esta história é a continuação do filme de 2017, apresentada com o mesmo título em Português, e em que ficamos a conhecer como Baley encontrou o seu dono Ethan e como decorreu o seu périplo através de várias vidas até ao reencontro desejado com ele.
Esta é uma história ficcional que entretém, recheada de situações hilariantes e de cachorrinhos de aspeto ternurento que a temática da reencarnação aproxima ainda mais do público espírita. No entanto, apesar de abordar o tema da reencarnação, não se pode considerar que está de acordo com aquilo que defendem os princípios espíritas. Socorramo-nos de “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec: 597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?
— Sim, e que sobrevive ao corpo. 597 – a) Esse princípio é uma alma semelhante à do homem? — É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus. 598. A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma? — Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma.
A vida inteligente permanece em estado latente. 599. A alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar-se? — Não; ela não tem o livre-arbítrio. 600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante como a do homem após a morte? — Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade.
É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente; não dispõe de tempo para se pôr em relação com outras criaturas. Dessa forma, de acordo com o Espíritos que colaboraram com Allan Kardec para a construção da Doutrina Espírita, os animais possuem um princípio inteligente que ainda não tem consciência de si mesmo.
Reencarnam e evoluem para que através das diferentes experiências e de um horizonte temporal difícil de estimar, possam realizar o seu progresso e atingir um dia as condições necessárias para ter consciência de si mesmo, atributo definido como o principal para assunção a categoria de Espírito. A tendência crescente de humanização dos bichos é algo que penaliza animais e pessoas. A Natureza é uma obra artística que se acanha quando a pretendemos humanizar.
A Natureza (e os animais) deverá ser preservada, protegida e acarinhada com reverência, admiração e respeito, sentida como arte transcendente e de transformação. No entanto, a tentativa de humanização deverá ser direcionada para o Homem, que tão vincados traços ainda revela da sua brutalidade. Título Original: “A Dog’s Journey” Realização: Gail Mancuso Elenco: Betty Gilpin, Dennis Quaid, Jake Manley EUA, 2019 – 108 min Por Carlos Miguel Juntos para SempreII JANEIRO.
FEVEREIRO.2019 foto direitos reservadosComo conheceu o Espiritismo? Fernando Pinheiro MartinsConheci o espiritismo por volta do ano 2000. Em tempos observei, em casa de um padre, uma ação sobre uma mulher que consistia no «fechar da morada». Tudo aquilo me intrigou e passados alguns anos e alterações familiares, fiz pesquisa na internet e encontrei uma casa espírita. Li a obra de Kardec, vários livros sobre o tema e frequência de diversos cursos.
Em complemento fiz um na FLUPCrenças religiosas, valores e globalização. - Frequenta algum centro espírita? Fernando Pinheiro MartinsDevido à alteração de morada tive de deixar a Comunhão Espírita Cristã de Rio Tinto, na qual me tornei trabalhador da casa. - Qual a sua opinião acerca do «Jornal Espiritismo»? Fernando Pinheiro MartinsA divulgação da mensagem espírita, com artigos bem elaborados e elucidativos, torna o «Jornal de Espiritismo» o grande difusor da doutrina.
- Do que conhece do Espiritismo, mudou alguma coisa na sua vida? Fernando Pinheiro MartinsO espiritismo levantou o véu. Entendi a vida para além da vida física, a vida espiritual. Este saber trouxe-me a possibilidade de diálogo com muitos espíritos por intermédio de outra pessoa querida. Fernando Pinheiro Martins, hoje reformado da sua profissão, conta 67 anos e mora em Albergaria-a-Velha. IMPRESSÃO DIGITAL César Lombroso, cientista e pesquisador italiano, ao entrar no campo da mediunidade, ridicularizava pesquisas e textos sobre o assunto, como no seu opúsculo “Studi sull’ipnotismo” (Turim, 1882); porém, ao estudar e experimentar profundamente os fenómenos espíritas, publicou em Julho de 1888, no jornal “Fanfulla della Domenica” (n.
° 29) um artigo intitulado “L’influenza della civilta e dell ocasione”, em que assumia os seus erros quanto ao que dissera acerca do Espiritismo, tornando-se então um defensor das ideias espíritas na Itália do seu tempo? Os Espíritos Superiores apontam, como o tipo mais perfeito que Deus ofereceu aos homens para lhes servir de guia e modelo, a figura de JESUS? Em 30 de Dezembro de 2005 foi concedido a Divaldo Pereira Franco e a Nilson de Souza Pereira o título de “Embaixador da Paz no Mundo” pela “Embassade Universelle Pour la Paix” em Genebra, na Suíça, passando Divaldo Pereira Franco a ser, a partir de então, o duocentésimo-quinto “Embaixador da Paz no Mundo” e Nilson de Souza Pereira, o duocentésimo-sexto?
A Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, fundada em 1855 por Allan Kardec, funcionava nos primeiros tempos com 87 sócios efetivos, chegando o número de visitantes a atingir as 1500 pessoas por ano? Vai realizar-se em Lisboa, nos dias 3 e 4 de Outubro, o Congresso Espírita Internacional (2020), com o tema “Transição PlanetáriaDesafios e Soluções”? Além dos nossos Guias Espirituais que nos orientam durante toda a existência, temos também Espíritos familiares que tentam ajudar-nos embora essa ajuda seja, frequentemente, bastante limitada?
