Breves
Jornal de Espiritismo nº 99 · Março 2020Página 64 min
Aniversário do Centro de Cultura Espírita No mês de janeiro comemorou-se o 17º aniversário do Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha. Foram cinco semanas com conferências diferentes do habitual, como que a recarregar as “baterias” dos frequentadores desta associação espírita. Com uma página no Youtube com mais de 160 conferências gravadas e disponíveis, página em www.cceespirita.wordpress.com, o Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha é apenas mais uma associação espírita portuguesa, entre as mais de 120 existentes no Continente e nas Ilhas.
Neste aniversário foi lançado um novo livro “Factos Espíritas em Portugal”, da autoria de José Lucas, edição da Federação Espírita Portuguesa (FEP); teve lugar um debate em torno de duas entrevistas ao prof. Dr. José Raul Teixeira (Físico, espírita, médium); J. Gomes (Porto) fez brilhante palestra sobre a evolução das espécies na ótica espírita; Luténio Faria (médico) deslocou-se de Águeda para falar de “Espiritismo e Saúde”; e Gláucia Lima (psiquiatra) encerrou o mês, abordando “As demências à luz do espiritismo”.
É sempre momento de festejar um aniversário, mas um aniversário de um centro espírita tem algo de especial, senão vejamos: são 17 anos de atividade contínua, gratuita, dia após dia, semana após semana, mês após mês, sem qualquer remuneração, a não ser a do bem-estar fruído, pelo facto de se ser útil ao próximo. Não se cobra pelas atividades nem se aceitam donativos dos frequentadores. Apenas os sócios, espíritas convictos, se quotizam, livremente, para pagarem as contas do aluguer, água, luz e outras despesas.
Mas não é uma perda de tempo? Esta gente não tem mais que fazer? Não poderiam ocupar o seu tempo noutras atividades, inclusive lucrativas, onde pudessem auferir mais uns trocos? Não faz sentido, dizia pessoa menos esclarecida, que comentava connosco. “Então se os espíritas não ganham nada, andam ali vários dias da semana, limpam o chão, providenciam um serviço cultural gratuito, biblioteca gratuita, atividades de educação espírita infanto- juvenil, conferências, grupos de estudo, apoio social, vão à casa das pessoas levar esclarecimento e consolo, quando tal é solicitado para um doente acamado, pagam quotas, livremente, para serem espíritas?
Isso não faz sentido, ainda se ganhassem algum…” Esse é o busílis da questão! O espiritismo (ciência, filosofia e moral) tem por objetivo alertar a Humanidade para a sua condição de Espírito imortal, para a reencarnação, para a lei de Causalidade (colhemos o fruto daquilo que semeamos no nosso quotidiano, de bem e de mal). Tem por objetivo desmascarar a falácia do “Materialismo”. Esclarecendo as pessoas, o Espiritismo consola, pois que o ser humano entende por que vive, de onde vem, para onde vai, qual a causa das dissemelhanças na vida social.
Daí que ser espírita nunca pode ser uma profissão, nunca pode haver qualquer tipo de retribuição (seja qual for), pois tal tarefa, toda de índole espiritual, é uma missão de auto-regeneração do espírita, que auxilia quem se deixar ajudar, esclarecer. Como que a terminar a conversa, pois o tempo tardava, lá dissemos ao nosso interlocutor: “Olhe que os espíritas não perdem tempo, não são fanáticos nas suas atividades culturais e filantrópicas, fraternas, não ganham dinheiro mas, ganham muito mais do que isso: estudando, pesquisando, praticando, adquirem o maior tesouro que podem encontrar na Humanidade – a certeza da imortalidade do Espírito, a compreensão das leis que regem o intercâmbio entre o mundo terreno e o mundo espiritual.
Servindo, dando-se ao próximo, o espírita, ao servir, recebe quantias inimagináveis de bem-estar interior, de realização pessoal, de sensação de auxílio à sociedade. Haverá maior alegria do que ser útil sem cogitar nada em troca, nem um simples agradecimento?” O nosso interlocutor não ficou muito ciente desta explicação e pareceu-me ouvir entredentes, dizer: “Gente estranha, estes espíritas”. Sorrimos, seguindo adiante, pois o tempo urgia.
No entanto, é bom que se diga que existem, de acordo com o verbo iluminado do médium Francisco Cândido Xavier, três espécies de espíritas: os que entraram para o espiritismo, aqueles onde o espiritismo já penetrou o seu íntimo e, aqueles de onde o espiritismo sai, naturalmente, do seu interior. Fácil é aferir que não é o epíteto de espírita que nos dá acesso aos altos planos da espiritualidade, mas sim o que fazemos no quotidiano com esse preciso tesouro, que é a doutrina dos Espíritos.
“Não fazer ao próximo o que não desejamos para nós”, mensagem com 2 mil anos, de Jesus de Nazaré, é o mote para o bem-estar e realização interior. Texto: JC foto arquivo Encontro Espírita do Algarve «As razões da dor e do sofrimento» é o tema do XI Encontro Espírita do Algarve, que decorre no Hotel Eva, na cidade de Faro, dia 17 de maio, domingo, entre as 9h30 e as 17h45. Organizado pelo Núcleo Familiar Espírita Mentor Amigo, associação sem fins lucrativos, conta entre oradores com Luténio Faria, médico, Rui Marta, psicólogo, assim como de participantes do Brasil, da região de São Paulo, como Orlando Noronha e Geraldo Neto.
Na parte cultural está prevista em cartaz a participação do cantor Vansan Costa. Os subtemas abordam assuntos como os «Reflexos da lei de causa e efeito», «Dor: castigo ou bênção?», «A importância da casa espírita», «Em que consiste o auxílio dos Espíritos», «Por que aceitar sem revolta» e «Como enfrentar a dor da perda de pessoa amada». Para assistir é necessária inscrição, que pode ser feita através dos seguintes contactos: 967331425/965053743, e-mail: nfemafaro@gmail.
