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Notícia (pág. 9)

Jornal de Espiritismo nº 52 · Março 2012Página 94 min

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foto ceca lhes queimou a cidade. Então, disse a seus servos: O festim das bodas está inteiramente preparado; mas, os que para ele foram chamados não eram dignos dele. Ide, pois, às encruzilhadas e chamai para as bodas todos quantos encontrardes. Os servos então saíram pelas ruas e trouxeram todos os que iam encontrando, bons e maus; a sala das bodas se encheu de pessoas que se puseram à mesa. Entrou, em seguida, o rei para ver os que estavam à mesa, e, dando com um homem que não vestia a túnica nupcial, disse-lhe: Meu amigo, como entraste aqui sem a túnica nupcial?

O homem guardou silêncio. Então, disse o rei à sua gente: Atai-lhe as mãos e os pés e lançai-o nas trevas exteriores: aí é que haverá prantos e ranger de dentes; porquanto, muitos há chamados, mas poucos escolhidos.» Perguntas e respostas Ainda houve tempo para indagações. Depois da pausa habitual José Maria pergunta: «Sobre a densidade do perispírito, é possível saber se, por exemplo, ele tem peso?». Ney Prieto Peres responde com o bom humor que o carateriza: «Há algumas experiências feitas com moribundos – não é o seu caso (risos) – antes e depois do desenlace.

E, se não me falha a memória, o perispírito tem peso, mais ou menos 200 gramas. Ele é semi-material. O corpo físico passa a pesar menos». Então percebe-se que «não é uma imaterialidade total». Depois Lígia Pinto pede confirmação: não sei se entendi bem o que falou. O que nos liga ao corpo físico é o perispírito, certo? E vai estar ligado ao corpo físico célula a célula. O material genético da célula está no meio, entre um e outro e, dependendo da forma como o espírito está a irradiar pelo pensamento, também controla o material genético.

Sabemos que é pela alteração do material genético que surgem problemas de hipertensão, cancro e outros. Isso significa que é o pensamento do espírito ao manipular esse material genético que vai causar a problemática da saúde. Compreendi bem?». «Perfeitamente», comenta Ney Prieto Peres e adianta: «Acho que é isso. A medicina do futuro vai passar pelo perispírito. Ele age no núcleo da célula e todas as doenças degenerativas devem ter uma relação genética».

Uma voz masculina indaga agora: «Mas quando se contrai uma doença a partir do exterior, ela aparece primeiro no corpo físico e depois passa ao perispírito ou acontece ao mesmo tempo?». Ney responde: «É por antecipação. Quando chega ao corpo físico o perispírito já registou no nível energético. Isso funciona de uma maneira psíquica, mental. Emanuel tem uma frase categórica: não há doença que antes não tenha sido gerada pelo pensamento.

A etiologia de todas as doenças liga-se muito aos sentimentos “maravilhosos” que a gente tem…», satiriza face às angústias e ao relacionamento conflituoso que acompanham o dia-a- dia da maior parte das pessoas. Continua referindo-se à psicoterapia de origem norte-americana baseada em processos de mentalização: «Simonton trabalha estimulando o sistema imunológico. Os estados depressivos reduzem o exército imunológico e cria lugar para as células desestruturadas.

Este método instrumentaliza os propósitos, a alegria por se existir, por se dedicar ao que faz, através de coisas simples, como cuidar de crianças ou tratar afetuosamente de um jardim, e com isso começa a sair reforçado o sistema imunológico». Agora é uma senhora presente que pergunta sobre como compreender as crianças que têm cancro em tenra idade. Ney Prieto Peres diz: «Pois é, as crianças. Kardec refere algo que se enquadra também nessas situações – aquilo que não tem causa na presente existência terá a sua origem em existências passadas.

Hoje vem com a possibilidade de reequilibrar essas estruturas. Vou compartilhar convosco o caso de um amigo que tinha um cancro de pele. Ele resistiu mais até do que se esperava, mas veio a falecer. E numa reunião em que participávamos, com comentários sobre o evangelho, em família, pela vidência uma pessoa presente disse-me que aquelas marcas que tinha no rosto, da doença, se apresentavam agora com pontos luminosos.

Por isso, se formos olhar esse problema dentro deste conceito do perispírito, esses casos são processos de retorno para reequilibrar campos perispirituais». Uma pessoa com pouco tempo de proximidade com a informação espírita ganha espaço e fala da saudade do pai, desencarnado há uma década, e revela a ideia de que não se passa tempo nenhum no plano espiritual, logo, quando ela partir o pai já terá renascido: «Nunca mais o irei ver!

», lamenta. Ney explica que não é assim: «O seu pai pode até ter evoluído e atingido outros planos mais altos, digamos, não quer dizer que nunca mais o vai ver. Ele pode vir até visitá-la, e a senhora não ter condições emocionais de perceber essa presença. O envolvimento afetivo não se acaba, ele permanece na imortalidade…». Por fim, escuta-se Ney Prieto Peres falar sobre a repetição de arquétipos de religiões tradicionais recriadas de forma distraída por setores distraídos do movimento espírita um pouco por toda a parte: «Por favor, nos não podemos permitir a repetição desses processos.

Sabemos muito bem que cada um vai empenhar-se em tarefas com o seu esforço próprio, com os seus paradigmas, com a sua cultura, as suas origens, não importa! A rigor, não queremos saber se aqueles que estão estudando aqui o espiritismo são católicos, protestantes, budistas. Não perguntamos. A doutrina espirita não é proselitista. Passamos o que sabemos e sentimo-nos felizes – aí sim, a doutrina vai desempenhar o seu papel de conhecimento universal».

E sublinha: «Importa trabalhar um pouco mais nesses instrumentos para impulsionar o processo de que cada um seja reconhecido, ou não, como espírita, mas reconhecido, sim, pelo esforço que desenvolve no seu auto- aprimoramento». Emanuel tem uma frase categórica: não há doença que antes não tenha sido gerada pelo pensamentos ABRIL.